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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 10

Miranda pegou a camisola com as mãos, sentindo a suavidade da seda. Ela ficou surpresa e admirada com a beleza e o luxo da peça. Ao desdobrá-la, descobriu uma calcinha de renda preta que combinava perfeitamente. Um sorriso fraco, quase de incredulidade, surgiu em seus lábios. Sem hesitar, despiu a toalha e vestiu a camisola. O tecido deslizou por sua pele, um toque sensual que a fez se sentir estranhamente poderosa, diferente de tudo que já havia usado.

Ao lado da cama, ela encontrou um par de pantufas rosa bebê simples. Seus pés, ainda um pouco frios, agradeceram o conforto. Mesmo com a camisola e as pantufas, um leve arrepio de frio percorreu seu corpo. Com um misto de curiosidade e apreensão, Miranda saiu do quarto. Ela desceu as escadas lentamente, seus olhos percorrendo cada detalhe da imponente mansão de Peterson, uma curiosidade infantil misturada à expectativa do que a esperava lá embaixo.

Ao ver Miranda descer as escadas, Peterson a observou. Seu olhar percorreu a figura dela envolta na camisola de seda, os olhos fixos na renda e no caimento do tecido em seu corpo. Ele se aproximou, com uma taça de vinho tinto na mão.

— Não há uma mulher que não goste de vinho. Estou errado? — perguntou ele, a voz baixa e carregada de uma insinuação que Miranda não conseguiu decifrar completamente. O aroma da bebida se misturou ao doce das velas, criando uma atmosfera que era, ao mesmo tempo, convidativa e intimidante. Tinham velas até nos degraus da escada.

Miranda hesitou por um instante, mas o conforto da seda contra sua pele e a fragrância do vinho a fizeram ceder, cheia de expectativas.

— Gosto sim — respondeu, com a voz um pouco mais suave do que o habitual. — Mas não costumo beber muito.

Peterson sorriu, com um leve assentir de cabeça. Ele a conduziu até uma banqueta alta, ao lado de um balcão de mármore impecável na cozinha espaçosa. Sobre o balcão, um prato com talheres e pequenas porções de salada e arroz já a esperavam, como uma refeição meticulosamente preparada para uma única pessoa. No fogão, uma panela borbulhava suavemente.

Ele se dirigiu à panela, mexendo com uma colher de silicone.

— Está quase pronto — disse Peterson, sem se virar para ela. O aroma de um molho temperado começou a se espalhar pela cozinha, fazendo o estômago de Miranda roncar discretamente.

Miranda sentiu o aroma do molho e o som sutil da panela borbulhando. A visão do prato montado, com as porções pequenas e elegantes de salada e arroz, fez seu estômago roncar com mais intensidade, ela estava faminta. Era uma cena tão diferente das suas refeições rápidas e escassas, seu jantar foi miojo com chuchu na marmita. Uma sensação de expectativa e uma leve vergonha a invadiram, a última vez que alguém havia cozinhado para ela assim foi sua avó, há muito tempo, antes de falecer.

Peterson se virou com a panela, a segurando.

— Hoje teremos filé mignon — anunciou ele, o tom casual, como se estivesse preparando um prato simples do dia a dia. O vapor aromático subiu da panela enquanto ele servia uma porção generosa no prato de Miranda. — Espero que goste.

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