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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 104

Ele guardou o celular, ignorando o áudio que continuava a tocar.

— É o Dan. — ele disse, a voz tensa, tentando soar mais calmo do que realmente estava. Ele deu um passo à frente e estendeu as mãos para acariciar os braços dela com ternura e alívio fingido.

— Foi preso, finalmente. Encontraram ele ainda de madrugada.

Mas a notícia não trouxe o alívio que ele esperava. Ela recuou instintivamente, evitando o toque e as carícias como se fossem incômodas. Com o semblante tenso, ela caminhou até o sofá e se sentou na ponta, com o corpo rígido.

Seus olhos, fundos e cansados, encontraram os dele, cheios de uma dor amarga e raiva contida.

— Preso. — ela repetiu.

Ele falou cético.

— Isso está longe de acabar, ele vai falar, o motivo da nossa briga.

Ela ficou emotiva pensativa:

— Eu... eu preferia ter morrido ontem à noite. — Sua voz tremeu, mas ela manteve a firmeza.

— E você foi um grande idiota de entrar na frente, de bancar o herói a troco de nada.

Victor sentiu a angústia dela. Ele sentou-se ao lado dela, mantendo uma distância respeitosa, com o rosto triste pela mágoa e pela culpa.

— Não. — ele rebateu, balançando a cabeça.

— Não foi a troco de nada.

Ela se virou, com a testa franzida em desconfiança, com a pergunta fria pairando no ar:

— A troco de quê, então?

Victor suspirou, olhando para as próprias mãos, incapaz de encará-la.

— A troco do seu bem-estar. — ele disse, levantando os olhos novamente, cheios de um desespero honesto.

— A troco de te defender da bagunça que eu criei.

A confissão de Victor de que tudo era "a troco de te defender da bagunça que eu criei" atingiu Rayra com a força de uma verdade brutal. A raiva dela só aumentou, junto a uma dor profunda e sentida.

As lágrimas, que ela vinha segurando, começaram a rolar silenciosamente pelo seu rosto, pingando no tecido do sofá.

Victor viu uma abertura. Ele se aproximou, estendendo os braços para tentar envolvê-la em um abraço.

— Por favor, Ray, me perdoa. — ele sussurrou contra o cabelo dela, sendo afetuoso, tentando beijar seu pescoço.

— Eu gosto tanto de você, mais do que eu posso explicar. Minha vida… não tem nada de bom acontecendo nela, só você, eu preciso de você.

Ela o afastou com as mãos, sem corresponder a nada, com a cabeça balançando em negação dolorosa. O choro era agora audível, embargando sua voz.

— Nunca... Victor, nunca vai dar certo. — ela disse, aos prantos.

— Eu te agradeço, mas jamais.

Victor ficou emotivo, com os olhos marejados de tristeza e frustração. Ele agarrou a mão dela, segurando-a com firmeza.

— Ray, o que eu preciso fazer, para você me perdoar? — ele implorou.

— Eu levei até tiro por você. Não estou falando nada, da boca pra fora.

A frase, no entanto, foi o gatilho final. Rayra se levantou alterada, com a tristeza se misturando com uma nova onda de raiva defensiva.

— Levou, e agora vai cobrar? — ela gritou, com a voz embargada.

— Vai jogar isso na minha cara até o fim das nossas vidas?

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