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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 259

Observando tudo de fora, Vanessa quase não conseguiu conter o riso em várias ocasiões.

O jantar transcorreu em perfeita harmonia.

No meio da refeição, Celeste viu que recebia uma ligação do telefone fixo da casa onde morava.

Ela olhou a hora: já eram quase nove da noite.

Como Vinicius estava conversando com Walace, Celeste retirou-se de fininho e foi lá fora atender o telefone.

— Senhora? Ainda está fazendo hora extra? Ou saiu para passear?

A voz questionadora de Dona Glenda ecoou do outro lado da linha.

— Aconteceu alguma coisa? — Celeste perguntou, plenamente ciente de que a intenção era vigiá-la.

— É que já está tarde, seria melhor a senhora voltar logo para casa. — Disse Dona Glenda.

Celeste sentiu uma leve dor de cabeça.

Embora já estivessem divorciados e a papelada houvesse sido formalizada, devido às circunstâncias peculiares, ela ainda continuava sob controle, como se fosse uma "barriga de aluguel" disfarçada pela fachada respeitável de um casamento.

Sem liberdade nenhuma.

— A que horas volto para casa, se vou voltar ou não, e com quem me relaciono, por acaso preciso prestar contas? — Ela rebateu com ironia, mas com o tom de voz habitual.

Dona Glenda ficou imediatamente sem palavras.

Exatamente nesse momento,

Vinicius saiu do cômodo interno e chamou de longe:

— Celeste?

Celeste virou-se e, em seguida, desligou o telefone.

Na residência do casal.

Dona Glenda virou-se trêmula e olhou para Gregório, que entrava pela porta.

Nos últimos dias, os dois haviam voltado para casa.

E na ligação que acabara de fazer, ela havia deixado o viva-voz ativado, de forma que Gregório ouviu praticamente tudo assim que entrou.

— Diretor Souza, parece que a senhora está ocupada, deve ter saído para se divertir com amigos. — Dona Glenda escolheu as palavras com cuidado.

Afinal, tinha se escutado a voz de um homem agora há pouco...

O olhar profundo de Gregório passou rapidamente pelo telefone fixo.

— Eu ouvi. — Com as pálpebras ligeiramente semicerradas, ele desabotoou os punhos da camisa.

Alguém havia chamado o nome de Celeste agora mesmo.

O som fora abafado pela linha telefônica, parecendo distante e pouco claro.

Dona Glenda observou as emoções de Gregório.

Mas Gregório sempre fora um homem cujos pensamentos eram impenetráveis, incapaz de demonstrar alegria ou raiva em seu semblante.

Foi antes do casamento, quando as fotos íntimas de Celeste foram vendidas à imprensa por não sei quem. Logo depois, a matriarca da Família Souza arranjou a certidão de casamento sem sequer consultar os envolvidos, nem festa houve, e mais de cinco jornais foram levados à falência.

Tudo obra das mãos do Diretor Souza.

Dona Glenda balançou a cabeça.

Se ele não a amava, por que haveria de punir tantos veículos de comunicação? E se amava, por que mostrou tamanha relutância em se casar, a ponto de a senhora mais velha da família providenciar a certidão?

-

Agora Laura já sabia usar o WhatsApp.

Quando Celeste e Vinicius estavam prestes a partir, a menina agarrou-se a eles insistindo para que tirassem uma foto juntos.

Vinicius não se opôs, e Celeste também cedeu à vontade dela.

Quando viu a atualização de Laura no status do WhatsApp, estava sentada no carro de Vinicius.

A criança não escreveu nenhuma legenda, apenas postou a foto acompanhada de um emoji sorridente.

E a foto, de fato, parecia o retrato de uma família.

Apesar de achar um pouco estranho.

Celeste curtiu a postagem, encorajando a pequena entusiasticamente.

Vinicius virou a cabeça e olhou para Celeste.

— A certidão de divórcio já está pronta?

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