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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 229

POV/ CLARA

Saboreamos o bolo ali mesmo, entre lençóis e orquídeas. Quando terminamos, ele se levantou e foi até o armário do quarto do clube, trazendo um pacote elegante.

— Como eu destruí o que você estava usando ontem, trouxe isso — ele disse e estendeu o vestido.

Era um modelo de seda esmeralda, fluido, exatamente do tipo que eu gostava. Ao tatear o tecido, percebi que não havia mais nada no pacote.

— Adrian... cadê a calcinha? — perguntei, arqueando a sobrancelha.

— Você não vai precisar dela. Quero saber que, por baixo desse tecido caro, você continua exatamente como eu te deixei: disponível para mim — ele disse, com um olhar de soslaio enquanto abotoava o próprio terno.

Fomos embora de carro. O trajeto foi silencioso e confortável, com minha mão descansando sobre a coxa dele. Chegamos na mansão exatamente no momento em que a van da escola estava encostando e os seguranças organizavam a saída das meninas.

— Eu vou levá-las até a escola com o motorista, eu já volto.

— Vá lá. Eu preciso atender um telefonema importante de Londres, encontro você lá dentro em instantes — Adrian respondeu, já pegando o celular com uma expressão profissional e fria.

As meninas, ao me verem, correram em minha direção com gritos de alegria.

— PARABÉNS, CLARA! — Geovana gritou, me abraçando com força, seguida pela pequena.

— Olha, nós compramos para você! — a menor disse, me estendendo uma caixinha.

Dentro, havia uma pulseira delicada e um colar combinando, cheios de pingentes coloridos.

— Nós que escolhemos, a tia Isadora ajudou! Você gostou? — Geovana perguntou, ansiosa.

Senti meus olhos marejarem. Aquilo valia mais do que qualquer joia de brilhantes que o Adrian pudesse comprar.

— Eu amei, minhas princesas. É o presente mais lindo do mundo — respondi, dando um beijo estalado em cada uma delas e vendo-as subir na van com sorrisos radiantes.

Acenei até que o veículo sumisse de vista. Respirei fundo, sentindo o sol da manhã de Porto Alegre, e comecei a caminhar de volta para a entrada da casa. Foi então que o cheiro me atingiu. Um odor acre de tecido queimado, subindo em uma coluna de fumaça cinzenta vinda do jardim dos fundos.

O que ele está aprontando agora?

Apertei o passo, contornando a mansão. Meu coração disparou de um jeito ruim. Quando cheguei ao pátio, estanquei. Adrian estava lá, parado diante de um grande tambor de metal. As chamas dançavam, alimentadas por cores e texturas que eu reconheceria em qualquer lugar.

— Adrian?! O que você está fazendo? — gritei, vendo-o segurar um dos meus cardigãs de lã e jogá-lo no fogo sem hesitar.

— Oie — ele me cumprimentou, ignorando meu surto.

— Adrian, você ficou louco? Essas são as minhas roupas! — completei, tentando me aproximar do tambor.

Ele nem se deu ao trabalho de desviar os olhos das chamas.

— Eram roupas que não condiziam com quem você é agora, Clara — ele respondeu com a voz calma demais.

— Cortes que não escondiam o que me pertence. Eu decidi que era hora de uma limpeza — ele sentenciou.

— Você não tem o direito! — avancei, mas ele segurou meu braço com firmeza.

Ele me puxou para o seu peito com aquela possessividade que sempre me calava.

— Você sabe que sim, mas suba para o quarto, seu novo presente está lá.

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