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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 127

Ela provavelmente tinha escavado informações sobre meu antigo relacionamento com Mattia e agora achava que estava prestes a revelar algum escândalo bombástico. Pobrezinha. Se soubesse quantas vezes já lidei com insinuações piores, teria poupado o esforço.

Observei sua expressão triunfante e, enquanto meus sogros se remexiam desconfortáveis ao redor da mesa, mantive meu sorriso intacto.

— Acho uma pena maior que alguém tão intrometida e ousada como a senhora não tenha seguido carreira no jornalismo. Eu só fui a estrela da minha faculdade porque todos que não tinham medo de ofender pessoas poderosas foram “eliminados” antes de subir para brilhar — disparei, com meu tom mais doce e venenoso.

O silêncio que se seguiu foi precioso. O sorriso dela vacilou, e a tensão no ar ficou densa o suficiente para cortar com uma faca de manteiga.

Não demorou para minha sogra, em sua habilidade quase política, sugerir um passeio pelo jardim antes do jantar. Aceitei a sugestão com um sorriso falso, enquanto me afastava discretamente na direção oposta ao grupo. Eu precisava de ar fresco — e, de preferência, sem a presença de cobras disfarçadas de socialites.

Fui até a piscina, observando as luzes refletirem na água, tentando não pensar na conversa desconfortável de minutos atrás. Mas claro, minha paz durou exatamente três minutos.

— Você deveria ir descansar — disse Nadir, surgindo ao meu lado, com aquela postura relaxada e o sotaque francês que ele geralmente não abandonava. — Afinal, você foi vítima de um acidente de carro.

Olhei para ele, surpresa. Não pelo que ele disse, mas pelo fato de que ele falou em meu dialeto sem tropeçar em uma palavra sequer.

— Você anda treinando para impressionar minha avó? — perguntei, arqueando uma sobrancelha.

Ele sorriu de leve, observando meu rosto com um ar divertido.

— Eu pareço tão ruim assim falando sua língua?

— Sim — respondi sem pensar duas vezes.

Ele riu, mas seu olhar logo desceu até meu ombro. Antes que eu pudesse perguntar o que ele tanto encarava, senti o toque leve de seus dedos, ajeitando a manga rendada do meu vestido.

Meu corpo reagiu antes da minha mente processar, e eu dei um pulo para trás, encarando-o como se ele tivesse cometido algum crime.

— Te machuquei? — perguntou, levantando as mãos, surpreso.

Neguei com a cabeça, embora meu coração ainda estivesse acelerado.

— Sua manga estava amassada — explicou ele, apontando. — E... você tem um hematoma feio aqui. Parece dolorido.

Minha boca abriu em um “o quê?” automático.

Ele deu um passo atrás para observar melhor e sugeriu calmamente:

— É melhor dormir do outro lado esta noite.

Antes que eu pudesse absorver a informação, uma voz gelada veio de trás de nós:

— O que há para olhar?

Virei-me de supetão e lá estava Alexander, parado a poucos metros de distância, com aquela expressão severa que me fazia querer cavar um buraco e desaparecer.

— Charlotte está com um hematoma no ombro. Achei que fosse apenas escoriações superficiais, mas… ela fez um check-up antes de sair do hospital? — Nadir perguntou, como se não estivesse prestes a ser assassinado pelo olhar de Alexander.

Alexander atravessou a distância entre nós com passos firmes, lançou um olhar rápido ao meu ombro e, sem dizer uma palavra, tirou o casaco e colocou sobre mim, cobrindo-me por completo.

— Com licença — ele murmurou para Nadir antes de me arrastar para dentro da mansão sem sequer me dar chance de protestar.

Não resisti. Na verdade, fui puxada como uma folha ao vento, sem entender muito bem a urgência dele.

Assim que entramos no quarto, toda a realidade da situação bateu de uma vez. Minha ansiedade começou a se manifestar, e uma dor incômoda — provavelmente imaginária — tomou conta do ombro.

Corri para o espelho, joguei o casaco de Alexander de lado e comecei a tentar inspecionar meu reflexo, girando como um cachorro atrás do próprio rabo.

— Espere — a voz dele soou firme atrás de mim.

Congelei no lugar, observando seu reflexo no espelho. O olhar afiado, a mandíbula travada, como se estivesse analisando um relatório financeiro de milhões de dólares — só que, no caso, o assunto era meu ombro.

Se Alexander fosse médico, tenho certeza de que seu apelido seria algo como "Dr. Morte". Ele poderia transformar qualquer dor de cabeça em uma emergência cirúrgica só pelo jeito sério como encara as coisas.

Ele suspirou, parecendo pensativo demais para o meu gosto.

E então fez o impensável.

Seus dedos deslizaram até o zíper na parte de trás do meu vestido e, antes que eu pudesse impedir, ele o puxou para baixo.

Meu coração saltou para a garganta.

— O que você está fazendo?! — murmurei, minha voz saindo mais rouca do que eu gostaria.

Alexander sequer levantou os olhos para encontrar os meus, ignorando completamente minha pergunta como se eu fosse uma mera espectadora do que estava acontecendo.

Ele puxou o zíper do meu vestido até o final, e seus dedos deslizaram pela minha pele nua, afastando lentamente o tecido até expor meus ombros e a parte superior das costas.

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