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O bebê do bilionário romance Capítulo 49

— Vivian! — Alice a advertiu.

— Principessa, está tudo bem — Jamie retrucou. — Eu não estou com tempo para isso, estou meio cansado. Se não se importarem, eu vou me retirar junto com Alice. — Ele agarrou seu cotovelo e a virou. Seguiram andando.

— Sebastian, será que você poderia levá-los ao meu antigo chalé na propriedade? — perguntei ao novo motorista que Ethan havia deixado à minha disposição.

— Claro, Srtª. O’Connel.

— Na verdade, eu me importo! — Vivian gritou alto.

— Vivian! — Desta vez eu a desaprovei. — Qual o problema? Vocês acabaram de chegar, por que esse clima tenso?

— Você só encontrou com ele agora, você não sabe — ela disse em uma carranca, enquanto caminhávamos por dentro da casa principal.

— Então me explique.

—Ele é estranho — soltou. — E me assusta. — Confessa. — Ele sempre foi meio possessivo com ela. Mas, há três semanas, quando noivaram, se tornou pior. Ele simplesmente assumiu todas as ligações dela, o e-mail, redes sociais, internet, notebook pessoal, Smartphone, conta no banco, tudo! Ele tem acesso a tudo. Ela não tem mais vida social, e tem se afastado de mim. Me diga qual foi a última vez que recebeu uma ligação dela?

— Ah... não sei... acho que já faz dois meses.

Talvez nem seja tanto tempo.

— Viu? Ela me liga raramente! Há pouco mais de três semanas, eu liguei para ela, disse que estava com saudade e que queria encontrá-la. Ela me disse que não, que estava mal, que estava com problemas depois de tudo aquilo com o seu pai. — Diz tristemente. — Enfim, fui jantar sozinha naquele restaurante que a gente amava o Chi’Lantro. Quando cheguei lá, depois de passar por algumas lojas, encontrei-a jantando com o Jamie, ela e JAMIE! — ela aumentou a voz.

— É realmente muito esquisito ele ficar monitorando ela assim. — Minhas sobrancelhas se juntam enquanto eu a estudo. — Mas você já pensou na possibilidade de ser pelo fato de a família dela ter sofrido um atentado há pouco tempo?

— Não, não é. Eu tenho certeza, ela um dia disse que não o amava, que terminaria com ele.

— Será que ela está em um relacionamento abusivo? — Minhas palavras saem mais duras do que pretendia.

— Eu realmente não sei. — Sua voz suave oscila ligeiramente. — Ele não me parece mau com ela. Mas ao mesmo tempo a relação deles parece imprópria, errada. — Seu corpo enrijece e o sorriso em seus lábios vacila. — Ela disse que havia terminado, mas na outra semana apareceu com um diamante no dedo dizendo que estava noiva? Ela não me engana, Alice não está feliz. Há umas semanas me pediu dinheiro emprestado. Desde quando ela precisa de dinheiro? Mesmo que os pais tenham perdido alguma soma, a conta dela é separada. Ela não precisaria de mim.

Aquilo tudo era estranho, mas justificável, a Alice era a mais equilibrada das três, ela jamais faria algo, ou estaria com alguém, contra a sua vontade.

Ela não cometeria o mesmo erro que eu cometi um dia.

— Tenho certeza que para tudo tem uma explicação. Não posso prometer nada, mas vou falar com ela e ver o que descubro. — Parei em frente ao quarto que Vivian ficaria hospedada. — Não se preocupe, não deve ser nada. — Ela me abraçou forte antes de entrar no quarto.

— Obrigada, pequena.

Elas entraram no meu quarto há mais ou menos dez minutos. Sei que não é Colle por causa do cheiro, Vivian usa o mesmo perfume Channel desde que nós estávamos no ensino médio. Percebo que Alice está mais calma, sentada na poltrona ao lado da cama. Meu lençol leitoso não esconde nada.

— Ah, vamos, sei que você está acordada.

Acabei sorrindo, antes de levantar o lençol branco que cobria o meu rosto.

— Esse seu perfume é capaz de levantar um exército mumificado, Vivian.

Alice soltou uma gargalhada.

— Eu realmente pensei que você gostasse. — Vivian forçou um biquinho.

Seus lábios se curvaram para baixo.

— Não há nada que seja realmente interessante, nada como você e Colle. — ela disse depois de uma longa pausa, enquanto brincava com o anel de ouro branco com um pequeno rubi em seu dedo.

— Não se engane, nem sempre fomos assim. Claro, ele sempre foi muito bom para mim, mas teve uma época que eu pensei que jamais ficaríamos juntos. — Digo, com uma ponta de aborrecimento. — Colle teve uma vida difícil. Isso nos separou. — Houve muita luta de ambos os lados, e um pouco de destino também, eu não sei explicar. Com ele é tudo tão perfeito, e não sei, acho que tenho um pouco de medo. A verdade é que existem coisas no passado que não devemos mexer.

Alice me estudou por alguns minutos e falou:

— Você não deveria ter medo de amar. Dá para ver pelo jeito que ele te olha, pelo jeito que fala com você, tudo nele diz isso. Não se prive disso, amiga, já está na hora de você ser feliz.

— Mas e se não der certo, e se for passageiro?

Alice levantou do deck a fim de ir para dentro, mas antes falou:

— E não valeria a pena? Pelo menos você conseguiu o que a minoria das pessoas consegue. Você se sentiu amada, protegida e acolhida. Melhor sentir isso pelo menos uma vez, do que sonhar o resto da vida sem ao menos ter chegado perto. Você não acha?

Não respondi, sabia que era uma pergunta retórica.

Antes que ela se distanciasse demais, eu perguntei:

— Você o ama? Você ama o Jamie?

Alice me olhou por cima do ombro e voltou a andar, deixando-me sem resposta.

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