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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 111

Depois de muito tempo em silêncio, tentei quebrar a tensão, mesmo que minha voz soasse mais trêmula do que eu gostaria.

— Estou bem, Alexander. É só uma febre, nem sinto nada de mais

O olhar dele permaneceu fixo, carregado de preocupação, mas era difícil decifrar se ele estava pensando ou tentando decidir se acreditava em mim.

— Você também teve uma febre inexplicável depois do acidente — disse ele de repente, sua voz baixa, quase distante.

Alexander fechou a torneira, e o som da água parando ecoou no banheiro silencioso. Seus olhos, que antes me encaravam com a intensidade usual, agora pareciam carregados de algo mais… vulnerabilidade?

— Os médicos estavam preocupados na época. Pensavam que podia ser sepse, mas todos os testes deram negativo. No fim, concluíram que era algo psicológico, relacionado ao trauma. — Ele respirou fundo antes de continuar: — Não estou dizendo que sua febre agora seja a mesma coisa, mas... é tão parecido.

Seus olhos estavam pesados, e aquilo me incomodava mais do que a própria febre. A última coisa que eu queria era vê-lo assim por minha causa.

— Você acha que foi por causa da minha mãe? — perguntei, sentindo minha voz fraquejar.

Ele assentiu devagar, mantendo o olhar firme.

— Desde que você ouviu aquelas coisas, não comeu nada e… estava gritando enquanto dormia.

Fechei os olhos, frustrada. Ótimo, Charlotte. Agora, além de tudo, você está arrastando todos com sua bagagem emocional. A sensação de impotência me corroía. Eu odiava isso, odiava ser essa pessoa que não conseguia controlar nem o próprio corpo. Era como se meu cérebro estivesse em guerra consigo mesmo, uma parte tentando se manter firme enquanto a outra sabotava qualquer tentativa de normalidade.

Fiquei em silêncio por algum tempo, até que as palavras simplesmente escaparam.

— Acho que preciso enfrentar isso. Confrontar minha mãe de uma vez por todas. Dizer que nunca a perdoarei e que, para mim, ela está morta. Talvez uma parte de mim ainda espere que ela volte, e é isso que me machuca tanto. Você não acha que eu deveria vê-la?

Alexander me observou, e pela primeira vez parecia não ter uma resposta. Aquele homem que sempre tinha tudo sob controle estava… incerto. E isso dizia mais do que qualquer palavra.

— Então é isso que vou fazer — decidi, mais para mim do que para ele. — Talvez eu deva voltar à terapia para me preparar. — Soltei um suspiro cansado antes de acrescentar: — Desculpe por ser essa pessoa problemática, Alexander. Você nem dormiu direito por minha causa.

Ele balançou a cabeça, interrompendo qualquer tentativa de desculpa.

— Por que acha que isso me incomoda? — Sua voz era mais suave do que o normal, mas não menos firme. — Sempre soube da sua condição, e nunca me senti sobrecarregado por isso. Sempre quis estar ao seu lado, especialmente…

Antes que ele terminasse, levantei a mão e pressionei-a contra os lábios dele, interrompendo sua fala. Não porque não quisesse ouvir, mas porque um som distante me chamou a atenção.

Motores.

Inclinei a cabeça, tentando focar, enquanto Alexander me olhava com confusão.

— Que horas são? — perguntei, quase em um sussurro.

— Três da manhã. Por quê?

— Estou ouvindo carros. Por que eles estariam saindo da mansão agora? Você deu alguma ordem?

Alexander franziu o cenho, e naquele instante eu soube que ele confiava nos meus ouvidos mais do que gostaria de admitir. Ele não esperou para descobrir; saiu do banheiro imediatamente, e eu o segui, ajustando meu roupão enquanto atravessávamos o quarto.

Assim que chegamos à porta, ouvimos batidas. Provavelmente estavam ali há algum tempo, mas, honestamente, meus ouvidos têm prioridades bem seletivas. Alexander me lançou um olhar que dizia: Como você ouve carros do outro lado da propriedade e ignora batidas na porta?

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