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O bebê do bilionário romance Capítulo 56

Depois de muito tentar consegui falar com Alice. Não tive tempo de pôr todos os assuntos em dia, mas ela infelizmente não poderia voltar à cidade para me encontrar, o que me decepcionou um pouco. Depois de tantos anos não queria ter que enfrentar tudo aquilo sozinha, olhar para tudo o que deixei para trás, as velhas ruas, o velho colégio para meninas. Ao menos Vivian estaria lá e ficou extremamente feliz com a minha volta, mesmo eu deixando claro que se tratava de algo temporário. Não queria cansar Ethan com as velhas histórias da minha infância, ele já estava muito perdido em seus pensamentos e eu o entendia. Não houve tempo de ver o pai dele ainda com vida. Ele faleceu na noite em que pegamos o voo. Estávamos prontos para ir ao enterro.

— Tudo bem você ir sozinho, mas não precisa, eu estou aqui.

— Eu estou bem — ele acrescentou. Não parecendo tenso, apenas um grande mentiroso. — Eles não me esperam lá. Então acho eu irei sozinho. O clima que enfrentarei lá não é algo eu quero que você absorva. — Ele passou a mão pelos olhos cansados.

— Eu entendo. — Eu engulo em seco e o olho por entre os cílios, preocupada. Antes que eu dissesse qualquer coisa. Ethan beijou minha testa gentilmente e saiu.

Foi a primeira vez que veria fraqueza em Ethan, mas os eventos que aconteceriam nos próximos dias fizeram que definitivamente não fosse a última vez em que vi. E mais importante, os acontecimentos mudariam para sempre a minha vida e de Colleri. Eu não compreendia quanta dor ele carregava. O quanto de tudo. Eu queria poder tirar toda a dor dele, mas infelizmente estava além de mim.

Mais tarde naquele dia, eu fui à cidade comprar algumas coisas. Maria insistiu em ficar com Nicholas e eu aproveitei para poder esfriar a cabeça, como Colle estaria? Ele não me contatou durante todo o dia, visualizou minhas mensagens e não respondeu. Eu não tinha o direito de ficar furiosa, sabia que ele também precisava de um tempo sozinho. Eu queria tanto estar com ele, dizer que ficaria tudo bem, mas ele me afastou, preferiu estar só. De certa forma não era justo ele ficar sozinho o tempo todo, ele não precisava se sentir solitário. Ele podia contar comigo, podia chorar e gritar, eu não me importaria, ninguém deveria fingir estar bem o tempo todo, ninguém deveria deixar de chorar por todos acharem que está sempre bem e forte, é normal fraquejar, chorar e sentir dores. Acho que, no final, o que importa não são as dores verdadeiramente, mas como você passa por elas.

Decidi voltar para o hotel, pronta para abraçá-lo e fazer com que ele aliviasse a dor guardada, não importava como. Eu sempre iria cuidar dele, e sei que ele de mim.

Entrei, deixando as bolsas no chão, passei para a sala de estar e logo não acreditei no que vi. Colle estava segurado um copo de água, rosto impassível. Eles me observaram calados, Colle simplesmente abaixou a cabeça e saiu.

— O que você faz aqui? O que significa isso? Colle? — Segurei seu braço quando ele passou por mim.

— Por favor, querida, eu só preciso que a escute.

— Colle? — minha voz ganhou um tom de indignação total. Como ele pôde fazer aquilo comigo?

Larguei seu braço e ele seguiu corredor adentro.

— Nicole, primeiro eu preciso que você se acalme — Minha mãe disse com cautela, sua voz saindo arranhada da garganta.

— Acalmar? Não! Eu preciso saber o que está acontecendo aqui!

— Eu... eu precisava falar com você.

— Falar comigo? Não! Não há nada para falar, tudo o que podíamos nós já falamos há cinco anos.

— Exatamente! Foram cinco anos, já está na hora. Pensei que, talvez...

Que talvez o quê?

— Já está na hora — ela disse séria. — Já está na hora de esquecer tudo, nós somos uma família.

— Família? Eu estive fora por cinco anos! Cinco anos, Madeleine, não cinco dias. Você ao menos procurou por mim? Pensou em me ligar?

— Isso não é verdade! Eu procurei você!

— É mesmo? — Uni as sobrancelhas em ar de indignação.

— É mesmo, Nicole. Eu e Colle estamos em contato desde que você se mudou para lá.

— O quê? Claro que não! Ele nunca esconderia algo assim de mim.

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