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O bebê do bilionário romance Capítulo 15

A viagem de avião correu mais ou menos tranquila, eu estava com os nervos à flor da pele. Meus pensamentos não me deixavam em paz. E se o Sr. Colleri não fosse com a minha cara? E se mudasse de ideia e se não me aceitasse? Por quanto tempo eu poderia ficar lá sem que ele descobrisse a gravidez? Vivian não comentou nada com ele sobre estar acomodando uma grávida, solteira, desempregada. Quanto tempo eu demoraria para comprar minha própria casa? Alugar, pelo menos? Eu precisaria de uma creche? E o pré-natal? Eu precisava começar o pré-natal! E se eu não conseguisse dinheiro suficiente para me sustentar?

Será que Madeleine encontrou a carta? Será que se importou?

E se... e se....

As perguntas estavam me matando. Depois da crise de pensamentos, resolvi relaxar, as meninas pagaram uma viagem de primeira classe para mim, era hora de aceitar o mimo.

Desembarquei no Aeroporto internacional de Dallas/Fort Worth às oito da manhã. Passei pelo check-in, peguei minha mala, o cartão que Vivian havia me mandado com o endereço e segui para saída a fim de pegar um táxi. No entanto, surpreendi-me ao encontrar um homem vestindo um terno elegante e segurando uma placa com meu nome.

— Err... hum... eu sou Nicole. — Dei um sorriso sem graça.

— Nicole! Sou Benjamim. — O homem elegante se aproximou, apertando a minha mão. — Só tem isso de bagagem? — Ele olhou descaradamente para a minha pequena bolsa de mão e a mala de rodinhas.

— É... sim. — Percebi-me corando.

— Bom, eu ficaria grato em carregar para você. — Ele pegou minhas malas e eu nem pensei em negar. Estava exausta. Apesar de terem sido apenas duas horas de viagem, os últimos dias tinham sido muito cansativos.

Ele abriu a porta da enorme limusine e eu entrei, sentindo-me um pouco esquisita, afinal, não era para o meu pai que estavam pagando o favor e, ainda assim, eu estava sendo muito bem tratada. Seguimos o caminho em silêncio. Eu até pensei em puxar assunto, mas o que eu poderia dizer? Eu não o conhecia, não conhecia a cidade, não conhecia ninguém, então preferi ficar calada. Algumas vezes trocamos olhares pelo retrovisor. Nada de mais, mas senti que ele estava me analisando.

Estamos chegando — ele disse e saiu da limusine em frente a um enorme portão de ferro preto, digitando um código em seguida. O portão começou a se abrir, ele entrou no carro e começou a nos conduzir novamente.

Porra, que lugar é esse? É lindo! Entramos em um grande caminho de terra. Um jardim perfeitamente moldado abraçava a paisagem. Eu nunca havia visto algo parecido. Mesmo que eu sempre tenha tido dinheiro, e nossa casa fosse perfeita, ela não chegava nem perto da beleza daquele lugar. Parecia surreal.

— O Sr. Colle é dono deste lugar há apenas três anos. Acho que é um dos seus lugares prediletos. Ele se desfez ao longo dos anos de algumas propriedades, mas nunca dessa. Ele sempre cuidou desses cem acres de terra com muito amor e harmonia. Aqui há um lago, quadra de tênis, um heliporto, entre outros atrativos. Ele comprou de um sheik logo depois que... foi resgatado.

Uau, uma chuva de informações! Acho que ele percebeu que eu estava babando na paisagem pela janela. Quanto dinheiro aquele homem tinha? Eu era de uma família muito rica, e já tinha visto paisagens parecidas, mas nada tão fantástico. O carro fez retorno em uma fonte e parou em frente à uma mansão branca que gritava luxo. Benjamin abriu a porta e desceu. Eu me aproximei para abrir o meu lado quando um outro homem de preto a abriu. Ele era alto, pelo menos 1,85m, cabelos claros, forte... bonito. Ele olhou para mim, olhos gentis. Estendeu a mão educadamente, eu apoiei as minhas e saí do carro. Olhei para o lado e vi Benjamin já entrando na casa com as minhas malas.

O homem pigarreou. — Nicole?

— Ah... sim. É um prazer. Agradeço por me receber tão gentilmente, Sr. Colleri.

Ele sorriu calorosamente, fazendo minha bochecha corar.

— Na verdade sou Will. Faço parte da sua equipe de segurança e, no momento, ajudo a tomar conta da propriedade. O Sr. Colleri pediu para que eu lhe recebesse, já que teve uma reunião de última hora e não podia faltar. Ele estará de volta na parte da noite. Enquanto isso, vou te apresentar a região, assim que estiver disposta. Maria é a governanta, a quem você vai substituir. Ela vai lhe acomodar em seus aposentos e lhe familiarizar com os serviços, mas eu lhe adianto que não deve ser nada muito difícil. Você vai gostar daqui. Confesso que não estávamos esperando por alguém tão jovem.

Ele seguiu andando ao meu lado até que entramos na casa. Havia um enorme sala e uma senhorinha de uns sessenta anos me recepcionou com um enorme abraço, fiquei meio sem graça, mas o devolvi com a mesma intensidade.

— Oh, sim, claro, seria muito gentileza da sua parte. — Sentei na beirada da cama. — Eu nem sei como agradecer toda essa gentileza. — Sorri para ela, enquanto alisava o lençol de seda floral.

— O Sr. Colleri pediu para que você tivesse a melhor recepção possível, ele deverá estar presente à noite, já que está na cidade a negócios. Bom, tire o dia para descansar, amanhã posso lhe familiarizar melhor com os serviços.

— Sim. Agradeço.

Depois que Maria saiu, senti-me aliviada. Pelo menos parte de mim, já que ainda não tinha conhecido o Sr. Colleri. Pelo que tinha percebido, ele havia instruído os funcionários a me tratarem bem, o que era um alívio. Tomei uma ducha demorada, liguei para Vivian e Alice contando-lhes sobre toda a recepção e, quando menos percebi, já era onze horas. Logo em seguida, houve uma batida na porta. Abri.

Nicole, aqui está o seu almoço. — Maria me trouxe uma bandeja. — Sopa de abóbora, espero que goste!

Realmente o cheiro estava muito bom, e eu precisava urgentemente comer algo. Tomei a bandeja de sua mão e agradeci. Estavam sendo todos muito bons para mim.

— Imaginei que fosse descansar e resolvi trazer.

— Ah, mais uma vez obrigado. Cheira muito bem.

Logo que entrei no quarto, sentei na mesa de canto e devorei a comida, que estava uma delícia. Escovei meus dentes e, em seguida, fui descansar. Quando finalmente deitei na cama, senti-me envolta por uma nuvem. Meu corpo precisava daquilo, aquela cama era tão macia, tão grande. Eu dormi feito um bebê. Quando acordei, oito horas depois, o quarto estava tomado pela escuridão. Eu demorei um pouco para me situar, uma vez que ainda estava acordando. Então me lembrei da minha dramática história de vida e levantei. Resolvi me trocar e descer, provavelmente o Sr. Colleri gostaria de falar comigo.

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