POV/ CLARA
Quando o último tremor passou e o oxigênio finalmente voltou aos meus pulmões, percebi que ele não tinha chegado ao ápice. Ele estava imóvel, a respiração pesada, apenas me observando com um olhar carregado de uma adoração sombria, como se ver o meu desmoronamento fosse o único troféu que importasse para ele
— Você não... — comecei a perguntar, preocupada.
— Não tem problema, Clara — ele me interrompeu, afastando o cabelo molhado do meu rosto. — Eu sinto muito mais prazer vendo você se desmanchar nos meus braços do que qualquer outra coisa. Ver você assim, entregue a mim... é tudo o que eu preciso.
Ele me puxou para perto, colando nossos lábios num beijo casto e sussurrou no meu ouvido:
— Como eu disse... eu te amo mais do que eu me amo.
Ele terminou de me lavar. O homem que horas atrás desferia t***s na minha bunda e puxava meus cabelos, agora limpava meus pés e minhas pernas com uma delicadeza de quem cuida de uma porcelana rara.
Pela primeira vez, admiti para mim mesma: eu o amava. Se as notas sensoriais de Adrian ou Imperador se misturavam e eu já não me importava mais porque eu nunca o veria novamente. Eu sabia que ele jamais me deixaria voltar àquele clube, porque sou era dele, ele era o meu dono, o meu tudo.
Adrian me tirou da banheira, envolveu-me em uma toalha macia e me secou com uma paciência infinita. Ele me vestiu com uma camisola limpa e me ajudou a vestir uma calcinha horrorosa, penteou meus cabelos e me carregou para a minha cama.
Sentei-me na beira do colchão e segurei a mão dele. Era agora. Eu não podia mais viver no escuro.
— Adrian... — olhei fixamente nos olhos dele, procurando a verdade nas pupilas escuras. — Eu não queria atrapalhar esse momento, mas se a gente vai ficar de boa. Há uma coisa que precisa ser esclarecida.
— Você sabe? E não me odeia por isso? — perguntei, sentindo um peso morto no peito.
— Aquele lugar onde você se escondia atrás de uma máscara... aquele lugar é... — ele não terminou de falar, estava visivelmente preocupado, os olhos fugindo dos meus enquanto ele socava a palma da mão.
O choque me atingiu como um soco no estômago. Fiquei estática, olhando para ele.
— Você... você frequenta aquele lugar? Você me viu lá?
— Eu te vi em todos os lugares! — Ele parou na minha frente e me olhou diretamente, a respiração pesada. — Eu uso lentes, uso moduladores de voz, sigo regras que eu mesmo criei para manter minha identidade protegida. Mas desde o segundo em que te vi naquela mansão, eu soube. E quando você apareceu no meu clube... eu perdi o controle. Eu precisei da Isadora para me ajudar e precisei dar meus pulos para que ninguém encostasse em você.

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