Nunca vi a mesa tão cheia. Pude ver a alegria no rosto de Nicholas assim que ele acordou e viu todos juntos. Parecíamos uma família de verdade no café da manhã de uma véspera de natal. Excerto que estávamos em agosto e não éramos uma família. Estávamos eu ao lado de Ethan, Nicholas, Vivian ao lado de Maria, Benjamin, Alice e Jamie.
Começaram a nos servir normal e silenciosamente.
— Nossa! Mas que mesa bonita.
Olhamos para o a porta que ligava a sala de jantar e Thomas estava lá. Uma mala na mão, vestido socialmente. Sua boca se curva em um meio sorriso.
Se Colle não fosse tão perfeito, talvez tivesse uma queda por Thomas, que tinha o porte físico bem parecido e também era muito lindo.
Havia algo que esses homens tomaram para serem tão lindos?
— Espero que tenha lugar para mais um. — Ele deu um enorme sorriso, que acabou revelando uma única covinha no lado direito de seu rosto e que, coincidentemente, brilhou mais quando viu Alice. — Nicole, quanto tempo! Está magnífica! Irmão — ele disse, referindo-se a Colle, quando passou nos cumprimentando. — Maria. Ei, Garoto, você cresceu! — Bagunçou o cabelo de Nicholas, que sorriu. — Quem é essa linda dama? — Agiu casualmente, levou os lábios à mão de Vivian e a beijou.
— Sou Vivian. — Ela sorriu, piscando sedutoramente para Thomas.
— Jamie — Thomas cumprimenta com aceno de cabeça. A sua voz calma e monótona.
— Olá, Alice. — Posso ter imaginado, mas pensei ter visto sua boca se contorcer em um sutil sorriso antes que ele completasse.
— Como está o seu pai? — ele começa, as linhas de seu rosto nítidas e duras.
— Ele está melhor, obrigada. — disse ela sem ao menos olha-lo, sua voz baixando uma oitava.
No mesmo instante, acidentalmente, o seu café foi entornado na blusa branca que Alice usava. Ela levantou de forma brusca, derrubando algumas coisas.
— Mas que droga! — falou.
Vivian levantou em seguida. — Deus, Alice, vamos, eu te ajudo.
— Meu bem, eu te ajudo a limpar. — Jamie segurou em sua mão, e ia levando-a, quando ela se libertou de seu toque.
— Não — seu tom suavizou — Obrigada, querido, obrigada, Vivian, eu posso fazer isso sozinha. — Caminhou para o banheiro mais próximo.
A mesa silenciou quando ela saiu.
— Me desculpe, gente, eu realmente preciso ver como ela está — disse e saí em seguida.
Sobre eu, Vivian e Alice, Vivian era a mais impulsiva, agitada, intensa, e tudo oque Vivian foi, eu sempre fui o contrário, era algo natural, não controlávamos. Em contrapartida, Alice era o meio termo entre nós duas. Éramos o trio perfeito. Nunca a vi perder a cabeça, ou parecer perturbada.
Pude sentir que havia algo errado.
Quando parei em frente à porta do banheiro, ouvi pequenos soluços. Alice estava chorando. Bati na porta com suavidade.
Sem resposta.
Bati novamente. Sem resposta.
— Alice, sou eu, Nicole — falei. Segundos depois, ouvi o trinco da porta, e ela abriu.
— Entre — ela falou.
Entrei e a encontrei lavando a beirada da blusa na pia. Seus olhos estavam um pouco avermelhados, o nariz também, os cílios ainda úmidos.
— Está tudo bem?
— E o Thomas? Hum. — Eu belisco a ponte do meu nariz. — Aconteceu algo entre vocês? Sabe...antes de Jamie. Eu vi ele te olhando.
Ela balança a cabeça, mas desvia o olhar, olhando para a janela, a parede, o chão, tudo menos para mim. Seu rosto atingindo um tom carmesim.
— Ahh não, Nicole. Nem pense em insinuar. — Ela sorriu. — Ele é de poucas palavras. Na verdade, tenho algumas suspeitas de que ele não vai muito com a minha cara. Ele esteve por um tempo fazendo a minha segurança pessoal.
— Colle me falou. — assumo. — Mas já não cuida da sua segurança. Deixe-me adivinhar, Jamie o dispensou.
Ela encontra meu olhar, lábios pressionados em uma linha tensa e infeliz.
— Você precisa confiar em mim. — Sussurra. — Jamie é complicado, mas não é...— Ela hesita um pouco e volta a atenção para a blusa suja. — Não é ruim. Por favor, não faça oque Vivian está fazendo. Eu preciso que uma de vocês duas seja sensata.
Mesmo a me dizendo para confiar, uma dor aguda e sinistra se espalhou por meu peito. Piscando rapidamente, eu levei um minuto para responder, passando pelo nó na garganta
— Tudo bem Alice. Eu confio em você.
Finalmente ela encarou meu olhos, parecendo respirar aliviada.
Eu cutuco seus ombros com os meus, tentando quebrar a tensão.
— Tudo bem, mas não me diga que Thomas é totalmente lindo. — Dou um sorriso tenso, querendo que tudo volte ao normal.
Ela me olhou, mas seus olhos me deram a resposta.
Soltamos uma gargalhada verdadeira, demoramos mais alguns minutos e saímos do banheiro.
— Vamos, eu te empresto uma blusa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O bebê do bilionário
Está faltando capítulos autora...
Cadê o resto dos capítulos?...