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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 154

O mundo ao meu redor pareceu parar. Meu corpo ficou tenso em seus braços. O choque percorreu minha pele como um arrepio.

Eu me afastei devagar, olhando para ele como se tivesse acabado de ouvir algo absurdo.

— O que você disse?

Ele não hesitou.

— Eu não quero essa criança, Charlotte.

Foi a primeira vez que ele disse isso em voz alta. Olhava para ele, e só conseguia pensar em uma coisa: esse não é o Alexander que eu conheço.

Ele suspirou e tentou explicar:

— A médica me informou sobre a possibilidade de aborto antes de você saber. Pedi que ela não mencionasse nada até termos certeza de que as chances eram mínimas… Mas agora, Charlotte, não há mais margem para otimismo. Todos os médicos recomendam interromper a gravidez para a sua segurança. Eu me recuso a ficar parado e ver você sangrar até a morte quando podemos evitar isso agora, com muito menos riscos! Eu já quase te perdi uma vez, e não vou passar por isso de novo. Eu me recuso!

Seu tom era desesperado, quase suplicante. Mas tudo o que eu ouvi foi eu quero que você desista do nosso filho. Meu estômago revirou, um nó de angústia subindo pela garganta. Mesmo assim, forcei minha voz a sair firme:

— Vou fingir que não ouvi nada. Estou indo para casa, não vou esperar por você.

Ele prendeu a respiração e murmurou, quase como um gemido:

— Você acha que é fácil para mim dizer isso?

Cruzei os braços, tentando conter o tremor que começava a tomar meu corpo.

— Alexander… eu sou mãe. Acha que vou simplesmente concordar com isso porque minha vida está em risco?

Ele não respondeu de imediato. Mas seus olhos disseram tudo. E, naquele momento, eu soube. Ele não queria o meu bem. Ele queria usar essa gravidez para aplacar a culpa que sentia por ter me negligenciado no passado. Sem mais vontade de discutir, o ignorei e voltei para o carro.

***

Minha nova política ao lidar com Alexander era simples: ignorá-lo. Toda vez que tínhamos uma chance real de conversar, ele encontrava uma maneira de trazer o aborto para a mesa.

Ele mudou nosso quarto para o andar de baixo para que eu não subisse escadas, ordenou que todas as refeições fossem levadas até mim e contratou uma equipe médica para me monitorar o tempo todo. Até aí, tudo bem. Mas quando ousou pedir para minha avó reduzir suas visitas para "não me estressar", precisei me manifestar:

— Você já me trancou na minha própria casa. Quer me mandar para a prisão agora? Além disso, é você quem me estressa mais do que qualquer outra pessoa.

Ele passou a mão pelo rosto, exausto.

— Charlotte, você sabe o que eu quero. Então, por favor, não vamos brigar.

E se virou para sair do quarto, como sempre fazia quando queria fugir da discussão. Mas, dessa vez, não deixei barato.

— Apenas seja honesto, Alexander. Você sabia que qualquer gravidez seria arriscada para mim, mas insistiu que queria filhos. Agora que finalmente conseguimos, você se vira contra isso? Se não queria um bebê, deveria ter dito antes! Assim, eu não estaria tão decepcionada.

Ele parou, de costas para mim, mas não disse nada. O silêncio se estendeu por segundos que pareceram horas. Então, sem me encarar, ele simplesmente saiu.

Não o segui. Não tentei brigar mais. Mas sua atitude me corroía por dentro. Tanto que, naquela noite, acordei sobressaltada com uma dor intensa. A agonia me rasgou por dentro, forte o suficiente para me fazer gritar e me agarrar aos lençóis. Foi isso que acordou Alexander.

Eu não lembro direito o que aconteceu depois. Só lembro da dor. Do pânico. Do meu próprio choro terrível. Deve ter sido horrível, porque, no meio do meu desespero, soltei palavras pesadas contra ele. De alguma forma, conseguimos chegar ao hospital a tempo. O bebê estava seguro. Eu, por outro lado, estava devastada.

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