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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 14

Liz

Acordo depois do pesadelo que foi ontem. Parecia que a noite nunca acabaria. Só de pensar nos olhos escuros daquele homem, a vergonha me invade e me sinto ainda mais destruída. Tudo o que ele disse, me tratando como se eu fosse uma garota de programa… agora imagino ele me vendo sendo leiloada como um objeto para quem pagar mais. As lágrimas começam a cair. Meu coração dói tanto.

Por que tudo isso está acontecendo comigo? Por que eu? Por quê, senhor.

Choro como uma criança. Sinto-me sozinha, abandonada e sem vontade de viver. Acabar com a minha vida parecia tão mais fácil…

Gabi se aproxima e me abraça quando percebe meu estado.

— O que foi, querida? Não chore. Hoje você pode ter sorte e ser escolhida por algum daqueles homens bonitos de ontem… — ela tenta me consolar, mas só faz minhas lágrimas aumentarem.

— Eu não quero… prefiro morrer… — gaguejo entre o choro.

Ela segura meu rosto, séria.

— Não fala isso, Liz! — diz firme. — Você tem saúde, é perfeita. Vai conseguir sair dessa. Juro que tudo vai melhorar. Com o tempo, você se acostuma. Nunca mais pense essas coisas.

— Eu não quero! Não quero ser obrigada a me entregar pra alguém que não gosto, que me dá nojo. Aquele velho… — fecho os olhos com raiva. — Juro que sentir vontade de colocar minhas mãos no pescoço dele. Queria matá-lo.

Ela me olha assustada, tentando me consolar, mas claramente preocupada.

As outras garotas pareciam bem melhores. Algumas até riam das palhaçadas da Eliane e da Carol.

Depois de chorar tanto, tivemos que levantar e começar a limpar o salão e ajudar na cozinha. O dia passou rápido demais. E logo a noite chegou — junto com o meu pior pesadelo.

— Vamos, garotas. Comecem a se arrumar. Liz, Larissa, Carla e Amanda, venham comigo — ordena a velha entrando no quarto.

Nós quatro trocamos olhares de medo. Gabi se aproxima e sussurra no meu ouvido:

— Vai dar tudo certo. Amanhã estaremos juntas. Você vai estar bem, ok?

Acompanho as outras, mas dentro de mim sei que talvez eu não sobreviva a essa noite. Eu não pretendia ceder. Ia lutar, nem que isso custasse a minha vida.

Somos levadas a um quarto bem mais chique, com uma cama de casal.

— Vocês vão se arrumar aqui. Precisam estar impecáveis hoje. Vai ter uma equipe pra tudo — diz a velha.

Logo, algumas mulheres entram com maletas enormes. Elas conversam com a velha e depois ficam só com a gente.

— Boa noite, meninas. Vamos arrumar vocês. Que tal começar com um banho e a depilação? — diz uma delas.

Nos entreolhamos. Era óbvio que precisávamos… mas não tínhamos nada da gente ali. Fazia dias que não usávamos nossos produtos.

Entramos uma de cada vez no banheiro. Recebemos kits higiênicos com shampoo, condicionador, cremes, escovas… coisas que eu sentia saudade de usar.

Vestimos apenas as lingeries que nos entregaram.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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