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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 24

Ela ficou rindo à toa, realmente impressionada com tantas opções. O frigobar era um espetáculo à parte. Parecia um paraíso de bebidas, atendendo a todos os gostos. Havia desde o inocente iogurte até garrafas de água mineral, uma variedade de refrigerantes coloridos, sucos, e para quem buscava algo mais festivo, geladas garrafas de champanhe, vinho tinto e branco, e diversas opções de cervejas.

Era, sem dúvida, um banquete para todos os sentidos, tudo ali, ao alcance das mãos, naquele espaço luxuoso e móvel. Miranda não perdeu tempo, foi experimentar a comida japonesa, começou a pegar com a mão, ainda disse ansiosa que sempre teve vontade de experimentar, mas achava caro, comeu e não gostou.

A limousine estava a se mover suavemente, deixando para trás as luzes da cidade. Miranda estava faminta. Sem cerimônia, pegou um taco e deu uma mordida generosa, com seus olhos se arregalando com o sabor. Ofereceu para Peterson, ele a observava com um olhar diferente, mais suave e atencioso do que o habitual. Ele pegou um pedaço de sushi e ofereceu a ela, com um sorriso debochado nos lábios.

— Não gostou do salmão fresco?

Miranda aceitou, saboreando a delicadeza do peixe.

— Humm, não sei! Estava morrendo de fome, Peterson. Que banquete! Nem almocei hoje direito.

— Eu imaginei. Depois da ressaca. Depois da nossa... despedida apressada, achei que você merecia ser mimada. Só um pouco! Te deixei dormindo. Ontem! — Ele pegou uma tortilha com guacamole. — E eu também estou faminto, para ser sincero. Meu dia foi agitado!

Ela foi olhar as massas, curiosa.

— Tudo parece tão... apetitoso. Nem sei por onde começar. — Miranda apontou para uma pequena pizza individual com bordas crocantes. — Essa pizza está com uma cara ótima! Vamos poder pegar as sobras?

Peterson sorriu, pegando uma porção de comida japonesa para si.

— Pode se servir à vontade. A ideia é que tenhamos uma experiência gastronômica completa enquanto viajamos. E então, o que achou do burrito? O que você mais gosta de comer?

Miranda cobriu a boca, respondendo de boca cheia.

— Perfeito! Picante na medida certa... Eu mal lembro daquele que comi no restaurante mexicano. Esse parece mil vezes melhor. Eu sou uma formiga, gosto de comer doces.

Peterson ofereceu uma mordida de um bolinho de arroz.

— A culinária japonesa tem seus encantos. Mas confesso que esses seus tacos parecem tentadores. Será que devo experimentar um?

— Claro! À vontade. — Miranda ofereceu o prato. — Eu sou boazinha, sei dividir.

Ele olhou e desistiu, foi pegar refrigerante para ela, a serviu, ficou rindo de como ela comia, com um certo desespero, entusiasmo, que dava até gosto de ver.

Enquanto a limousine cortava a noite, eles continuaram a saborear os pratos, trocando comentários sobre os sabores, os aromas e a qualidade da comida. Era um jantar incomum, dentro de um carro de luxo em movimento, mas a atmosfera era leve e agradável, marcada pela deliciosa comida e pela inesperada atenção de Peterson, que a encarava fixamente o tempo todo, tentando ler até a alma dela.

Depois de comer, ela se deitou percebendo que tinha comido demais, disse que estava exausta do trabalho escravo na empresa dele. Peterson perguntou curioso.

— Não gosta do seu emprego? Mimosa!

Ela sorriu o olhando com deboche.

— Não gosto das pessoas, no meu emprego. Me sinto o patinho feio. Elas não gostam de mim. E eu nem sei o motivo.

De repente, ele ficou sério, pensativo.

— Falou sobre nós? Disse que me conhece? Isso é algo, do qual eu achei, que nem precisaria te alertar.

Ela o olhou séria, irritada.

— Não né, pra que eu faria isso? Tenho vergonha, disso. Sei qual é o meu lugar. E o que as pessoas, achariam de mim.

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