Peterson ouviu atrás da porta, e um sorriso discreto surgiu em seus lábios ao imaginar a cena de Miranda se lavando apressadamente na pia. Achou graça da sua ingenuidade e da sua tentativa de higiene improvisada em meio a tudo, o jeito dela o deixava intrigado. Enquanto isso, no quarto, ele finalizava os preparativos para o banho.
A banheira de hidromassagem, que já borbulhava suavemente, recebeu uma generosa porção de sais de banho de morangos e ameixas negras. O aroma adocicado e frutado rapidamente preencheu o ambiente, criando uma atmosfera envolvente. Peterson, não satisfeito, então acendeu velas aromáticas com o mesmo perfume de morangos, distribuindo-as estrategicamente pelo cômodo. A luz do quarto foi baixada para um tom suave e convidativo, e uma música calma e romântica em inglês começou a tocar em um sistema de som discreto, completando a cena de um verdadeiro santuário de relaxamento e sedução. Tudo estava pronto para a entrada de Miranda.
Miranda saiu do banheiro envolta em uma toalha enorme felpuda branca, com a apreensão marcada em seu rosto. O aroma adocicado das velas e dos sais de banho invadiu suas narinas, e a música suave flutuava no ar, a querendo rir, ela odiou as músicas. A cena era deslumbrante, mas seus pensamentos estavam longe de qualquer romance. Ela temia o que Peterson esperava dela. O medo de que ele exigisse algo mais, que fosse estranho, algo que ela não estava disposta a dar, apertava seu peito. E, acima de tudo, a preocupação de ser demitida caso o contrariasse a consumia. Aquele emprego, recém-conquistado e tão necessário, era valioso demais para ser arriscado.
Peterson estendeu a mão para Miranda, com um convite silencioso.
— Pode relaxar, não vai acontecer nada entre nós, você parece tensa. — A voz dele era calma, quase sussurrante, mas havia uma tensão sutil na forma como seus olhos a olhavam fixamente.
— Eu sempre quis fazer isso.
Ele a segurou firmemente enquanto ela hesitava, ajudando-a a entrar na banheira de hidromassagem. A água quente envolveu o corpo de Miranda, relaxando-a instantaneamente. Ela estava nua, e seus seios, cheios de leite, ficaram proeminentes na superfície da água, à mostra. Peterson mordeu os lábios, um gesto involuntário de cobiça, com seus olhos fixos nela, como se cada detalhe, os mamilos, as veias saltando, fosse uma pintura a ser admirada. A promessa de que "nada aconteceria" pairava no ar, tão atraente quanto duvidosa.
Peterson pegou uma esponja macia que estava na beira da banheira e sentou-se na borda, com os olhos fixos em Miranda. Sem dizer mais nada, começou a esfregar suavemente os braços dela, os movimentos lentos e circulares. A sensação da esponja em sua pele era inesperada, um misto de carícia e um lembrete daquela estranha intimidade que se instalava entre eles.
— Quer beber? — ele perguntou, com a voz baixa, quase um sussurro. Bem diferente da autoridade do primeiro encontro.
— Pra relaxar? Posso te fazer um drink ou um chá, vinho, o que quiser.
Miranda negou com a cabeça, a desconfiança claramente estampada em seu rosto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos )