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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 153

Durante todo o tempo em que Lily esteve no quarto, Alexander parecia um robô desconfigurado.

Primeiro, sentou-se distante de nós. Depois, começou a limpar a garganta repetidamente. E, por repetidamente, quero dizer que ele fez isso tantas vezes que quase perguntei se ele estava engasgado e precisava de um copo d’água.

Quando achei que ele finalmente se acalmaria, começou a andar em círculos, como um predador impaciente.

Até que, por fim, soltou friamente:

— Lily, tenho um assunto particular para tratar com minha esposa. Você nos dá licença?

O homem simplesmente expulsou a própria irmã.

Dizem que as mulheres sofrem mudanças de humor na gravidez, mas, aparentemente, meu marido decidiu assumir essa parte por mim.

Lily, acostumada à falta de modos de Alexander, não pareceu nem um pouco ofendida. Apenas arqueou uma sobrancelha e, antes de sair, sugeriu casualmente:

— Você devia chamar Maida para visitar a mansão em breve. Logo ficará impossível esconder sua gravidez dela.

Eu não sabia por que Lily estava tão interessada em ver Maida, mas sorri e desconversei:

— Vou pensar no caso.

Assim que Lily fechou a porta, Alexander se moveu calmamente até ela e girou a chave na fechadura.

Depois, veio direto para mim.

E, sendo a esposa justa e dedicada que sou, me senti na obrigação de repreendê-lo:

— Isso foi extremamente rude da sua parte, Alexander. Você praticamente enxotou sua irmã, e olha que ela raramente… Espera—

Não terminei a frase porque, bem… minha boca foi devidamente silenciada. Não só sua falta de modos havia piorado, mas sua necessidade por qualquer contato mais ousado também parecia ter triplicado.

O que faz sentido. Afinal, quanto mais proibido, mais tentador.

Seus beijos eram ferozes, como se quisesse devorar cada pensamento racional da minha cabeça. Eu me perdi tão rápido nele que só percebi que minhas roupas haviam sumido quando senti sua pele quente contra a minha.

E, claro, precisei lembrá-lo do óbvio:

— Nós não podemos ir além disso.

— Eu sei — ele murmurou contra minha pele, a voz rouca e carregada de desejo. — Eu não vou.

Mentiroso.

Porque, no fim das contas, eu preferiria que ele tivesse ido até o fim, em vez de me submeter à tortura que veio depois.

Se eu fosse descrever detalhadamente a criatividade do meu marido em testar todos os limites do possível, acho que a médica me proibiria de dormir na mesma cama que ele.

Mas, honestamente?

Eu não reclamaria.

Porque, mesmo com tudo, estar grávida ainda parecia o maior milagre da minha vida.

***

Uma noite, enquanto eu estava prestes a dormir, olhei para Alexander, que ainda estava sentado à mesa, analisando papéis como se o destino do planeta dependesse daquilo.

Suspirei, impaciente.

— Você sabe que eu odeio quando você prefere olhar para documentos em vez de ficar comigo, né?

Ele não respondeu de imediato, mas algo na rigidez dos ombros me fez saber que ele tinha escutado.

Bufei.

— Alexander, sério. Não adianta construir um império se você negligenciar o que realmente importa.

Ele fechou o laptop com um clique e, sem pressa, caminhou até a cama.

— Estou tentando adiantar alguns assuntos para passar mais tempo cuidando de você a partir de agora.

A explicação dele foi fria e objetiva. Tão ele.

Mas, por algum motivo, aquilo me emocionou.

Respirei fundo e confessei:

— Você sabe que minha vida nunca foi fácil. E essa gravidez também não vai ser. Em algum momento, eu vou fraquejar. Se isso acontecer… me prometa que vai me lembrar de que essa criança é o nosso milagre.

Alexander não respondeu imediatamente. Ele apenas me observou, e eu vi a hesitação passar por seus olhos.

Depois de um instante tenso, ele suavemente me afastou de si.

Empurrou as cobertas.

Sentou-se na beira da cama.

E me deu as costas.

— Se a luz te incomoda, eu posso trabalhar no escritório para que você durma melhor.

O quê? Fiquei olhando para ele, confusa.

— Você não ouviu o que eu acabei de dizer?

Ele pegou o laptop e, antes de caminhar até o sofá, finalmente me encarou. E sua resposta foi um golpe direto no meu coração:

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