— Em três dias?
Os olhos de Vitória brilharam de esperança.
— Isso mesmo.
— Eles são especialistas de altíssimo nível. Qualquer caso complexo tem grandes chances de cura nas mãos deles.
— Fique tranquila, a doença da sua mãe com certeza tem tratamento.
— Muito obrigada, senhor Guilherme! Agradeço em nome da minha mãe!
— Em breve seremos uma família, não há necessidade de tanta formalidade.
— Mas me diga, já que concordou em casar com o meu neto, posso arranjar um encontro entre vocês dois?
— Um encontro? — Vitória travou por um segundo.
O seu primeiro instinto foi recusar, mas o velho havia lhe feito um favor enorme.
Além disso, o casamento já era um fato irreversível.
— Tudo bem, senhor Guilherme. Deixo isso por sua conta.
— Ótimo, ótimo! Fique sossegada, minha jovem.
— Pode ser que eu tenha usado uns truques de velho para conseguir uma neta, mas eu jamais te prejudicaria.
— O meu neto é bonito e muito rico. Várias mulheres dariam tudo para casar com ele, mas ele nunca quis nenhuma.
Bonito e rico?
Aquela descrição soava estranhamente familiar para Vitória.
— E dessa vez... ele está de acordo?
Vitória estava curiosa.
Se ele era tão resistente à ideia de casamento, certamente odiaria ser forçado pelo avô a se casar com uma desconhecida.
— Ele?
Guilherme Pereira soltou um resmungo divertido.
— O moleque está adorando a ideia!
A expressão de Vitória ficou confusa.
Pelo tom de voz do velho, ele tinha mesmo certeza disso?
— Na verdade, os detalhes do nosso acordo ainda podem ser negociados.
Na hora, Vitória estava tão cega pela vingança que não parou para pensar nos sentimentos do futuro noivo.
— Fique tranquila. Não há mais nada a negociar. Promessa é dívida, não vá voltar atrás agora.
Vitória riu internamente, sem graça.

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