A raiva de Peterson ferveu instantaneamente. Ele se levantou da mesa com um movimento brusco, com a cadeira raspando no chão. Caminhou a passos largos em direção à pista de dança, com o semblante carregado de fúria.
Chegando perto de Miranda e do homem, Peterson agarrou o braço do sujeito com força, afastando-o de Miranda com um puxão seco.
— Eiii, ela está comigo! — Falou Peterson, com a voz carregada de uma ameaça fria.
O rapaz, visivelmente mais jovem e com um sorriso debochado no rosto, tentou se aproximar novamente de Miranda, ignorando a intervenção de Peterson.
— Não estava, playboyzinho — zombou o rapaz, os olhos fixos em Miranda.
— Você deixa sua mina ficar aí dançando, que nem uma vadia. — Ele lançou um olhar lascivo para ela.
— É do job, né, gatinha? Passa seu contato, quando acabar com ele, eu quero também.
A última frase foi a gota d'água. Sem hesitar, Peterson desferiu um soco rápido e certeiro no rosto do rapaz, atingindo-o com força. O barulho seco do impacto se misturou ao som da música. Peterson estava ali para defender Miranda e a si mesmo.
O soco de Peterson foi rápido e eficaz. O rapaz cambaleou para trás, com a mão no rosto, o deboche desaparecendo em um misto de dor e surpresa. Em segundos, os seguranças do bar, que já haviam notado a confusão, estavam sobre ele, agarrando-o e o arrastando para fora do local. O som do reggaeton abafou os protestos do homem enquanto ele era expulso do bar.
Peterson, com a mandíbula tensa, voltou para a mesa, puxando Miranda pela mão, a colocou sentada. Ele a observou, esperando uma reação de medo ou gratidão. Em vez disso, Miranda o olhou, um sorriso largo e quase infantil se espalhando por seu rosto. Ela começou a rir, um som alto e desinibido que se misturava à música. Ela estava muito bêbada e se divertindo.
Ele sentou-se, com o olhar sério.
— Miranda, chega. Você está fazendo muito barulho. — Peterson disse, a voz baixa, mas firme, tentando chamar a atenção dela.
Miranda balançou a cabeça debochando. Seus olhos, brilhantes e um pouco desfocados, focaram nele.
— Mimosa chega! Você está fazendo muito barulho! — ela o imitou, com a voz arrastada pelo álcool, debochando dele com um sorriso ainda maior.
— Ai, ai, o meu dono não gosta de barulho? Que pena!
Peterson sentiu a irritação crescer, mas a bebedeira de Miranda tornava qualquer tentativa de controle inútil. Ele sinalizou para o garçom.
— Traz um refrigerante para ela, por favor. Coca cola. — disse Peterson, com a voz tensa. Virou-se para Miranda, com os olhos estreitos.
— Você está ridícula, Miranda. Estou muito arrependido, de ter saído com você.
Ela continuou rindo, o som estridente e desafiador no meio da música alta.
— Aí, aí, e quem se importa? — Ela o olhou nos olhos, com um brilho de desinibição total.
— Você é o ridículo, grosso e delicioso.
A última palavra pegou Peterson de surpresa. Um sorriso lento, genuíno e quase divertido, surgiu em seus lábios. Ele se inclinou ligeiramente.
— Sou o quê? Delicioso?
Miranda gargalhou ainda mais alto, com as lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos. Peterson pegou o burrito que acabara de chegar, estava com um aroma delicioso de carne e queijo invadindo o ar.

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