Bryan
Entro no banheiro com raiva, quase não consegui me controlar com ela. Ela conseguia me provocar de um jeito que me tirava do sério, mas quando falou que preferia os velhos, senti ódio. Queria mostrar o gostinho de como seria com eles, se for realmente isso que ela deseja. Mas ao mesmo tempo, a ideia me deixava ainda mais irritado.
Eu precisava respirar fundo, precisava recobrar o controle antes de fazer uma besteira. Ela tinha esse poder sobre mim, esse jeito irritante, provocante, que me desmontava e despertava meus piores instintos. E isso só fazia minha vontade por ela aumentar ainda mais.
Preferir qualquer um a mim. Olho minha mão sangrando e começo a lavar o sangue que escorria. Logo já estava nu, debaixo do chuveiro gelado para acalmar meu corpo sedento por ela. Precisava manter o controle, logo ela vai ceder. Sempre foi assim: elas cediam, imploravam por fud…-las. Por que com ela seria diferente?
Tomo banho e me enrolo na toalha, enquanto com a outra toalha enxugo meus cabelos molhados, deixando-os desalinhados. Precisava permanecer mais um pouco com ela no quarto; o senhor Carlos com certeza vai querer confirmar a pureza dela nos lençóis. Sabia muito bem esses tipos de homem.
Saio e ela me olha surpresa, se cobrindo com o lençol, mas seus olhos param em meu peitoral definido. Sorrio, satisfeito pela reação dela ao vê-lo.
— Gostou do que vê? — provoco-a.
Ela disfarça, ficando com as bochechas vermelhas de vergonha, e vira o rosto.
— Não precisa ter vergonha, pode olhar — falo sorrindo, indo para a cama e me sentando ao seu lado.
Ela se afasta de imediato, se assustando.
— Não se preocupe, não vou te obrigar a nada — falo, me encostando na cama um pouco cansado com a correria desde que cheguei naquela cidade.
— Não vai me obrigar? — pergunta, assustada, me olhando com o lençol agarrado ao corpo, parecendo um bichinho acuado.
— Não! Nunca gostei de obrigar ninguém. Tenho certeza que você logo vai implorar por isso — falo, sorrindo ao vê-la relaxar um pouco.
— Você sabe que estamos aqui obrigadas, que estou sendo forçada por eles… — ela fala me olhando, talvez querendo saber se eu realmente sabia.
— sei! — falo, e ela se afasta, fechando a cara de imediato.
— Vocês me dão nojo… — ela solta, me deixando irritado.
— Olha aqui, garota! Não sabe o quanto foi difícil estar aqui, então deixe de ser mal-agradecida. Não sou tão paciente — encaro ela com meu olhar frio.
Ela percebe que falou algo que não devia.
— Posso ir ao banheiro? — pede, se levantando, mas esperando minha permissão.
— Vá — falo, e ela entra no banheiro, ficando lá por um bom tempo.
Pego o celular, faço algumas ligações, vejo que o lençol ainda estava branquinho. Então pego e sujo com meu próprio sangue, garantindo que não descubram que não fizemos nada ali. Então relaxo, deitado naquela cama.
Fico ali por alguns minutos, olhando para o teto, respirando fundo enquanto o barulho do chuveiro continua. Ela estava demorando demais. Provavelmente tentando achar uma forma de fugir — como se tivesse alguma chance. Sorrio de canto. Teimosa daquele jeito… só me deixava mais curioso.
O barulho do chuveiro para e fico atento. Alguns segundos depois, a porta se abre devagar. Ela sai com o rosto lavado, os olhos vermelhos… havia chorado. O lençol agarrado ao corpo como se fosse uma armadura.
— Achei que fosse fugir pela janela — ironizo, cruzando os braços atrás da cabeça.
Ela me lança um olhar furioso.
— Eu sei que não conseguiria… — murmura, a voz embargada.
— Pelo menos é inteligente — respondo, sem tirar os olhos dela.
Ela engole seco, nervosa, e se aproxima devagar da cama. Fica parada ali, a meio metro de distância, como se tocar o chão fosse perigoso.

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