( CApitulo um pouco maior, mais resolvi facilita nesse resumo único. ok )
Se preparem que o negocio vai ficar tenso- nos proxímos capítulos- O IMPERADOR VAI FINALMENTE MOSTRAR PORQUE ELE É O IMPERADOR.
Pov Adrian
Eu sabia exatamente o que a Clara estava fazendo. A ida na festa naquela boate, o café com o colega da faculdade. O corte de cabelo, a recusa infantil no banho no dia do café da manhã, a audácia de bater o pé no posto de gasolina... ela estava testando as correntes. O que ela ainda não entendeu, depois de todo esse tempo é que quanto mais ela puxa, mais eu aperto.
Pensei que seria mais difícil convencê-la a viajar comigo. Ainda bem que não foi, mas ela insistiu para levarmos Mathew e Isadora. Na primeira parada ver aquela mulher tentando pagar as próprias besteiras com uma nota amassada no balcão me deu um misto de raiva e diversão. Dei um peteleco certeiro no dinheiro dela e passei meu cartão sem pensar duas vezes; ela é minha, e eu sou o único provedor. Ponto final.
A viagem, no entanto, me trouxe uma paz que eu não sentia há anos. Cantar aquelas músicas bobas de princesa com as minhas filhas no carro, ver o Mathew finalmente perder a postura de soldado por causa da Isadora... eu me senti humano. Quase um homem comum, se não fosse a arma sob o meu banco.
O almoço me intrigou. Vê-la comer apenas folhas e arroz me irritou profundamente; cortei o melhor pedaço da minha carne e coloquei no prato dela. Se ela não comesse por vontade própria, eu a faria engolir garganta abaixo; eu não aceito uma rainha anêmica. E aquele cabelo curto... por Deus, a franja a irritava tanto quanto me excitava. Resolvi o problema com uma diadema da lojinha, apenas para ter o prazer de tocar sua pele e marcar meu território na frente de todos.
À noite, na orla, eu sabia que o vento de Balneário não perdoaria aquele vestido leve. Busquei meu paletó no quarto apenas para ter o prazer de envolvê-la nele mais tarde. Quando vi os pelos do braço dela arrepiados pelo frio, agi. No caminho de volta, quando ela encostou a cabeça no meu ombro e aceitou que eu dormisse na suíte mesmo que no sofá senti que estava vencendo a guerra de atrito.
Dormi no sofá. Mas meu sono é o de um animal de guarda. Quando ouvi passos saindo da cama, pensei que fosse uma das meninas, mas vi a silhueta da Clara entrar no banheiro. Tentei dar a ela a privacidade que ela tanto exige, mas então ouvi o barulho da água. O som da água batendo na pele dela foi o fim do meu autocontrole.
Meu corpo reagiu instantaneamente. Levantei-me do sofá, sentindo o sangue pulsar na virilha com uma força que me tornava perigoso. Entrei no banheiro sem fazer um único ruído, um animal movido pelo instinto de caça.
Quando abri o box, o vapor denso quase me cegou, mas o cheiro dela aquele perfume doce misturado ao sabonete me guiou como um farol. Clara tentou se cobrir, os olhos arregalados de surpresa e as bochechas coradas, sussurrando desesperada sobre as meninas no quarto. Eu apenas girei a chave na fechadura. Ela precisava entender de uma vez por todas que não existe porta no mundo capaz de me manter longe dela.
Tirei a roupa sob protestos e o olhar hipnotizado dela e entrei sob a ducha. O contraste da minha pele fria com o calor do corpo dela foi um choque elétrico. Eu a empurrei contra o azulejo gelado, enquanto a água quente caía sobre nós, criando uma bolha só nossa.
Comecei a lavá-la, mas minhas mãos não tinham nada de gentis. Eu apertava seus seios, sentindo a firmeza e o calor que me levavam à loucura, enquanto descia para massagear suas coxas com uma possessividade bruta. Quando enfiei minha mão entre suas pernas, encontrei exatamente o que eu esperava: ela estava pronta. Encharcada, pulsando e rendida a mim, apesar de toda a resistência que vinha pregando nos dias que se passaram.
A cabeça do meu membro roçava a barriga dela, e eu estava pronto para enterrar meu corpo no dela.
Foi quando a voz de Geovana cortou o vapor, vinda do outro lado da porta.
— Pai? Cadê você? Clara?
Merda. Minha querida criança.
Clara me olhou em pânico, o peito subindo e descendo com força. Me enrolei na toalha com pressa, o corpo ainda vibrando de frustração, e abri a porta apenas uma fresta, o suficiente para ver o rosto confuso da minha filha.
— A tia Clara está passando mal, pequena. O papai está ajudando-a — menti, sem piscar, mantendo a voz mais firme que consegui.
Ângela arqueou a sobrancelha, claramente desconfiada daquela explicação, mas o sono ainda a vencia.
...
O café da manhã foi um bom momento. Mathew e Isadora chegaram destruídos, com a cara de quem não dormiu um minuto, e a Clara ainda teve a audácia de zombar do meu "café de asfalto" enquanto eu sentia o cheiro do sexo que não terminamos emanando da pele dela.
***
Ajoelhado na areia molhada, ajudei Geovana a cavar um buraco profundo enquanto Ângela tentava, sem muito sucesso, moldar um castelo ao lado com ajuda de Mathew.
Ouvir meu braço direito falar sobre a noite anterior me trouxe uma satisfação cínica. Ver um homem como ele, finalmente rendido a um furacão como a Isadora era divertido. Ele falava dela com um deslumbramento contido, descrevendo como ela era incrível, como era linda... resumindo um soldado completamente desarmado por uma mulher.
— Mathew, você vai se casar com a tia Isadora? — Geovana perguntou de repente, parando de cavar para olhá-lo com curiosidade infantil.
Mathew parou o que estava fazendo e lançou um olhar longo em direção ao quiosque, onde Isadora ria de algo que a Clara dizia.
— Bom... — ele começou, com um sorriso raro de canto. — Se ela quiser, eu me caso hoje mesmo.
As meninas riram e, imediatamente, os olhos grandes de Geovana se voltaram para mim.
— Pai, estou com fome! — a voz de Geovana me trouxe de volta à terra, puxando minha bermuda.
Olhei para a minha filha, depois para a Clara, que me encarava com um desafio silencioso e vitorioso no olhar. Eu não podia deixar as pequenas com fome, por mais que meu corpo implorasse para que eu resolvesse aquele "problema" chamado Clara Menezes e futura Cavalieri naquele exato segundo.
Saí em direção ao balcão do quiosque. Fui e voltei o mais rápido que minhas pernas permitiram, equilibrando os lanches enquanto meus olhos escaneavam a areia, procurando por qualquer ameaça à minha propriedade.
Deixei as meninas com os lanches e o tablet, mas quando me virei, o que vi drenou toda a minha paciência.
Ela estava caminhando em direção ao mar. Uma miragem de pecado, envolta em um pedaço de pano preto que mal merecia o nome de roupa. Cada passo que ela dava, aquele par de nádegas redondas e grandes balançava ritmicamente, desafiando a gravidade e a minha sanidade. Aquele fio dental era uma afronta.
Vi um par de velhos na areia pararem o que estavam fazendo para secá-la com os olhos. Senti o desejo súbito de arrancar os globos oculares daqueles miseráveis e esmagá-los sob minhas botas.
"Minha. Só minha," meu subconsciente rugia.
Marchei para o mar como um general indo para a guerra.
Ela estava lá, brincando com as ondas, a água batendo na cintura. Vi um cara a poucos metros tentando puxar assunto e depois fingindo nadar enquanto tentava captar um vislumbre do que era o meu tesouro sagrado.
A vontade que tive foi de mergulhar e mantê-lo sob a água até que o último rastro de vida saísse dele. Eu queria construir um cercado em volta dela. Queria que ela vivesse em uma redoma de vidro onde apenas o meu reflexo pudesse atingi-la.
Abracei-a por trás. Senti a resistência dela, o corpo tensionando, e isso me deu um prazer doentio. Ótimo. Que ela lute. Que ela seja arisca com todos, porque isso garante que ninguém mais terá a audácia de tentar.
Eu estava fora de mim. O ciúme possessivo me cegava. Eu a queria agora. Queria arrancá-la daquele mar, levá-la para um lugar onde os gritos dela não fossem abafados pelas ondas, e mostrar, centímetro por centímetro, que cada curva daquele corpo grande e tentador tem o selo do Imperador. E foi o que decidi fazer quando eu disse que estava sendo uma menina má que eu a puniria, mas ele debochou de mim. Então arrancei do mar, com força e ao olhar para ela percebi que quanto mais andava parecia que o biquini embolava, os peitos estavam quase saltando para fora.
Vesti minha camisa nela com brutalidade a escondendo.
Pedi Isadora para ficar de olho nas meninas e levá-las para o hotel. Eu tinha que dar uma lição para minha ex babá e minha futura esposa.

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