Liz
Ele acerta a conta e se despede deles, faço o mesmo e sigo ele para fora. A tontura já havia diminuído um pouco, ele caminha e vejo como chamava a atenção, as mulheres olhavam para ele de um jeito, eu parecia uma funcionária perto dele, não alguém que poderia dividir a mesma cama que ele.
Vejo uma loira se levantar e passar por ele como se quisesse chamar sua atenção, mas ele não olha, caminha para fora do bar. Sigo ele, quando saio ele estava lá fora, parado, me esperando.
_ Vamos, não ande tão devagar — então pega minha mão, segurando, e começa a caminhar.
_ Bryan, está indo para o lado errado, o estacionamento não fica para lá — disse, estranhando.
_ Você não gosta de caminhar um pouco?
Pergunta, parando e me olhando.
_ Gosto, muito, mas você tem costume de andar a pé?
Ele sorri.
_ Não, nunca precisei andar, mas senti vontade, já que vamos para um lugar pertinho daqui — disse, me guiando pelas calçadas.
_ E seu carro?
_ Meus seguranças já devem ter ido pegá-lo, venha, vamos...
Andamos pelo mesmo caminho que fiz com as meninas, mas ele para em frente ao prédio dele.
Olho para cima, admirando a obra de arte que era, e o dono desse império está ao meu lado, isso parecia algo impossível, já que sou alguém que nunca poderia chegar perto dele.
Sinto até uma dor no coração, ele era alguém impossível para mim, alguém que sabia que não podia me apaixonar, mas por que já estava sofrendo com isso? Talvez, no fundo... no fundo soubesse que já tinha me apaixonado por ele.
_ Venha, não queria ver como é lá de cima? Então, vou te levar lá.
_ Mas... alguém pode nos ver? — pergunto, preocupada, já que ali todos conheciam ele.
_ Não se preocupe, deixe que cuido de tudo.
Ele me guia para dentro do prédio, a empresa ainda estava funcionando, os seguranças da porta só nos olham e cumprimentam o Bryan, ele cumprimenta também eles, sem soltar minha mão, me guiando até o elevador exclusivo.
_ Aqui que trabalha todos os dias? — pergunto, curiosa.
_ Sim, a maior parte é aqui, às vezes fazemos reunião em algum restaurante, mas geralmente estou aqui, assinando documentos e autorizando outros.
Me surpreendi, ele era alguém que trabalhava muito. Eu achava que ele vendia drogas e matava pessoas, não era assim que eu imaginava um mafioso.
_ O que está pensando nessa cabecinha? — ele pergunta, colocando um dedo em minha testa, com aquele sorriso lindo.
_ Nada de mais... — disse, tímida.
O elevador se abre, revelando uma linda cobertura.
_ Achei que era seu escritório, mas aqui é um apartamento luxuoso! — falo de boca aberta ao ver o interior, havia sofá, TV, e ao lado deveria ser o quarto, já que havia uma porta, além de mais coisas lá.
_ Trabalho no andar de baixo, aqui não é usado, particularmente nunca usei esse andar — disse, mostrando os ambientes para mim.
_ Você poderia morar aqui, não precisava nem sair do trabalho.
Ele sorri, me guiando pelo interior, me mostrando cada cômodo luxuoso.
_ Não gosto de misturar trabalho com minha privacidade, você entende?
Agora entendi, se ele morasse ali, alguém, uma hora ou outra, ia saber quem estaria com ele.

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