Miranda permaneceu sob a ducha, o corpo ainda quente e excitado, mas a declaração de Peterson a deixou confusa e irritada. O que ele queria? Por que a levava até o limite para depois recuar? Em vez de responder, ela apenas ficou em silêncio, o choque e a frustração dominando-a.
Saiu do chuveiro, com a água escorrendo pelo seu corpo. Vestiu outra camisola de seda que ele havia deixado para ela, sentindo o tecido macio, mas agora sem o mesmo fascínio. Sem dizer uma palavra, caminhou até a cama enorme e se deitou, virada de lado, as costas para o lado que Peterson iria estar, ao sair do banheiro, chateada e com uma sensação de vazio, se arrependeu de ter ido lá.
Momentos depois, ela ouviu Peterson sair do chuveiro. Ele se vestiu com uma cueca samba-canção azul-marinho, sem qualquer som, deitou-se ao seu lado na cama. Nenhuma palavra foi dita, apenas o silêncio pesado preenchendo o vasto quarto.
Peterson já estava adormecendo, com o silêncio preenchendo o quarto, deitado de barriga para cima. Miranda, no entanto, não conseguia dormir. A mistura de excitação reprimida, confusão e uma dor física crescente a mantinha acordada. Ela se sentou na cama, apreensiva.
— Está dormindo? — sussurrou, a voz carregada de urgência. — Preciso fazer algo. Estou com dores!
Peterson se sentou, com a voz sonolenta e confusa.
— Do que precisa? Remédio?
Sem responder, Miranda baixou as alças da camisola, revelando seus seios inchados e doloridos. Peterson, com a sonolência ainda em seus olhos, observou Miranda abaixar as alças da camisola. Seus olhos desceram para os seios dela, agora expostos, e viu o bico pingando leite, uma gota solitária escorrendo pela pele. Um entendimento súbito, quase primitivo, iluminou seu rosto.
— Ah, isso — ele murmurou, a voz grave e rouca, enquanto se inclinava. Seus lábios se aproximaram do seio dela, e Miranda sentiu a boca de Peterson apalpar o mamilo, com a saliva quente e úmida envolvendo-o. O contato foi imediato, um alívio quase doloroso para a dor que ela sentia.

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