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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 606

O olhar de Gregório pousou lentamente no rosto dela.

A determinação em causar um verdadeiro escândalo era evidente para todos.

Após um breve momento.

Ele finalmente falou de forma pausada:

— Tudo bem.

Aquele tom calmo, aquela atitude direta.

Fez com que Celeste o encarasse, incrédula.

Ela não conseguia acreditar que Gregório não soubesse que, se o incidente fosse elevado ao patamar de "tentativa de assassinato", as consequências seriam terríveis para todos os envolvidos.

E, mesmo assim.

Gregório permitia que Dulce virasse o mundo de cabeça para baixo com seu drama!

Provavelmente percebendo o choque no olhar de Celeste, ele se virou ligeiramente. Mantendo os olhos em Celeste, dirigiu suas palavras a Dulce:

— Se você tem essa suspeita, é claro que devemos investigar a fundo.

Nem Dulce esperava que Gregório ficasse tão inclinando para o seu lado.

Após uma pequena rejeição recente da parte de Gregório, ela já estava angustiada e insegura. Mas, agora, via que suas preocupações haviam sido pura bobagem.

Ele ainda se importava com ela.

Tanto que, por se preocupar com ela, não se importava em colocar Celeste no banco dos réus.

Quase debulhada em lágrimas, ela falou:

— Se não fosse por você, Gregório, receio que eu seria obrigada a engolir essa injustiça calada...

Na realidade, ela não tinha cem por cento de certeza do que havia ocorrido.

Mas acreditava que Celeste, sem dúvida, tinha motivos para fazer aquilo.

E já que Celeste fora cruel, fazer um escândalo era apenas uma maneira de defender os próprios direitos.

E então.

Quando a Família Vargas soubesse que Celeste havia tentado assassinar a filha da família, a Diretora Barbosa passaria a odiá-la, cortando completamente relações. Não se sabia se a Família Vargas iria se vingar ou não, mas no mínimo, Celeste jamais poderia se aproximar da Família Vargas ou da Diretora Barbosa novamente.

E contanto que essa relação fosse cortada.

Já seria excelente.

A expressão de Celeste era gélida, pois ela achava tudo aquilo um completo absurdo.

Dulce era louca.

E Gregório não passava de um cúmplice cego pela atração, que tolerava tais sandices.

O que mais a deixava perplexa era:

— Você realmente acha que eu seria capaz de fazer algo assim?

Ele estava querendo dizer que se ela mesma cuidasse do carro seria acusada de destruir evidências? E que a opção mais lógica era que ele tomasse as rédeas?

Ele estava mesmo tentando evitar que ela forjasse ou destruísse provas, ou queria insinuar outra coisa?

Fosse lá o que fosse.

Isso já foi o suficiente para que a fúria lhe subisse à garganta.

Ela apertou os punhos e, por fim, deu um sorriso:

— Como quiser.

E, virando-se, saiu a passos largos.

Ivo seguiu Celeste imediatamente.

O olhar de Gregório repousou nas costas dela enquanto se afastava.

Pouco depois.

Um carro parou na beira da estrada.

Dulce já suava frio de tanta dor e disse:

— Gregório? Vamos entrar. Eu preciso tratar deste machucado logo.

Só então Gregório desviou o olhar.

E virou-se para entrar no veículo.

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