Capítulo 16
Richard Brown
Ela correspondeu.
Foi isso que destruiu o pouco controle que ainda me restava.
Eu esperava um tapa, um joelho na barriga, outra tentativa de me acertar com qualquer arma que encontrasse pela frente, mas não aquilo.
A boca dela encontrou a minha com a mesma raiva que eu carregava desde o momento em que aquela maluca resolveu atirar em mim.
O gosto de desafio, de orgulho, de guerra.
Minhas mãos prenderam sua cintura por instinto. A toalha já não existia entre nós, e a pele ainda úmida do banho contrastava com o calor do corpo dela.
Sofia estava só de calcinha e sutiã de renda preta, a pele era muito macia. O cabelo loiro cacheado caía bagunçado sobre os ombros. Meus olhos desceram devagar, quase com raiva, memorizando seu corpo nu.
Os seios cheios, a cintura fina, as coxas torneadas… e ali, na lateral do corpo, logo abaixo das costelas, a tatuagem que eu tanto odiava e ao mesmo tempo não conseguia parar de olhar: um tigre feroz, preto e dourado, com as garras estendidas. O símbolo da máfia Kim. A marca que ela carregava com orgulho.
Eu queria destruí-la. Queria jogar ela na cama, rasgar o que restava daquela lingerie e foder ela até ela gritar meu nome. O ódio que eu sentia por anos tinha se transformado em algo sujo, quente e incontrolável. Eu a odiava. E ao mesmo tempo, nunca quis tanto alguém na vida.
Não esperava que ela correspondesse, mas quando eu a prensei contra a parede e tomei sua boca, Sofia não me empurrou. A boca dela se abriu para mim, quente, molhada, faminta. Aquilo me desestabilizou completamente.
— Caralho, Sofia… — rosnei contra os lábios dela. Minha mão desceu pelo seu corpo, apertando um seio com gosto. Ela gemeu baixinho na minha boca. O som me deixou ainda mais louco.
Eu arranquei o sutiã com um puxão brusco, jogando-o longe. Seus seios perfeitos saltaram livres. Eu os segurei, apertando, chupando um mamilo com força enquanto minha outra mão descia pela barriga dela, lisinha, sedutora.
— Fuck! (Caralho)
Só que além de me provocar, ela decidiu me enlouquecer e fez o impensável.
Sua mão foi direto para o meio das minhas pernas. Ela apertou meu pau por cima da calça, massageando com vontade, sem vergonha nenhuma. Sei que não é a menina doce que conheci na infância, mas conseguiu me deixar desconcertado de novo.
— Porra… — grunhi, quase perdendo o equilíbrio. Eu estava completamente fora de controle. Beijei ela com mais força, quase com violência, enquanto apertava seus seios e roçava meu quadril contra a mão dela. Eu queria rasgar a calcinha. Queria meter nela ali mesmo, contra a parede, sem piedade.
Senti o deslizar da sua mão. A diaba estava apreciando me tocar. Seu olhar era sedutor, perturbador como ela. Lembrei da noite que me fez sentir tudo de mais ruim dessa vida... A imagem do galpão atravessou minha cabeça como uma facada. Eu deixei de ver minha esposa. Voltei a enxergar a garota que eu acreditava ter me enganado.
Minha mão desceu e agarrei sua garganta, acho que acabei apertando um pouco mais do que deveria, porque ficou vermelha. Meu outro braço a prendeu com força contra a parede, quase a suspendendo do chão, não consegui me conter. Foi aí que ela congelou.
— Richard… para — ela disse ofegante, empurrando meu peito. Eu não parei de imediato, porque nem havia começado a fodê-la. Ainda beijei seu pescoço, apertei seu seio com gosto.
— Richard... — Me empurrou forte chamando minha atenção. — Chega! Isso acaba aqui.
Balancei a cabeça incrédulo.
— Você não vai fazer isso comigo. Estou excitado Sofia, e você também.
— Eu estava, mas ficou no passado. Não quero me relacionar assim — ela disse, mais firme agora, virando o rosto para o lado.
Eu me afastei apenas o suficiente para olhar para ela. Meu pau latejava, minha respiração estava descontrolada, o sangue ainda escorrendo pela minha costela.
— Assim como, caralho?! — rosnei, a voz rouca de frustração. — Você me levou até esse ponto.
— Você me deseja, Richard..., mas também parece querer me punir sei lá por quê.

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