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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 32

Assim que ouvi as palavras dele, qualquer resquício do joguinho de olhares morreu ali. Minha vontade de continuar olhando nos olhos dele foi substituída por uma sensação de puro desprezo, e eu deixei escapar uma risada amarga.

— Você… você tem a audácia de pedir perdão?

Ele ficou em silêncio, talvez sem saber o que dizer — ou, quem sabe, sabendo que nada do que dissesse mudaria alguma coisa. Isso não me impediu de ir até o fim, é claro.

— A resposta é não, Alexander. Eu jamais vou te perdoar. E se o universo for justo, você vai pagar por tudo.

Soltar aquilo não me trouxe alívio. As palavras saíram vazias, como uma moeda lançada em um poço que nunca devolve nada. Mas para ele, pareceu o bastante. A expressão dele congelou, tão distante quanto sempre.

— Estou indo embora — disse ele, seco, antes de se virar, pegar o casaco e sair, deixando a porta bater.

Por um instante, fiquei olhando para a porta fechada, com o coração inquieto, pulsando naquela mistura exasperante de ódio e… pena? Eu queria que ele sofresse, queria que ele pagasse por tudo. Mas, ao mesmo tempo, ver aquele rosto triste me deixava com um gosto amargo na boca, algo que eu não queria admitir nem para mim mesma.

Lembrar do tempo em que fiquei no hospital só aumenta essa sensação estranha. Aquele homem, mesmo que não quisesse me ver, estava sempre lá, como uma sombra. Ele nunca entrou no meu quarto, mas também nunca foi embora. Quem me contou tudo isso foi minha avó, que, teoricamente, deveria ter ficado ao meu lado, mas que fez tudo… menos isso.

Eu mal me lembro dos primeiros dias. Estava quase inconsciente, em sepse por causa das infecções nas coxas, graças a uma internação tardia. Pelo que me contaram, minha febre estava nas alturas, e as máquinas apitavam sem parar, como um lembrete constante de que talvez eu não passasse daquela noite.

Minha avó disse que Alexander ficava lá, sozinho, aguentando o estresse, enquanto ela ia para casa, como se esperasse uma ligação confirmando minha morte. “Me ligue só se ela melhorar… ou se não tiver jeito”, ela disse, sem nem pestanejar. Era o tipo de afeto que eu recebia da minha própria família.

Quando penso que o único a permanecer ali, dia e noite, foi Alexander, uma onda de ironia me atravessa. Será que ele sentiu o peso disso? Que sua esposa, quase morta por sua causa, poderia partir a qualquer momento? Ele deve ter sido sufocado pela culpa — a menos que seja um sociopata completo, o que, francamente, eu nunca descartei.

Eu me recuperei, eventualmente. Foi só então que minha avó decidiu aparecer, vestindo o papel de parente preocupada. Quando acordei, o primeiro impulso que tive foi mandar Alexander para a cadeia… mas isso não deu em nada. Então, imagine minha frustração ao descobrir que o homem que quase me matou era o mesmo que não saíra do hospital, o único a fazer algo remotamente parecido com cuidar de mim.

32. Entre Agulhas e Mágoas 1

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