Entrar Via

Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 607

Celeste não estava tranquila em relação a Ivo.

Achou melhor levá-lo a um hospital para que fizesse um check-up minucioso e atestasse sua condição.

Afinal, os problemas nem sempre eram ferimentos externos. Lesões internas poderiam ser muito mais graves, e raramente eram percebidas num primeiro momento. Segundo a sua experiência na área médica, um pouco de cautela nunca é demais.

David Costa também foi informado sobre o que havia acontecido.

Mesmo estando fora da província, ele ligou às pressas:

— O que aconteceu? Como você está?

Celeste estava sentada no salão da emergência.

De olhos fechados, ela massageava as têmporas pulsantes:

— Não se preocupe comigo, estou bem. Aquele carro seria apenas uma reserva para levá-los embora, e eu não entrei nele.

Muitas vezes, era necessário pensar em tudo ao lidar com esses eventos corporativos.

O Diretor Sampaio e sua equipe tinham seu próprio veículo.

Celeste havia resolvido o transporte para os demais.

E calhou de aquele carro ter sido o que Dulce utilizou.

Só então David soltou um suspiro de alívio.

Sua maior preocupação era Celeste, e se ela estava bem, ele ficava em paz.

— O carro está sendo inspecionado pelo pessoal do Gregório?

— Sim, ele não confia em mim.

Ao dizer isso, um sorriso de leve desdém surgiu nos lábios de Celeste.

Depois de tantos anos, ele continuava sem ter um pingo de confiança nela. Considerá-la capaz de orquestrar um assassinato com tamanha facilidade era um insulto sem precedentes.

David entendia bem o que Celeste queria dizer.

Eram tantos anos de casamento; teria sido melhor nem ter casado.

— Mas ele é tão inclinado para a Dulce. E se a Dulce não arredar o pé de sua acusação, será que ele tentaria distorcer os fatos só para fazer justiça por ela? Especialmente considerando que ele levou o carro consigo.

Aquele era o principal receio de David.

E se forjassem provas e a caluniassem?

A quem ela recorreria?

Celeste ficou em silêncio por um momento, olhando para baixo e mexendo nos dedos, e então respondeu:

— Gregório não chegaria a esse ponto. Apesar de ser frio e distante, ele não é do tipo que se rebaixa a esses joguinhos sujos em nome do amor ou paixão.

Por mais que Gregório não confiasse nela e tampouco a conhecesse de verdade.

Ela tinha que admitir.

Ela o conhecia muito bem.

Havia amado tanto Gregório ao longo daqueles anos que guardava em seus pensamentos cada gesto dele, cada sorriso, recapitulando-os incontáveis vezes, apenas para tentar ficar um pouco mais perto dele.

O corte era, de fato, muito profundo.

E media mais de dez centímetros. Mesmo com técnicas de sutura estética, seria impossível evitar que deixasse uma cicatriz. Felizmente, quando o corpo estava submetido a tanto estresse, a alta dose de adrenalina conseguia, na medida do possível, fazer o cérebro ignorar a dor excruciante.

Ela também tinha várias escoriações no corpo.

Ao ser levada para o quarto.

O clima em que Dulce se encontrava ainda era sombrio.

Ela era uma mulher imensamente vaidosa, e nenhuma mulher gostaria de ostentar uma cicatriz daquele tamanho.

Sendo assim, seu ódio por Celeste apenas se intensificava.

Certamente Celeste tinha enlouquecido por conta daquelas palavras que lhe dissera, as palavras sobre como havia passado uma bela noite ao lado de Gregório.

Mas, neste momento...

Ela olhou para Gregório, ao lado da cama do hospital:

— Gregório, acho que estou fora de perigo. O destino cuidou de mim. Não precisa se preocupar tanto.

Gregório lia o prontuário. Ao ouvir a voz dela, ele lhe lançou um olhar:

— Descanse bem.

Dulce o encarou. Hesitou por um breve instante, mas, por fim, perguntou de modo investigativo:

— Depois da nossa primeira noite em Cidade Oceano... Que tipo de pensamento você teve a respeito, Gregório?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo