POV ADRIAN
Arrastei-a para fora da areia com uma força que beirava a brutalidade, mas que para mim era apenas o reflexo da urgência de tê-la sob controle. Dei sinal para um táxi que se aproximava, o som dos pneus freados no asfalto ecoando como o início de um julgamento. No banco de trás, minha mão agiu por instinto possessivo, cobrindo as coxas dela que o maiô imundo insistia em exibir para o mundo. O tecido molhado e a pele quente sob meus dedos eram uma afronta. O motorista cometeu o erro fatal de olhar pelo retrovisor, uma curiosidade mundana que quase lhe custou a vida.
— Mantenha os olhos na estrada se quiser continuar com eles dentro do crânio — sibilei, minha voz saindo como um estalo de chicote. O homem empalideceu instantaneamente, as mãos tremendo no volante enquanto focava no asfalto como se sua alma dependesse daquela direção.
— Adrian, você está assustando o senhor! — Clara tentou brincar, mas a voz dela falhou, morrendo em um sussurro seco. Ela buscou meu olhar, mas o que encontrou ali foi o fim de qualquer paciência. Ela viu que a brincadeira tinha acabado e que o Imperador não aceitava mais desculpas.
Mandei o táxi parar em uma casa de ferragens à beira da estrada. O lugar cheirava a metal e óleo, um ambiente rústico que combinava com a frieza que se instalava no meu peito. Olhei para Clara, encolhida no banco com a minha camisa que mal escondia o pecado que ela era; o contraste da seda no seu corpo com o suor da praia me deixava louco.
— Fique aqui. E não se mova. Se eu voltar e você não estiver exatamente nessa posição, as coisas serão muito piores — ordenei antes de bater a porta.
Entrei na loja com o sangue latejando nas têmporas, cada batida do meu coração exigindo ordem. O vendedor tentou se aproximar com um sorriso comercial, mas meu olhar o fez recuar antes mesmo de abrir a boca; ele sentiu que não era hora para cortesias. Eu sabia exatamente o que buscar. Cada corredor daquela loja parecia oferecer uma ferramenta para a minha justiça.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido