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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 77

Alexander, sendo quem é, obviamente, não aceitou a resposta do primeiro médico. Ele me levou a tantos outros que, em um dado momento, eu perdi a conta. E, sem falhar, cada consulta terminava com as mesmas palavras esmagadoras: “Seu útero dificilmente pode conceber. Se uma gravidez acontecer — o que é improvável —, será de alto risco e exigirá monitoramento constante. Podemos tentar medicações para aumentar a probabilidade, mas os riscos são consideráveis.”

Eu comecei a decorar o discurso. Alexander, por outro lado, parecia cada vez mais descontrolado. Ele questionava os médicos, exigia mais alternativas, perguntava sobre cirurgias experimentais, medicamentos mais fortes. Quando não estava ameaçando um médico que só fazia o próprio trabalho, ele estava enterrado em livros de medicina, tentando encontrar a solução milagrosa que ninguém parecia capaz de oferecer.

Na mansão, ele começou a agir de forma diferente. Meu trabalho foi reduzido — menos relatórios, menos horas no escritório, bônus inesperados. Alexander passou a passar mais tempo comigo, menos tempo discutindo problemas corporativos e mais sorrisos forçados. E, claro, novos ginecologistas apareciam como uma solução mágica a cada semana.

Embora eu entendesse suas intenções, aquilo estava me matando.

Cada nova consulta era uma faca sendo cravada mais fundo no meu coração. Odiava ouvir que não podia ser mãe. Odiava viver em um ciclo interminável de expectativas frustradas, como se Alexander acreditasse que, da próxima vez, ouviríamos algo diferente. Eu já tinha lidado com o luto de não poder ser mãe, e agora ele me obrigava a reviver isso repetidas vezes.

Então, em uma manhã de junho, Alexander veio com mais uma de suas ideias.

— Há um hospital no país W — começou ele, segurando uma revista médica e apontando estatísticas brilhantes. — Eles são especialistas em casos como o seu. Podemos ir este fim de semana.

Eu não estava ouvindo. Apenas sentia um nó se formando no peito, como se minha tristeza tivesse atingido um ponto sem retorno. Peguei a revista das mãos dele sem dizer nada e caminhei até a lixeira. Joguei lá dentro com um gesto firme e, sem olhar para ele, fui para o banheiro e bati a porta atrás de mim.

Aquele dia começou perfeito. Era um fim de semana, e Alexander havia tirado o dia de folga. Eu havia vestido um vestido floral, algo raro para mim, e passado horas no quarto da minha avó, penteando meu cabelo e caprichando na maquiagem. Tudo para surpreendê-lo. Mas, quando entrei no quarto, esperando ao menos um sorriso, o encontrei mergulhado naquelas malditas revistas médicas.

Nem sequer notou que eu estava diferente.

No banheiro, comecei a limpar minha maquiagem com movimentos frenéticos, como se quisesse apagar não só o rosto que havia preparado, mas também o esforço inútil de tentar agradá-lo. Quando finalmente olhei meu reflexo, tudo desabou.

As emoções que eu vinha acumulando há meses explodiram de uma vez. E eu chorei.

Não era um choro comum, com lágrimas silenciosas que você consegue segurar. Era um choro sufocante, doloroso, que vinha do fundo da alma. Solucei até minha própria respiração parecer doer. Quando Alexander abriu a porta, correu para me abraçar, seus olhos carregavam um misto de preocupação e desespero que quase me fez parar. Mas, naquele momento, eu o odiei.

— Vá embora! Deixe-me em paz! — gritei, empurrando-o com força.

Ele não se mexeu. Apenas me segurou com firmeza, impedindo que eu caísse no chão molhado. Mesmo quando tentei socá-lo, lutar contra ele, Alexander não soltou meu corpo.

— Eu não posso ser mãe! — gritei novamente, minha voz cortando o ar como uma lâmina. — Eu te disse que não queria mais ouvir isso! Você acha que eu gosto de ouvir que não posso? Está me matando, Alexander! Por que você não pode ver isso?

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