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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 105

Quando vi as fotos de Heejo, não pude evitar um leve estalo de surpresa. Ele parecia tão diferente daquele homem nervoso e descontrolado da noite anterior. Afinal, quem diria que o ex de Lily era, na verdade, um modelo famoso e recém-convertido a ator? Eu, que estive longe da mídia por tanto tempo, não tinha a menor ideia de sua identidade. Imagina! Até os famosos se escondem atrás de suas máscaras. E eu lá, completamente ignorante!

Os artigos detalhavam seus supostos “ferimentos de acidente de carro”. Bem, pelo menos isso estava alinhado com o que ele tinha, mas… Como assim “dois braços quebrados”? Pelo que Lily contou, ele estava em perfeita forma, não havia nada tão sério. A sensação de arrepio foi inevitável, pois uma coisa era clara: o “acidente” tinha o toque de uma mão implacável e calculista. Ah, claro, essa mão tinha nome e sobrenome. Alexander, meu maravilhoso marido. Ele tinha seus próprios métodos, sem dúvida.

Como eu, uma espectadora passiva dos acontecimentos, pensava sobre tudo isso? Eu estava estranhamente satisfeita que Heejo tivesse recebido seu castigo por ter mexido com a mulher errada. Mas, sinceramente, não tinha o menor desejo de me envolver nesse tipo de punibilidade, então segui minha vida sem questionar o comportamento de Alexander. Melhor assim.

Falando sobre Lily e Pedro, parecia que a tensão na mansão só aumentava. Algo se estava criando entre eles, e não era mais só um rancor disfarçado de indiferença. No passado, eles mal trocavam palavras; depois daquele incidente, o silêncio entre os dois se tornava cada vez mais denso. Eu não entendia, se eles se odiavam tanto, por que não simplesmente se afastavam? Ela podia voltar para a casa dos pais, já que sua saúde estava ótima, e ele… bem, Pedro parecia mais uma figura que permanecia ali por puro benefício do trabalho, um peão que ainda não sabia em que jogo estava jogando.

Certa noite, enquanto eu estava no escritório de Alexander, um lugar onde o tempo sempre parece escorregar por entre os dedos como areia fina, me vi distraída pela janela. A brisa fresca, que normalmente teria sido relaxante, agora me trazia apenas a irritante fumaça que se espalhava no ar. Fui até a janela, curiosa, e lá estava ele: Pedro. No canto do jardim, fumando como se a vida não tivesse mais sabor sem a fumaça do cigarro. O cara parecia ter um relacionamento sério com o tabaco.

Olhei para Alexander, que estava no seu modo habitual de CEO imperturbável, e disse, sem desviar o olhar de Pedro:

— Eu me lembro muito de meu pai esses dias.

Ele, sem dar muita atenção, apenas murmurou:

— Seu pai?

Eu continuei, como se estivesse falando de algo trivial, embora estivesse claramente evadindo um tópico mais pesado.

— Sim, meu pai costumava ser um homem alegre perto de mim, me dava doces em segredo e me levava para passeios pela cidade. Mas o que ele não mostrava era o que fazia nas sombras. Eu o via fumar sempre que achava que eu não estava olhando, dizendo poucas palavras, guardando segredos e nunca expressando seus verdadeiros sentimentos. Deve ter sido difícil ser irmão de Jackson Speredo. Ele sempre foi o “menos” em tudo.

Me vi observando Pedro acender um novo cigarro e continuei, sem perceber o peso das minhas palavras.

— Ele se importava com quem nunca o valorizou. Fumava, com o coração pesado, e ninguém o consolava. No fim, morreu sozinho, e todos logo esqueceram. Afinal, é um erro amar as pessoas erradas, não é?

Terminei de falar, quase sem ar, e então Alexander se levantou. Lentamente, se aproximou de mim e, sem dizer uma palavra, seguiu meu olhar. Quando ele viu Pedro, sua expressão se manteve impassível. Mas não demorou muito para ele comentar, de forma fria:

— Amar não é um erro. Mas ele se torna quando nos perdemos nas emoções e deixamos que elas destruam nosso bom senso.

Eu me virei em sua direção, puxando-o para mais perto, descansando minha cabeça no seu peito, meus braços circundando sua cintura.

— De todas as pessoas, você deveria ser o último a falar sobre julgamento no amor, Alexander Speredo. Casar comigo foi uma loucura, eu sei.

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