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O CEO da Máfia que me Odeia - Um acordo perigoso romance Capítulo 14

Capítulo 15

Sofia Kim

Por um segundo ele apenas me encarou. Então sorriu.

— Está com ciúmes?

Bufei.

— Estou tentando descobrir quanto tempo leva para você trazer alguma doença para esse casamento.

A risada dele ecoou pelo quarto. Curta, rouca, mas sincera.

Ele colocou a mão no bolso da calça e jogou um pendrive sobre a cama.

— Passei a noite inteira caçando o homem que matou nosso cliente.

Olhei para o pendrive, depois para o corte em sua mão. Voltei a encará-lo. Richard deu mais um passo.

— E enquanto eu fazia isso... você achou que eu estava com outra mulher.

Permaneci em silêncio, e ele sorriu novamente.

— Pelo menos já começou a pensar em mim quando não estou por perto... e não em outros homens.

Pigarreei, ignorando completamente a provocação.

— Já que terminou seu discurso...

Cruzei os braços.

— Quero meus homens de volta.

O sorriso desapareceu do rosto dele.

— Não.

Dei um passo à frente.

— Não foi um pedido.

— Eu sei. Só que não muda nada.

Sustentei seu olhar.

— Então me explica uma coisa... — minha voz saiu firme. — Por que meus soldados continuam presos?

— Acho que já esqueceu o que eu disse sobre perguntar sobre eles...

— E você já esqueceu que eles são meus homens.

Ele consultou o relógio como se estivesse sem tempo para aquela discussão.

— Escolha um deles.

Franzi a testa.

— O quê?

— Escolha qual deles prefere ver sem uma mão.

Meu sangue gelou.

— Você é louco ou o quê?

— Não. Só estou cansado. Passei a noite inteira resolvendo problemas enquanto você invadia meus sistemas e mandava um hacker russo procurar informações que eu disse para não procurar.

Meu coração falhou uma batida. Ele sabia, sabia de tudo.

— Quero um nome Sofia, ou teremos mais de uma mão danificada...

Pegou o celular claramente fazendo uma ligação.

— Senhor Brown... — Alguém atendeu.

— Não! Não machuca nenhum deles Richard! — Apontei a Glock para ele. Ele sequer olhou para a arma, continuou caminhando até parar na minha frente.

— Vai atirar?

Permaneci em silêncio.

— Foi o que imaginei.

Passou a mão pelos cabelos, claramente exausto.

— Posso deixar essa conversa passar.

Estreitei os olhos.

— Em troca de quê?

Pela primeira vez desde que entrou no quarto, seus ombros relaxaram um pouco.

— Estou há quase vinte e quatro horas sem dormir. Minha cabeça está explodindo. — Ele começou a abrir os botões da camisa amarrotada. — Quando eu sair do banho, você vai estar esperando por mim. Sem arma, sem atitude. E vai me mostrar que entendeu qual é o seu lugar agora.

Eu ri. Uma risada seca, incrédula.

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