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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 112

Eles deitaram abraçados e n us no sofá, com o silêncio preenchendo o espaço pós-êxtase. Victor suspirou, a voz carregada de emoção.

— Então, é assim que acaba? Isso não é justo.

Rayra se agarrou a ele, engolindo o choro.

— É que às vezes, o amor da sua vida não serve para... — Ela suspirou, derramando algumas lágrimas sutilmente.

— Para a sua vida. Eu sinto que nunca mais vou viver isso, e não há palavras para te explicar como meu coração, o meu corpo, queimam por você. Todos os dias, desde que te beijei pela primeira vez.

A confissão dela era a prova do amor que ele ansiava, mas também o golpe final.

— Eu prometo para você que nunca mais vou amar outra vez. Me perdoa por não conseguir continuar.

Ela se levantou arrasada, com o corpo tremendo. Entrou no banheiro chorando, odiando-se por desistir, mas decidida a não voltar atrás.

Victor ficou muito triste. Ele não conseguia acreditar totalmente na força do amor dela, porque para ele, a solução era simples, ela só precisava aceitar tudo e viajar com ele. Ele ficou pensativo, com a mente girando.

Ele abriu o vinho, pegou duas taças e as deixou na sala. Em seguida, foi bater na porta do banheiro.

— Ray, quer uma camiseta minha?

Ela já estava saindo, abrindo a porta com um sorriso forçado.

— Quero, por favor. Mas com o seu cheiro, de preferência.

Ele a abraçou forte no corredor.

— Eu dou o mundo todo para você. Qualquer coisa que me pedir.

Rayra começou a rir, emotiva. Ela vestiu a camiseta dele e foi para a sala beber o vinho. Victor logo voltou só de cueca, deitou com a cabeça no colo dela, ligou a televisão e ficou em silêncio, com o pensamento perdido nas lembranças do futuro que acabara de desmoronar.

Rayra ficou o olhando, acariciando os cabelos dele. Eles passaram horas apenas em silêncio, a presença um do outro sendo o último consolo. Victor a beijou muito, beijos lentos e profundos, realmente se despedindo. Ele preferiu se calar a continuar se humilhando por um amor que ela insistia em rejeitar.

Adormeceram abraçados no sofá, o cansaço e a tristeza superados pela intensidade da última noite. Ao amanhecer, Victor a acordou com beijos e carícias, sussurrando em seu ouvido a confissão que selaria a separação.

— Você ainda vai me amar, quando eu não for mais jovem e bonito?

Rayra sorriu, acariciando-o afetuosa.

— Eu adoraria tentar. Venha me buscar, daqui cinco anos.

Ele a beijou com ternura.

— Eu prometo que volto, para continuarmos de onde paramos.

Ela começou a rir, imaginando que ele não ficaria seis meses sozinho, muito menos cinco anos.

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