Bryan
Depois que saí do bar, vou direto para o meu apartamento. Havia bebido mais que o normal, mas a culpa era do Ricardo, toda hora falando sobre amor e casamento. Todos sabem que sempre falei que não pretendo casar agora e, quando achar que devo mesmo casar, será com alguém da máfia: uma mulher que já conheça tudo sobre esse mundo, alguém que minha família aprove e que não espere amor, coisa que não existe nesse meio.
Chego em casa totalmente irritado com as conversas, e o álcool só alimentava ainda mais as frustrações que eu estava sentindo.
Entro olhando tudo escuro, já pelo horário, mas algo me chama a atenção. Caminho direto para lá, sabendo que a única pessoa que estaria acordada a essa hora seria ela.
Quando meus olhos a reconhecem, sentada tão distraída comendo uma fatia de pão, eu falo:
— Ainda acordada! — digo de imediato, fazendo ela se engasgar.
— Que susto! — ela fala brava, me olhando com aqueles seus olhos castanhos que me fascinavam, me analisando como se quisesse me descobrir ou me perguntar algo.
Me aproximo dela, ficando bem pertinho.
— Me esperando? — falo sorrindo com ironia, bem perto dela.
— Por que bebeu assim? — me questiona como se não tivesse medo. Isso jamais alguém fez.
Olho em seus olhos e falo bem sincero:
— Por sua culpa!
Digo puxando-a para mim e levantando seu rosto para olhar bem mais de perto. Gostava de sentir o quanto ela me desafiava; isso deixava tudo mais perigoso e interessante.
— Por minha causa? — fala, fingindo não entender o que eu disse.
Ela tenta se soltar, e não aguento e rio, achando engraçado, mas também me sentia irritado por ela não ceder.
— Você! — falo frio. — Maldita hora que fui àquela cidadezinha! — digo, com raiva, encarando-a.
— Está me assustando! — fala, choramingando — Está me machucando! — diz, tentando se soltar.
Realmente, eu a estava segurando com muita força, mas o desejo… ela ali, com aquele robe de seda que revelava uma linda camisola da mesma cor em seu corpo, deixando minha mente imaginar como seria sem ele, como veio ao mundo. Sinto meu pa* duro, meu coração acelera. Ela realmente era uma feiticeira.
— Quero você, garota. Preciso descobrir o que me faz pensar tanto em você — sussurro em seu ouvido, cheirando seu pescoço.
Aperto-a contra meu corpo. Queria mostrar o quanto ela mexia comigo, o quanto eu estava exc*tado e lutando para controlar tudo aquilo, fazendo ela sentir minha ereção em seu ventre.
Mas me olha assustada.
— Prometi que ia me entregar, mas assim não! — diz, tentando se afastar de mim.
Mas eu não podia soltá-la daquele jeito. Teria que cumprir o acordo, e eu ia cobrá-lo com juros.
— Quero agora! — falo, pegando-a no colo como se fosse uma criança, carregando-a para o meu quarto.
— Me solta… — grita.

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