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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 112

Alexander ajeitou o casaco, voltando sua atenção para mim com aquele olhar que sempre conseguia me deixar desconcertada.

— Vamos. Vista algo quente e me avise imediatamente se não se sentir bem.

Assenti, com um suspiro de resignação, e o segui para fora do quarto. Meu destino de repouso estava oficialmente cancelado.

Ao chegarmos ao escritório, o líder da equipe de segurança já nos aguardava, a tensão evidente em sua postura rígida. Mas sua próxima frase jogou um balde de água fria em todos os preparativos de Alexander.

— Senhor Speredo, encontramos a senhorita Lily. Ela já está a caminho da mansão.

Virei-me imediatamente para Alexander com um olhar que dizia: Sério? Fiz tudo isso pra nada?

— Onde ela estava? — ele perguntou, ignorando meu descontentamento óbvio.

— A caminho do hospital — respondeu o líder, visivelmente confuso.

Franzi o cenho.

— Por quê? Ela está doente?

— Não há indícios de problemas de saúde, senhora. A senhorita Speredo se recusou a explicar. Estará aqui em poucos minutos.

O tom do líder claramente dizia: Não me pergunte, porque eu também não entendi.

Alexander apenas acenou com a cabeça em concordância, mas o aperto tenso em seus ombros denunciava sua irritação crescente. Sem dizer mais nada, ele se virou e saiu do escritório, comigo logo atrás. Seguimos diretamente para o quarto de Lily.

Alexander tinha uma única missão: repreendê-la como se ela fosse uma criança desobediente. Eu, por outro lado, queria entender por que ela estava agindo de forma tão estranha.

Ao entrar, o silêncio no ambiente me fez perceber que havíamos invadido o espaço dela na ausência dela. Decidi que, já que estávamos sendo rudes, por que não sermos um pouco mais? Comecei a examinar o quarto, olhando para os detalhes que geralmente ignorava.

— Charlotte, venha sentar-se. Não temos tempo para isso — Alexander disse com o tom impaciente de quem claramente estava a um passo de perder o controle.

Ignorei seu mau humor e me aproximei das pinturas penduradas na parede. Algo nelas chamou minha atenção. Elas pareciam tão familiares…

— Essas pinturas… são antigas? — perguntei, mais para mim mesma do que para ele.

— Como eu deveria saber? — respondeu Alexander, seco como sempre.

Passei os olhos por elas, minha mente tentando encontrar o motivo daquela sensação de déjà vu até que, de repente, tudo fez sentido. Minha expressão mudou para uma mistura de choque e realização.

— Eu conheço essas pinturas! Elas estavam no apartamento do Mattia! Fui eu quem ajudou a escolhê-las! — anunciei, estupidamente empolgada.

O silêncio que se seguiu foi mortal. Quando me virei, Alexander já caminhava em minha direção com uma expressão que faria até o mais valente tremer.

— Você já esteve no apartamento dele? — perguntou, a voz baixa, mas carregada de uma ameaça velada.

Engoli em seco.

— Claro que não! Como eu disse, ajudei a escolher os móveis. Essas pinturas estavam em uma loja.

Ele assentiu lentamente, mas não parecia convencido. Seus olhos analisaram as obras com um misto de desprezo e raiva antes de finalmente comentar:

— Entendi. Você escolheu quadros com molduras vermelhas em forma de coração e a frase “Eu te amo”. Muito apropriado.

Minha tentativa de rir para aliviar a tensão saiu mais nervosa do que eu gostaria.

— Meu gosto era… terrível naquela época.

— Concordo plenamente. — Ele virou-se para os quadros e começou a retirá-los da parede com movimentos deliberados. — Seu gosto para arte era tão ruim quanto para homens. Felizmente, isso mudou.

Ah, claro, porque ele é um presente divino na minha vida. Revirei os olhos enquanto tentava argumentar.

— Alexander, você não pode simplesmente mexer nos pertences da sua irmã! Ela vai perceber!

Ele ignorou minhas palavras completamente. Com os quadros em mãos, dirigiu-se ao banheiro, como se eu fosse invisível. Segui atrás dele, quase implorando para que reconsiderasse.

— Ainda estamos em casa, e quem disse que você precisa se preocupar com a minha febre? Às vezes, um pouco de calor faz bem.

Foi tudo o que precisei dizer para que ele me puxasse com mais força, seus lábios encontrando os meus com uma urgência que fazia o mundo ao nosso redor desaparecer.

E naquele momento, fui oficialmente promovida à principal vilã da vida da minha cunhada.

Namorei o ex dela. Ocultei isso dela. Depois, fui responsável por apresentar Alexander a Nadir, o homem que ela agora estava praticamente sendo obrigada a aceitar como noivo. Como se isso não fosse suficiente, invadi o quarto dela, apontei as lembranças mais preciosas de seu amor e ainda ajudei meu marido a jogá-las no lixo.

E agora? Agora eu estava no banheiro dela, descaradamente me entregando a um beijo apaixonado com seu irmão. Se isso não faz de mim uma antagonista, então não sei o que faz.

Mas quem se importa?

Com os braços dele ao meu redor, a firmeza do corpo contra o meu e o calor inegável em cada toque, o resto do mundo parecia muito pequeno e distante.

Ou assim eu pensei, até o pior cenário possível acontecer.

Minhas orelhas, que sempre foram mais afiadas do que o necessário, captaram um som vindo do quarto. Lily. Ela estava de volta.

Um pânico gelado tomou conta de mim. Precisava pará-lo. Alexander continuava me beijando com um fervor que fazia minhas pernas quase fraquejarem, e tudo o que consegui foi empurrá-lo levemente e murmurar algo completamente incoerente.

— A… Lily… — tentei dizer, mas minha voz soou como um gemido fraco que apenas fez Alexander olhar para mim com confusão e, claro, mais desejo.

Antes que eu pudesse articular qualquer coisa, ouvi a porta do quarto dela sendo aberta com força, seguida por um grito que parecia capaz de derrubar paredes.

— Como vocês se atrevem a entrar no meu quarto?!

Meu coração quase parou. Por um instante, me perguntei se ela tinha habilidades sobrenaturais. Como ela sabia que estávamos ali? Estávamos no banheiro, com a porta fechada! Será que Lily era algum tipo de entidade diabólica capaz de enxergar através de paredes?

Alexander apenas arqueou uma sobrancelha, como se o grito dela fosse um aborrecimento menor em seu dia. Já eu? Estava a um passo de morrer de vergonha.

Deus, por que você não me avisou que casar com Alexander significaria lidar com Lily?

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