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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 7

POV - Adrian Cavallieri

A porta do meu escritório se abriu com um estrondo, fazendo as paredes de vidro vibrarem.

Não precisei levantar os olhos dos relatórios financeiros para saber quem era. O cheiro de perfume doce e barato misturado ao suor do medo a denunciava.

— Eu não aguento mais! — A voz de Emanuelle era estridente, arranhando meus ouvidos como giz num quadro negro. — Eu me demito!

Girei a cadeira devagar, encarando a mulher parada no meio da sala. Ela estava descabelada, com o uniforme torto e uma mancha de tinta guache azul na saia. Tinha cabelos castanhos e longos, corpo magro e pele morena. O fio-dental que usava no Ambrosia Club destacava a bunda empinada, detalhe que, na época da contratação, chamou minha atenção mais do que deveria.

“Talvez eu devesse ter me preocupado com coisas mais importantes”, pensei. “Como, por exemplo, descobrir se ela realmente levava jeito com crianças.”

— O que foi dessa vez, Emanuelle? — perguntei com a voz baixa e calma. Fui o mais contido que pude. Odiaria ser interrompido.

— Aquelas meninas... elas não são crianças. São monstrinhos! — Ela gritou, tremendo, e jogou um tufo de cabelo castanho na minha mesa. — Elas cortaram meu cabelo enquanto eu cochilava! Olha isso!

Olhei para o cabelo em cima dos meus papéis. Meus olhos se estreitaram. Eu não me importava com o cabelo dela, nem com a demissão dela. Mas me importei com o tom.

— Repita — ordenei, levantando-me. O movimento foi fluido, predatório.

Emanuelle recuou um passo, a bravata vacilando.

— O... o quê?

— Como você chamou as minhas filhas?

Caminhei até ela, ignorando qualquer noção de espaço pessoal, encurralando-a contra a estante de livros. Emanuelle trabalhava no meu clube nos fins de semana como garçonete extra, e sempre me entretinha perfeitamente. Eu sabia disso. Ela era uma das poucas que conheciam minha verdadeira posição como dono do lugar, mas eu também conhecia o tipo dela: uma submissa disfarçada de rebelde, alguém que fingia desafiar o fogo só para sentir o prazer de se queimar.

— Elas são monstrinhos — ela sussurrou, tentando sustentar o olhar.

Num movimento rápido, minha mão disparou e se fechou na nuca dela, entrelaçando os dedos no cabelo que ela insistia em reclamar. Puxei a cabeça para trás com violência, forçando-a a olhar para o teto e expondo a garganta vulnerável.

Ela se engasgou. As mãos agarraram meu pulso, mas sem qualquer força para me deter.

— Nunca — rosnei perto do ouvido dela, sentindo o pulso acelerar sob meus dedos — ouse insultar as minhas filhas novamente.

— Sr. Cavallieri... — Ela gemeu, e o cheiro da excitação dela se misturou ao pavor.

Patético. Ela queria aquilo. Implorava por controle.

— Você gosta de brincar com o perigo, Emanuelle? É por isso que está falando desse jeito? — Apertei mais a nuca dela, observando as pupilas dilatarem. Desci a mão pelo corpo dela, explorando com desdém, e só parei quando ouvi o gemido escapar.

— Você quer que eu te castigue? Porque, se eu começar a te ensinar respeito, só vou parar quando você ficar incapaz de andar. É isso que você quer?

Ela estremeceu. O corpo dela amoleceu contra o meu, esperando, desejando a punição. Isso me deu nojo. Mulheres eram fracas. O prazer delas era barato. Se vendiam por migalhas de atenção ríspida.

Soltei-a com um empurrão brusco, jogando-a contra a porta de madeira. Peguei o lenço de bolso e limpei a mão, como se tivesse tocado em lixo.

— Saia. — Voltei para minha mesa sem olhar para trás e apertei a campainha. — Fale com a Adelaide. Ela vai acertar sua rescisão e o adicional de silêncio.

Ela se levantou, ajeitando a roupa com o rosto vermelho de vergonha e desejo frustrado.

— Eu... eu vou te ver no clube hoje, Sr. Cavallieri? — arriscou, a voz trêmula de esperança.

— Suma da minha frente, Emanuelle. — Nem levantei os olhos. — Quando eu estiver entediado, quem sabe.

Ela saiu quase correndo. E, no mesmo instante em que abriu a porta, Adelaide entrou.

Suspirei, massageando as têmporas. Outra babá. A sexta em dois meses.

— Adelaide.

CAP.7 - O CEO Adrian Cavallieri 1

CAP.7 - O CEO Adrian Cavallieri 2

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