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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 13

Bryan Bellucci

Chego cedo na cidade pequena da garota que tanto me fascinou. Liz me deixou obcecado desde o dia em que a vi. Me hospedo no mesmo hotel, já que ela trabalhava ali. Seria muito mais fácil conquistá-la. Ela tinha que ser minha pelo menos por alguns dias, talvez até saciar essa vontade imensa que estou sentindo desde o dia em que a vi.

Meu telefone toca quando entro no meu quarto e coloco minha mala ao lado.

— Oi! Fala? — atendo. Um dos meus homens.

— Senhor, a garota foi vendida para o Covil dos Dragões! — ele fala logo em seguida, me fazendo ficar em choque.

— Como assim? — pergunto bravo.

— O pai dela a vendeu, isso que fiquei sabendo. Ela foi levada à força e está lá desde ontem. Vão leiloar ela amanhã, senhor. Hoje parece que ela vai se expor aos clientes com outras garotas… viagens.

Me irrito, derrubando algumas coisas que estavam perto de mim. Como pode um pai vender a própria filha? Que filho da put… desgraçado…

— Sabe me dizer se ela está bem? Se alguém fez algo com ela? — pergunto, possuído por vingança. Juro que se alguém tiver encostado em um fio de cabelo, vou matar o desgraçado.

— Não, senhor… é difícil saber o que acontece lá dentro, mas pelo que fiquei sabendo, se ela for obediente eles não vão machucá-la até o leilão, já que pretendem ganhar muito dinheiro com ela.

— Sei… — falo frio. — Entre em contato com o chefe deles. Quero ter uma reunião com ele. E consiga uma entrada para hoje. Vamos lá fazer uma visitinha. Mas não revele minha identidade verdadeira. Quero primeiro saber com quem estamos lidando.

— Ok, senhor… — ele fala e desliga.

Olho para o quarto lembrando daquela garota assustada e imagino o quanto ela deve estar apavorada naquele lugar.

Depois de fazer algumas ligações para alguns conhecidos e sondar um pouco sobre o Covil dos Dragões, tomo um banho e vou a uma reunião com o senhor Carlos, o chefe.

Tinha que resolver isso sem usar meu nome verdadeiro, já que poderia chegar ao meu pai. Ele poderia ficar muito bravo sabendo que eu estava envolvido com pessoas que fazem tráfico humano — uma coisa que nós detestamos.

Mas aqui no Brasil parecia algo comum e fácil para eles. Meus homens entram no restaurante mais chique da cidade, onde o chefe era dono. Somos barrados na entrada pelos seguranças, e meus homens me olham desconfiados.

— Boa tarde, senhor. O senhor Carlos falou que só o senhor poderia entrar.

Sorrio animado pelo desafio e pela coragem desse Carlos em me barrar. Ele nem imaginava com quem estava se metendo.

— Ok. — Sorrio e faço um sinal para que eles obedeçam e me esperem lá fora.

Sabia que meu braço direito, Henrique, ia ficar relutante, mas ele obedece. Entro sozinho em um corredor muito sofisticado e sou guiado até uma sala luxuosa e reservada. Lá, um senhor aparentando ter sessenta anos estava sentado sorrindo, com várias garotas ao seu lado.

— Então é o senhor Bryan! Fiquei muito curioso para saber quem tanto queria me conhecer. Que honra alguém tão importante aqui! — ele fala animado, sorrindo para mim.

Entro indiferente ao entusiasmo dele. Só queria ver quem era esse tal Carlos. Não me surpreendia ver como ele era insignificante. Mesmo assim, entro e o cumprimento.

— Prazer, senhor Carlos — falo frio, sentando de frente para ele, olhando o vinho caro à minha frente enquanto uma das garotas me serve.

— Então, senhor Bryan, o que o traz a essa cidade pequena? — ele pergunta sem rodeios, enquanto manda as garotas se aproximarem de mim.

— Sai! — falo frio para a loira que toca em mim, assustando-a.

— Podem sair, meninas. — Ele fica sem graça, desconfiado com a minha presença ali.

— Então, senhor Carlos, gostaria de comprar uma garota virgem. Fiquei sabendo do leilão que terá em um dos seus estabelecimentos e me interessei em comprar uma escrava. Quero uma garota virgem. O senhor gostaria de fazer negócios comigo? Prometo que pagarei muito bem — falo, deixando-o bem surpreso e interessado.

— Hum… quer dizer que veio aqui só porque queria uma garotinha? — ele sorri animado. — Claro que podemos fazer negócio. A que você escolher amanhã você pode levar, pagando muito bem. Claro que não gostamos de vender, já que ganho muito com elas… — ele ri. — Bom, não posso fazer uma desfeita, né? A um amigo que veio de tão longe — fala animado, achando que agora seríamos amigos.

Sorrio bebendo outro gole. Não poderia mostrar que tinha ido lá atrás de uma única garota. Ele poderia usar isso ao seu favor. Era uma das coisas que havia aprendido na máfia: qualquer coisa que você queira, deve mostrar indiferença aos olhos dos inimigos.

— Então, combinado, senhor Carlos.

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