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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 26

Liz

Com apenas algumas ligações que Bryan fez, eu já estava com todos os meus documentos em mãos. Fico surpresa com o que o dinheiro é capaz de fazer.

Olho para a foto nos meus documentos, todos ali comigo. Levou apenas algumas horas para que me entregassem tudo.

Olho para o outro lado, onde ele estava, e o vejo conversando com o dono do cartório e com uma loira que não parava de tirar os olhos dele. Sabia o quanto ele era lindo; eu mesma não conseguia disfarçar o quanto sua presença mexia comigo.

Seus olhos, a todo momento, me procuravam. Sabia que era apenas para conferir se eu ainda não havia fugido, mas nem teria como. Havia muitos seguranças ali, tantos que eu nem conseguia saber quantos realmente trabalhavam para ele.

Ele termina a conversa e se aproxima de mim.

— Tudo certo, vamos?

— Sim… — balanço a cabeça, olhando para os documentos em minhas mãos.

— Então vamos — diz, fazendo um gesto com a mão para eu ir à frente, enquanto ele vem logo atrás.

Seguimos até o carro, com o motorista já nos aguardando. Um dos seus homens abre a porta para mim e logo depois para ele. Entro e me sento ao seu lado, ainda com os documentos em mãos, e o que mais me chamava atenção era o passaporte.

Eu nunca tive um e nem era algo que precisasse ter tirado, já que nunca pensei em viajar para fora do país.

— Tem alguma coisa errada nos seus documentos? — ele pergunta, me tirando dos meus pensamentos.

Balanço a cabeça, nervosa. Não sabia o que dizer. Poderia perguntar o porquê do passaporte, mas hesitei. Peguei os documentos e os guardei, respirei fundo e falei:

— Obrigada por ajudar a recuperar meus documentos.

— Você vai precisar deles, garota. Preciso viajar, não posso ficar mais tempo por aqui, e até nosso acordo ser finalizado, preciso que você viaje comigo. Não se preocupe, já cuidei de tudo. Mas, quando quiser voltar para visitar suas amigas, poderá vir — ele fala, sem ao menos perguntar se eu realmente queria ir.

Sempre morei nesta cidade, e isso me fez sentir medo. Medo do desconhecido. Medo de não saber se realmente deveria confiar nesse homem. Até agora ele não tinha feito nada comigo, mas o que passei naquele lugar me deixou medrosa. Aqui, pelo menos, havia alguém que eu conhecia.

— Entendo… — consigo pronunciar apenas essas palavras, com receio de deixá-lo nervoso.

O carro para, e descemos no restaurante mais chique daqui. Nunca entrei em um lugar como esse. Sigo ele, mas logo somos recebidos por uma atendente muito bonita.

— Seja bem-vindo, senhor. Gostaria do mesmo lugar de sempre? — ela pergunta, como se já o conhecesse muito bem.

— Sim, para duas pessoas — ele responde, sem demonstrar emoções.

Ela logo me olha dos pés à cabeça, me avaliando como se quisesse entender quem eu era.

— Ok, venham comigo.

Ela nos guia para a área VIP, algo reservado para clientes premium, com vista para o jardim, criando um ambiente agradável e diferente dos outros lugares.

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