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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 22

Liz

Acordei olhando para o lado e vi que ele já havia saído. Ontem, simplesmente se deitou ao meu lado, me deixando desconfortável, mas não fez nada. Apenas dormiu. Acabei pegando no sono também.

Hoje eu estava ansiosa. Ele me deixou sair para a lanchonete e prometeu me dar um celular. Fiquei tão feliz. Tomei banho e ele mandou entregar algumas roupas que me serviram certinho. Vesti um vestidinho preto, bem elegante, mas o mais simples que encontrei. As roupas eram muito caras e o estilo não era exatamente o meu. Mesmo assim, caíam perfeitamente em mim e me deixavam muito mais mulher do que as roupas que eu costumava vestir. Ainda assim, sempre fui discreta.

Alguém veio trazer o café. Comi e saí animada. Sabia que não estaria sozinha — ele mandou alguns dos seus homens, e o motorista para me levar aos lugares. Não estava acostumada com isso. Fora o cartão que me entregou, dizendo que poderia comprar o que quisesse. Mesmo assim, sabia que nada disso sairia de graça. Uma hora, ele iria cobrar.

Estava tão animada que não percebi quando o carro parou, e minha meia-irmã me olhou descendo do carro.

— Liz, como… como você tá aqui? Você não… — ela falou como se tivesse visto um fantasma. O olhar dela passou por mim, assustada, mas ao mesmo tempo tomada pela raiva ao me ver descendo daquele carro luxuoso, com aquelas roupas caras.

— Licença, eu te conheço? — passei por ela entrando na lanchonete, e ela me seguiu.

— Sua hipócrita! — ela gritou, segurando meu braço. — O que foi? Pegou algum velho naquele lugar, sua vagabunda?!

Ela gritava, e todos olhavam assustados pelo escândalo.

— Você está doida. É melhor parar de gritar, a não ser que queira ser expulsa daqui — falei sorrindo, soltando meu braço. Os seguranças se aproximaram de mim.

— Senhorita, está acontecendo alguma coisa? Essa mulher está incomodando? — eles perguntaram, olhando para ela de forma intimidadora. Sorri, satisfeita com o desespero dela.

— Não se incomodem com essa aí. Tenho certeza de que ela não vai querer ser expulsa, não é mesmo? — perguntei, sorrindo. Ela se afastou, mantendo distância.

— Sua… — ela surtou, bufando de raiva, e saiu. Sabia que ela iria reclamar para os pais e contar que eu estava ali.

Ignorei e entrei na lanchonete, que estava lotada. Logo, Geovana me avistou de longe, assim como o chefe.

— Liz… — ela correu em minha direção, me abraçando e chorando. — Liz, que susto! Achei que seu pai tinha feito algo com você. Amiga, vou te matar por me deixar tão preocupada!

— Então é aí a bonitinha que nos abandonou e me deixou na mão — meu chefe falou bravo ao me ver. Ele não sabia muito da minha vida e, com certeza, achava que eu tinha faltado porque quis.

— Amiga, depois vamos conversar. Tenho tanto para te contar! — falei, abraçando-a forte. Ela não fazia ideia do que eu passei e do que ainda estou passando. — Depois eu explico tudo.

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