POV/ CLARA
Ele aproximou o rosto do meu, a respiração errática, quente, com cheiro de perigo e promessas quebradas.
— Eu sou dono de um império de sangue e tecnologia, mas você é a dona de mim, o dono de tudo . Eu sou o Imperador das sombras, Clara, mas eu me ajoelho aos seus pés como um servo como você pediu. Eu menti até hoje porque eu te amo mais do que amo a minha própria vida. Eu menti porque eu não podia te perder como babá das minhas filhas, mas eu morreria se ficasse um segundo sem você como minha mulher. A situação não era fácil, porque desde do primeiro momento que eu te vi, eu te desejei, e eu só pensei com a cabeça de baixo. Isso eu admito! Então quando percebi que podia te ter como Imperador, eu aproveitei.
Engoli em seco enquanto lágrimas grossas e quentes rolavam pelos meus olhos. Ele continuava me prensando contra a parede, o peso do seu corpo esmagando minhas defesas. Virei o rosto, encostando a minha bochecha na parede fria, tentando encontrar qualquer resquício de sanidade naquele contato. Tudo foi um teatro. Cada palavra doce, cada olhar de proteção do Adrian... era o Imperador me cercando tudo porque eu não dei a ele o que quis, então finalizou como meu patrão.
Sentia como se meu coração estivesse sendo esmagado com as próprias mãos, o gosto amargo na minha garganta me deixava com vontade de vomitar. Mas eu respirei fundo o máximo que eu pude, não queria desmaiar ou vomitar na frente dele.
Ele me destruiu. Ele esmagou meu coração e as minhas esperanças.
— E eu não me arrependo — ele continuou com a voz grossa e alta, sem um pingo de remorso. — Se fosse para me aproximar e ter você novamente, eu faria exatamente o mesmo.
Como ele pode me dizer isso? Como pode ser tão frio e tão passional ao mesmo tempo? Droga.
— Eu odeio você — cuspi as palavras, mas elas saíram fracas, desprovidas da força que eu queria.
Ele me desencostou da parede apenas para me empurrar contra ela novamente, com uma força que me fez perder o ar por um segundo. Suas mãos eram algemas de carne sobre meus ombros.
Não sei explicar o que estava sentido, se minhas bunda doía, se minhas costelas incomodavam. porque tudo o que eu conseguia era focar na dor que eu sentia no fundo da minha alma.
— Você me odeia ou odeia as sensações que eu causo em você? — ele me perguntou teoricamente próximo ao meu pescoço. O que me fez arrepiar.
Eu virei o rosto e o encarei, queria que ele viesse a fúria nos meus olhos. Mas..... Agora tão perto vendo seus olhos eles podiam ter cores diferentes, seja lá o que ele usava, lentes, provavelmente, mas a forma de me olhar, o semblante sempre foi igual.

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