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O filho secreto do bilionário romance Capítulo 218

Benjamim percorreu o caminho de volta para casa pensando em como contaria a Antonela que passaria a noite no hospital com Helen. Ela jamais aceitaria essa possibilidade, Antonela não era tão compreensiva assim.

Qual era o sentido de colocar seu casamento em risco só para ajudar Helen? Desde quando ele havia se tornado um homem com o coração tão mole assim?

Mas as recordações que Benjamim tinha da mãe de Helen permaneciam vivas em seu coração. Ela, por muito tempo agiu melhor do que a própria Carlota. Foi aquela mulher que o ajudou a ser o homem de negócios bem-sucedidos que hoje Benjamim era. Foi a mãe de Helen que ensinou tudo o que ele sabia.

Ele devia isso a ela. Será que Antonela compreenderia? Ele estacionou o carro em frente à casa e jogou a cabeça para trás. Antonela não compreenderia e nem mesmo aceitaria e ela tinha todas as razões do mundo para isso.

Ele saiu do carro e assim que abriu a porta foi recebido por um abraço de Adam, que veio correndo quando ouviu seus passos e se jogou em seus braços. Era bom ser recebido dessa maneira. E ele até mesmo se esqueceu do problema que estava prestes a enfrentar.

Ele foi perdendo a coragem de contar a verdade a Antonela, assim que ela se aproximou dele e o abraçou, dizendo o quanto era bom tê-lo em casa. Não havia lugar melhor para estar do que nos braços da mulher que ele amava. Ele concordava com tudo o que ela dizia.

— Fui visitar o Henrico hoje – ela disse, quando segurou na mão dele e o arrastou até o andar de cima – ele está pensando em vender a fábrica. Você poderia conversar com ele?

Benjamim desfrouxou a gravata e jogou a maleta sobre a cama, virando as costas para Antonela. Ele não ouviu nada do que ela disse, continuava pensando em como contar a verdade a ela.

— Benjamim? – foi o toque das mãos dela sobre o seu ombro que fez ele voltar a realidade – você ouviu o que eu disse.

— O quê? – ele girou o pescoço e a encarou – desculpa, eu não entendi o que você disse.

— Está acontecendo algo? – ela encontrou a cabeça no ombro dele e o esperou responder.

— Não é nada – ele engoliu a seco, sentindo-se a pior pessoa do mundo por fazer aquilo com Antonela – vou precisar voltar à empresa, tenho uma reunião agora à noite com alguns investidores.

Antonela achou estranho à informação que ele havia dado. No tempo em que trabalhou com ele nunca soube que Benjamim fazia reuniões no turno da noite. Uma ruga surgiu em sua testa e ele percebeu a desconfiança dela.

Não seria mais honesto contar a verdade? Benjamim não tinha coragem.

— Prometo que não vou demorar – ele sentiu sua garganta rasgar com aquela mentira. Virou-se para olhá-la – é um negócio muito importante e não teríamos outra oportunidade.

Benjamim sentiu que seria incapaz de sustentar aquilo por muito tempo. De repente, ele se sentiu a pior pessoa do mundo, mas torceu para que Antonela jamais descobrisse sua mentira. Ele beijou seus lábios, um toque leve e rápido e depois, com a mesma velocidade com que chegou, saiu do quarto, com ela vindo atrás dele.

Antonela sentia-se extremamente incomodada com aquilo, mas não o questionou. Decidiu que confiaria no marido. Se aquela reunião era importante para Benjamim, era importante para ela também.

— Não quer jantar antes de voltar? – ela indagou, quando ele se virou para olhá-la – fui eu que fiz o jantar.

Mas se Benjamim parasse para se sentar à mesa ao lado dela desistiria de ajudar Helen, preferiu não fazer nenhuma pausa que complicasse ainda mais as coisas.

Um pouco angustiada, Antonela demorou para ir para a cama dormir. Tudo ficava vazio sem benjamim. Pensou em ligar para ele algumas vezes, mas pensou que, fazendo isso, atrapalharia a reunião.

Vários pensamentos passaram pela sua mente enquanto ela tomava banho antes de ir para a cama. Ela sabia que não conseguiria dormir antes que ele chegasse.

Passava de uma da madrugada quando ela escutou o carro de Benjamim estacionar na garagem, ele abrir a porta e seus passos pesados subindo as escadas. Ele entrou no quarto como se imaginasse que ela estivesse dormindo e evitou fazer barulho para não a despertar, quando Antonela acendeu o abajur e, se erguendo, olhou para ele.

— Como foi a reunião? – não havia nada de errado com a pergunta dela, mas o rosto de Benjamim tornou-se pálido de repente.

Ele demorou para responder.

— Ocorreu tudo bem – ele disse, tirando os sapatos, o paletó e, em seguida, indo direto para o banheiro sem dizer mais nenhuma palavra.

Mesmo confiando nele, Antonela considerou sua atitude estranha demais. Após vinte minutos, ele saiu do banho e se deitou ao lado dela. Puxando-a pelo braço, a envolveu em seus braços afetivamente demais.

— Amo você, Antonela – havia algo estranho demais na voz dele, como se ele carregasse muito arrependimento – não se esqueça disso jamais.

Antonela sentiu algo apertando seu peito e a sensação de que algo de errado estava acontecendo se expandiu em seu coração. Ela fechou os olhos e não conseguiu dizer nada a ele porque um nó sufocou sua garganta até que ela pegasse finalmente no sono.

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