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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 148

O pensamento me atingiu com a força de um tapa. Por um segundo, meu cérebro processou a ideia de um Alexander miniatura correndo pela casa de roupinhas formais e com um olhar de puro julgamento antes mesmo de aprender a falar.

Só que… eu sabia que não estava grávida.

Meu corpo já me dera sinais suficientes para eu não nutrir expectativas irreais. O atraso? Efeito colateral dos remédios. As mudanças de humor? Bem, eu sempre fui assim. Mas Alexander, com todo o seu pragmatismo, havia detectado um padrão que eu mesma nem tinha notado. E agora, vendo a faísca de esperança em seus olhos — que ele tentava esconder desesperadamente —, eu simplesmente não consegui esmagá-la. E o que minha vida espiritual, na cabeça desse meu marido, tinha a ver com isso?

Se ele queria acreditar… Talvez, só talvez, eu quisesse acreditar também.

Então, ao invés de dizer “Ah, é só uma reação dos medicamentos, relaxa”, eu murmurei, hesitante:

— Agora que penso nisso… talvez eu esteja grávida.

Alexander assentiu como se isso fosse a confirmação divina que ele precisava. Em seguida, caminhou até a janela e ficou lá, encarando a noite chuvosa. Ou melhor, encarando seu próprio reflexo no vidro, porque, sinceramente, ele não estava vendo nada além de suas próprias emoções desenhadas no rosto. Ele sempre fazia isso quando tentava conter sua agitação.

Apoiei as mãos sobre os joelhos, mordendo o lábio. O que diabos eu tinha acabado de fazer?

Antes que eu pudesse me recompor, alguém bateu na porta. Alexander atravessou o quarto num piscar de olhos e abriu sem hesitar.

— Traga testes de gravidez. Agora.

Ele fechou a porta e virou-se para mim, um brilho determinado nos olhos.

— Não sei por que nunca pensei em manter testes aqui. Deveria ter sido mais atencioso.

Soltei um suspiro, massageando as têmporas.

— Também não achei que fosse necessário.

Alexander me encarou, e seu olhar se tornou estranho. Triste.

Droga.

Eu realmente precisava aprender a ficar calada.

Antes que eu pudesse consertar qualquer coisa, ele caminhou até mim e segurou meu rosto entre as mãos, seu polegar acariciando minha bochecha. Seus olhos ardiam de uma emoção que ele nunca expressava em palavras, mas que, naquele momento, era gritante.

— Vai dar tudo certo — ele sussurrou.

E eu não sabia se queria acreditar nisso ou se só estava prestes a desmoronar.

Corri para a varanda sem dar a Alexander a chance de dizer mais nada. Se ele dissesse qualquer coisa naquele momento, eu provavelmente entraria em combustão espontânea.

— O que diabos você está fazendo? — ele gritou atrás de mim.

Parei no meio do caminho e apontei para a varanda, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

Ele respirou fundo, sem paciência para tentar entender minha lógica falha, mas ainda assim fez questão de dar sua contribuição racional:

— Pelo menos coloque um casaco. Está frio lá fora.

Obedeci. Não porque ele mandou, mas porque eu realmente odiava sentir frio.

Então, fiquei lá fora, encarando a chuva com teimosia, decidida a permanecer ali mesmo que um raio decidisse me eleger como alvo. A tempestade não era nada comparada ao caos mental em que eu estava mergulhada.

Fiquei tempo o suficiente para meus dedos começarem a doer, até que Alexander finalmente abriu a porta da varanda e declarou:

— Os testes de gravidez chegaram.

Bom, não dava mais para enrolar.

Segui para dentro, respirando fundo e preparando mentalmente a sequência de ações que eu mesma havia roteirizado: fazer o teste, mostrar o resultado negativo, acenar compreensivamente quando Alexander insistisse em um segundo, fingir que não estava decepcionada, ir para a cama, dormir e nunca mais falar sobre isso. Plano sólido. Infalível.

Fiz o teste e, ao abrir a porta do banheiro, dei de cara com Alexander. Ele estava parado bem ali, esperando como um animal enjaulado. Seu rosto continuava inexpressivo, mas sua respiração estava mais pesada, e suas mãos… tremiam. Alexander. Tremendo.

Ele pegou o teste da minha mão e, mesmo com o resultado ali, evidente, perguntou:

— Qual é o resultado?

Minha garganta se fechou. Eu queria tanto saber o que ele estava sentindo. Alexander nunca foi um homem sem emoções, mas trabalhava duro para trancá-las a sete chaves. No entanto, às vezes, nem ele conseguia segurar tudo. E vê-lo assim, tão vulnerável, me doía. Doía mais do que admitir que eu mesma tinha me permitido ter esperanças.

Então, em vez de responder, apenas o observei, esperando que ele visse por si mesmo.

Quando seus olhos pousaram no teste, ele ficou pálido. Suas mãos tremeram ainda mais.

Ele passou por mim e entrou no banheiro, murmurando:

— Minhas mãos estão tremendo… não consigo ver claramente.

Segui atrás dele e o vi apoiar o teste na pia, inclinando-se para conferir o resultado.

E então… ele riu.

Não, "rir" era pouco. Ele gargalhou. Um riso alto, rouco, que reverberou pelo banheiro.

— Meu Deus! Oh, Deus! — ele riu mais, os olhos brilhando de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Então, de repente, se virou e me puxou para um abraço esmagador. — Charlotte, o que vamos fazer agora? Repetimos o teste? Ou vamos direto para o ginecologista?

Eu pisquei.

— Espera… — minha voz saiu hesitante. Empurrei-o um pouco e peguei o teste da pia. Eu tinha assumido que seria negativo, então nem me dei ao trabalho de checar antes.

Só que… não era.

Duas linhas. Positivo.

Eu congelei.

A paciência, a tolerância, qualquer resquício de racionalidade que eu tinha evaporou. Porque agora, eu estava em pânico.

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