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O bebê do bilionário romance Capítulo 25

Ethan seguiu em silêncio.

Engoli seco.

Ouvi Caroline chorar alto por minutos e, depois, Ethan a consolando educadamente.

Meia hora depois, quando os ânimos se acalmaram, resolvi voltar ao meu caminho.

O dia passou sem problemas, tive que aturar piadas sem graça a maior parte do dia, além de olhares maldosos de Caroline, mas não havia nada que eu pudesse fazer.

Ethan passou o dia fora, resolvendo problemas do incidente da noite passada.

E o dia voou.

Três dias depois, eu não havia tido um momento a sós com Ethan, o tempo estava corrido tanto para mim, quanto para ele, e uma parte de mim sentia a sua falta. Meus afazeres diários estavam sendo realizados normalmente, exceto pelo incômodo que Caroline me passava. Ela havia estendido a sua estada por mais uma semana, eu tinha certeza que foi apenas para me importunar; depois da conversa que ouvi dias atrás, eu tive certeza. Ela fazia questão de me deixar sem graça, dificultar o meu trabalho e dar em cima de Ethan, que sempre a cortava. Eu não queria ser a causadora da discórdia, por isso preferi não contar nada do que ela me fazia a ele.

À noite, sentei na cozinha sozinha e me servi fartamente de suco de laranja. Ouvi passos e, quando olhei para o lado, lá estava Caroline, com a cara mais lavada de todas. Peguei um copo e o enchi para oferecer-lhe como uma bandeira branca, mesmo sabendo que não era eu a causadora daquela guerra.

— O que você acha que está fazendo? — ela disse rudemente.

— É só suco de laranja — disse com estranheza.

— Eu não te pedi nada, empregada! Na hora que eu quiser, eu peço! O Ethan pode te tratar da forma que quiser, mas eu não sou obrigada.

Então . Pensei, Retirei o copo em silêncio.

— O que é? Eu mandei você tirar?

Continuei levando-o para pia.

— Volta aqui! — Ela me seguiu e segurou meu braço.

Eu olhei bem séria para ela. A culpa não era minha se Ethan flertava, sentia, ou achava que sentia algo por mim. Ela soltou as mãos.

— Nunca mais encoste em mim, Caroline. — Digo com um tom de perigo que nunca havia ouvido na minha voz antes.

— Ou o quê? — ela gritou.

— Olha, eu estou cansada desses seus joguinhos, você implica comigo o tempo todo, faz de tudo para atrapalhar o meu serviço, flerta com Ethan abertamente, o que você acha que vai ganhar com isso? Eu tô cansada disso, se você continuar eu vou ser obrigada a falar com Ethan.

Ela sorriu.

— Ohh! Que medo. — Arregalou os olhos.

— É sério, Caroline, não me tente, já passei tempo demais aturando as suas palhaçadas.

— Você acha mesmo que ele vai se importar com o que você disser? Ele está pouco se fodendo! Você não vai passar de uma diversão para ele. Ele sempre faz isso, flerta com as meninas até conseguir o que quer, depois volta para mim. Foi sempre assim, desde os nossos catorze anos, eu fui seu primeiro amor, e ele o meu. Temos uma parte um do outro que outra pessoa jamais terá além de nós dois. Passamos pelo inferno juntos e não é você que vai nos separar. Embaixo da árvore de carvalho do pai dele fizemos amor pela primeira vez. E ele sempre me procura... você acha que ele me chamou aqui para quê? Além do mais, você acha que me engana com esse sotaque sulista? Suas maneiras não são de uma empregada. Suas mãos tremem segurando uma bandeja, por Deus! — Ela sorri amarga. — Você não engana ninguém.

Senti meu coração apertar com aquelas palavras. Ela era uma vaca, e eu sabia que estava tentando me provocar, mas e se fosse verdade? Mesmo que não a amasse, Ethan nunca afirmou que não saía com ela. Fiquei em silêncio, eu sabia que a corroía por dentro o fato de eu não responder. Ela estava sendo ignorada, por isso estava tão nervosa.

— Sua idiota! — ela gritou e começou a estalar os dedos na minha frente, como se fosse me tirar de um transe. — Você é uma idiota mesmo, achar que alguém como Ethan olharia para você. — Riu de forma ridícula. — Me ouviu? Mal sabe forrar uma cama. E ainda tem esse sotaque ridículo texano. Você pode fingir oque quiser para ele, mas não me engana. Ele NUNCA vai olhar para você.

— Na verdade, acho que ele me olharia — respondi, quase me arrependendo de ter começado a falar. — Na verdade, tenho certeza! E quer saber, eu adoro a forma com que ele me olha, o seu cheiro, o jeito que sorri, tudo nele. Passo muito tempo só fantasiando como seria o seu beijo. Não sou a idiota, é você, ele jamais vai te olhar, jamais vai te desejar. E nunca, nunca vai te amar, me enche de pena te ver assim, se arrastando atrás de uma pessoa como Ethan. Você é cruel, tão feia interiormente, e não tem nem um pouco do amor que diz ter por ele. No mínimo, se tivesse, respeitaria a sua opinião de não querer ficar com você. E aceitaria que, talvez, ele possa estar afim de mim.

Respirei fundo quando terminei de falar. Ela me olhou por um instante.

— Você é mesmo uma vadia.

Instintivamente, peguei o suco de laranja e o joguei com força no seu rosto.

Ela levantou a mão para me dar um tapa e foi impedida. Ethan segurava a sua mão, e ele estava lindo, vestido com uma calça de moletom e camisa. Ele nos olhava, e parecia puto, muito puto.

— Ahh! Veja o que ela fez! — Ela chorou. — Essa vaca! Ela tem me humilhado por dias. Eu a odeio, Ethan. — Caroline se aproximou do seu peito para chorar, mas ele a impediu.

— Saia já daqui. Vou reservar o primeiro voo amanhã para que você volte

para casa.

— Não que eu me importe, de verdade. Eu sei como ela é difícil, e sei que deve ter feito da sua vida um inferno essa semana. A culpa é minha, eu que não devia tê-la deixado aqui por tanto tempo. Mas Caroline tem demônios que nem eu consigo controlar. Ela teve um passado de merda e se apoio em mim para isso, não está certo. Ela precisa ter limites.

Sorri com sinceridade.

— É, ela foi cruel — assumi.

— Eu sinto muito.

Peguei na maçaneta da porta do meu quarto, pronta para entrar.

— Então quer dizer que adora o jeito que te olho? — perguntou, semicerrando os olhos. Ele pegou na maçaneta por cima da minha mão. — O meu cheiro... — disse pausadamente. — O meu sorriso... e fantasia com o meu beijo. — Segurou meu queixo de forma suave, para que eu o olhasse.

Ele tinha uma arrogância inegável e olhos azuis dos quais eu não conseguia me afastar.

— Eu preciso confessar para você também — ele disse, aproximando-se mais, o hálito quente misturado ao seu perfume, invadindo minhas narinas. Cheirava a hortelã. Fechei meus olhos. Oh não!

— Que desde que chegou aqui, tenho fantasiado com você também. Talvez, não de maneira tão inocente quanto você.

Minhas costas batem na porta no momento em que sua palma faz contato com a madeira, batendo no espaço ao lado da minha cabeça. Ele abaixa os braços, e pega o meu rosto em ambas as mãos e traz meu nariz para

escovar o dele.

Abri meus olhos e me afastei calmamente. Dei um meio sorriso.

— Boa noite Nicole.

Ethan me passa uma serenidade e respeito que eu nunca havia experimentado antes. Ele é responsável, educado, trata a todos bem, tem um carisma enorme, e também um grande coração. Sorte terá a mulher que o pertencer, apesar de tudo. Não quero passar pelo o que passei com Luck de novo. Ser magoada e humilhada novamente... Eu não estava preparada, não importava o que ele quisesse ter comigo. Mesmo sabendo que algo nele me mostrava que era muito diferente de Luck e que jamais faria algo para me magoar. Infelizmente, eu não poderia arriscar. Para ele, nada estava em jogo. Para mim, tudo.

— Acho que é melhor eu entrar. Estou um pouco cansada... Se não se importa, vou me deitar. — Dei um sorriso sem graça e saí. Ele aceitou educadamente.

— Tudo bem, querida, nos vemos amanhã.

Beijou-me novamente na testa e saiu.

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