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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 204

POV ADRIAN

Entramos na suíte privativa que reservei. O Vis a Vis era um dos motéis mais exclusivos da região, uma fortaleza de luxo desenhada para a discrição absoluta. No momento em que a porta pesada se fechou atrás de nós, o mundo lá fora deixou de existir. Não havia crianças, não havia amigos, não havia a máscara de "babá". Restava apenas o meu vício e a punição que ela tanto buscou provocar.

O quarto era um projeto arquitetônico de pura depravação. O teto alto ostentava luzes de LED em tons de carmim, fazendo o mármore escuro do chão brilhar como se estivesse banhado em sangue. No centro, a peça principal: uma cama de dossel com colunas de aço escovado, chumbadas diretamente no teto e no piso. A cama era um instrumento de precisão por si só; possuía abraçadeiras de couro embutidas e algemas de aço cirúrgico fixadas em cada extremidade e na cabeceira, prontas para neutralizar qualquer tentativa de fuga.

— Onde estamos, Adrian? — ela tentou perguntar, a voz trêmula, enquanto eu a guiava pelo braço em direção ao epicentro do quarto.

O que realmente dominava o espaço era a estrutura adjacente: uma armadura de metal industrial chumbada ao teto, projetada especificamente para a prática de Shibari. O metal negro e frio da armação contrastava com as cordas de cânhamo que pendiam ali, esperando para transformar o corpo humano em uma escultura viva de nós e tensões. Abaixo dessa armadura, uma mesa de apoio em madeira maciça servia como suporte estratégico, onde os mestres organizavam suas ferramentas de amarra antes da execução.

A parede de espelhos bisotados era vasta, cobrindo toda a extensão que ia da cabeceira da cama até a armação de metal. Ela garantia que, não importava a posição, Clara seria forçada a testemunhar a própria rendição em ângulos duplicados. Joguei a sacola da casa de ferragens sobre a poltrona ergonômica de couro — um móvel de design anatômico, pensado para ângulos de penetração que o corpo comum não permitiria sem auxílio.

Ao lado, uma bancada de vidro temperado exibia o "cardápio" da suíte, organizado com a precisão de uma joalheria: plugs de metal polido, vibradores de silicone médico com intensidades brutais e um kit de fluidos que incluía o gel anestésico necessário para a invasão que eu planejava. Havia também mordaças de couro (ball gags) e vendas de cetim, esperando pelo silêncio de quem as usasse.

Clara olhava para aquela bancada com os olhos arregalados. Eu a puxei, parando-a de frente para o espelho e debaixo da estrutura de aço e joguei a corda de Nylon por cima nos lugares certos, fazendo os nós de ancoragem no topo.

Ela ainda vestia a minha camisa por cima daquele maiô que eu estava prestes a reduzir a trapos. Encostei meu peito em suas costas, observando nosso reflexo.

— Olhe bem, Clara — sussurrei em seu ouvido. — Este lugar foi feito para homens como eu. E hoje, você vai descobrir por que eu sou o Imperador.

— Você vestiu esse pedaço de pano e deixou que o mundo te visse. Agora, você vai ver a si mesma sendo destruída, e a única coisa que vai poder fazer é assistir ao próprio reflexo.

— Adrian... — ela sussurrou, o nome saindo como um suspiro quebrado.

— Porra, não fala meu nome — rosnei. Meu pau esticou ao máximo sob o short, tornando-se uma pressão dolorosa. — Eu amo você e só vou te causar um pouco de dor. Não vou te machucar muito... confia em mim.

Ela acenou com a cabeça, mordendo o lábio inferior em uma mistura de submissão e medo.

— Você nunca me dá escolhas, não é?

— Boa menina — beijei o topo de sua cabeça, sentindo o cheiro do mar e do shampoo dela — Escolhas são para quem está livre e você está sob meu domínio.

O jogo de gato e rato tinha acabado. Comecei a organizar os apetrechos sobre o móvel de apoio ao lado dela. A tesoura brilhou sob a luz carmim, o lubrificante anestésico estava ao alcance da mão, e as abraçadeiras de 50cm, peguei vibradores, plugs anais e mais alguns apetrechos que eu poderia precisar.

CAP. 204 -  A Arte da Contenção - Shibari pratica BD.SM 1

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