Ela estar tão furiosa agora devia ser apenas porque tocaram no seu ponto fraco e a fizeram perder a razão.
— Vitória! Me escuta!
Isaque ainda tentou contê-la.
Mas ela desviou da mão dele, ignorando-o como lixo, e marchou direto para os policiais.
— Boa tarde. Sou Vitória Lacerda, fui eu quem ligou.
— Srta. Lacerda.
Raramente alguém na Polícia Civil não conhecia o nome de Vitória.
A Dra. Vitória era brilhante na sua profissão, muito bonita, e desde que entrou na corporação, já havia ajudado a desvendar vários casos complexos. Uma figura assim não passava despercebida.
No entanto, era a primeira vez que aqueles oficiais a viam pessoalmente.
Mas o momento não abria espaço para cordialidades.
Eles mantinham uma postura estritamente profissional.
— Você relatou que alguém tentou assassinar sua mãe. Pode nos explicar o que aconteceu exatamente?
Vitória apontou o dedo direto para Kelly:
— Eu desci para pagar umas contas do hospital. Quando voltei, flagrei esta mulher arrancando o tubo de oxigênio da minha mãe.
— Tenho motivos suficientes para acreditar que ela fez isso de forma deliberada, com a intenção de matar.
A acusação fez um silêncio sepulcral cair sobre o corredor do hospital.
— Vitória!
Isaque cobriu a distância com passos largos e parou ao lado dela. Ele a fuzilou com o olhar, claramente indignado com o que considerava uma rebeldia absurda.
Em seguida, virou-se para os policiais, forçando um sorriso simpático:
— Peço mil desculpas por tomar o tempo de vocês. Minha namorada está só brincando. Não levem isso a sério.
Os oficiais franziram a testa ao ver a atitude invasiva daquele homem.
— E quem é você?
O rosto de Isaque se contorceu.

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