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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 23

Liz

Eu e ela conversamos muito, mas logo o horário de almoço dela acabou e ela teve que voltar. Antes disso, perguntou onde eu estava ficando, e eu falei do hotel. Ela ficou bem surpresa e prometeu que, assim que saísse, passaria lá.

Agora ainda tinha mais uma coisa a fazer: ir fazer uma visitinha àquele homem que diz ser meu pai. Também precisava pegar meus documentos e minhas coisas, já que tinham ficado todas por lá. Entro no carro.

— Senhor, pode me levar a um lugar antes de voltar ao hotel?

Pergunto, e ele sorri educadamente. Era um senhor de meia-idade. Os seguranças se mantinham à distância, em outro carro, nos seguindo.

— Claro, senhora. É só me dizer o endereço.

Fico animada e passo o endereço para ele. Logo chegamos ao local. Desço olhando para a casa onde morei a vida toda. Claro que não era uma mansão, mas era uma casa boa. O bairro também era bom, com casas grandes e famílias com uma vida financeira confortável. Igual a eles. Eu é que tinha que trabalhar, estudar e ainda servir naquela casa.

Desço do carro confiante, pronta para fazer uma grande surpresa para eles.

O segurança me acompanha, mantendo certa distância. Bato na porta, ansiosa para ver a reação deles, já que com certeza minha querida irmã já devia ter contado que me viu.

— Quem é? — grita minha madrasta.

Não respondo, apenas bato novamente na porta.

— Calma, quem deve ser a essa hora? — ela resmunga, irritada.

Mas quando abre a porta, seus olhos se arregalam, surpresa ao me ver.

— Oi! — falo, sorrindo.

— O quê… o quê faz aqui? — pergunta gaguejando, como se tivesse visto um fantasma.

— Oi, Serafina.

Ela só fica me encarando.

— Liz… como… co-como saiu?

— É desse jeito que me recebe? Preocupada só em saber como eu saí daquele inferno? — falo fria, entrando na casa.

— O que você quer aqui? Agora! — ela grita, tentando me impedir de entrar.

— Sai da minha frente! Vim buscar minhas coisas.

Ela tenta me barrar, mas os seguranças se aproximam.

— Precisa da nossa ajuda, senhora? — pergunta um deles.

Sorrio para ele e me viro.

— Pode deixar. Ela não pode me impedir de entrar na casa que era da minha mãe. Pode esperar lá fora, já saio.

Eles obedecem e se afastam. Serafina me olha apavorada.

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