Quando sentiu o sol aquecendo seu rosto e os raios de sol dificultando o abrir dos seus olhos, Antonela girou para o outro lado da cama e se decepcionou por encontrar o lugar vazio. Não eram nem sete horas da manhã e Benjamim já havia se levantado para ir trabalhar.
Temeu descer as escadas e encontrá-la no andar de baixo na companhia de Helen. Aquela cena tornou-se quase como um pesadelo. Antonela odiaria ter que encontrar seu marido com aquela mulher novamente.
Preparava-se para se levantar, quando a porta do quarto se abriu e Benjamim entrou com uma enorme bandeja de café da manhã caminhando em sua direção, com Adam se escondendo entre suas pernas.
Os olhinhos de Adam brilhavam na direção dela, como se ele se divertisse muito fazendo aquilo. Um sorriso sincero surgiu nos lábios de Antonela ao olhar a cena e considerou que talvez estivesse sonhando. Adam correu, assim que Benjamim deu o sinal e ele pulou nos braços de Antonela.
Se aquilo fosse um sonho ela não queria nunca mais acordar.
— O que aconteceu? – ela, agora deitada na cama com o pequeno corpo de Adam em cima dela olhou nos seus pequenos olhos – não tem aula hoje?
— Hoje ele não vai para a escola – os olhos de Antonela recaíram sobre Benjamim – vamos ter um dia em família.
— Está dizendo que não vai trabalhar? – ela se surpreendeu.
Benjamim depositou a bandeja de café sobre a cama e ela percebeu que ele estava sem camisa, vestindo sua calça moletom, com o cabelo bagunçado. Seus músculos se sobressaíram assim que ele se apoiou na cama e sentou-se perto dela, beijando seu rosto. Ela amava o cheiro que exalava do corpo dele e do hálito quente todas as vezes que ele se aproximava para beijá-la. Depois de um tempo, ela olhou nos olhos dele e esperou que Benjamim explicasse de fato o que estava acontecendo.
— Quero dizer que um dia nosso, eu, você e o Adam, seria maravilhoso – ele sussurrou e ela sorriu considerando a sugestão incrível – quero recompensar você pela noite anterior. Foi horrível tê-la deixado sozinha.
— Mas qualquer lugar onde eu esteja ao lado de vocês será o melhor lugar do mundo.
A resposta dele a satisfez. Ele se levantou, pegou Adam nos braços e disse para ela antes de sair do quarto.
— Eu e o Adam vamos nos arrumar para sair e você, tome seu café e se arrume. A gente te encontra no andar de baixo.
Eles saíram, deixando-a sozinha mais uma vez, mas foi uma sensação tão boa invadindo seu peito que Antonela desejou que aquilo se repetisse todos os dias de sua vida. Era tão bom acordar recebendo amor e tendo as pessoas que ela amava ao seu lado.
Antonela comeu um pedaço de pão e tomou o café, e depois levantou-se e foi se arrumar. Estava tão ansiosa que não conseguiria parar para se alimentar direito. Meia hora depois, o empregado apareceu no quarto dela para levar a bandeja. Quando desceu, encontrou Adam e Benjamim correndo pela casa como duas crianças. O sorriso deles era contagiante. A presença de Adam de fato havia mudado até mesmo o comportamento de Benjamim. Agora ele sorria mais e manifestava seu amor constantemente.

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