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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 26

Miranda se deitou na cama macia, de barriga cheia, mas o sono não veio. A adrenalina do dia e as últimas palavras de Peterson a mantinham desperta. A ansiedade começou a borbulhar em seu peito, misturada com uma curiosidade inegável. Por que ele queria que ela fizesse tudo pensando nele? E por que o perfume, as roupas...

Depois de algumas tentativas frustradas de dormir, ela se levantou e foi para o banheiro luxuoso. Esgotou os seios com a bombinha, rindo sozinha, pensando no que ele perdeu. Tomou um banho quente e demorado, deixando a água escorrer pelos cabelos, usou as amostras do hotel. Ao sair, percebeu que não tinha nenhum creme de pentear, então deixou os fios soltos, secando naturalmente em ondas desajeitadas.

Sua bolsa, um item tão pequeno perto de todo aquele luxo, revelava um conteúdo modesto: um desodorante, duas calcinhas limpas e absorventes, fora a carteira, um pacote de lenços, um batom, as chaves de casa. Nada que combinasse com a atmosfera de luxo que a cercava.

Com um suspiro, ela vestiu a mesma roupa que usara, o vestido que agora parecia destoar ainda mais do ambiente. Como um pequeno ato de rebeldia ou talvez de afirmação, Miranda pegou o único item de maquiagem que tinha: um batom vermelho vibrante. Passou-o nos lábios, um toque de cor ousado em meio à simplicidade de sua aparência, pronta para o que quer que o dia reservasse.

Miranda consultou o horário e decidiu que era hora de descer. Ligou para o motorista, informando que o encontraria na entrada do hotel. Ela saiu da suíte e se dirigiu ao elevador, mas ali a confusão começou. Os corredores eram idênticos, as portas dos elevadores pareciam as mesmas, e os botões, um labirinto. Ela apertou um, depois outro, sem saber qual a levaria ao térreo. Demorou quase quinze minutos para conseguir se orientar e finalmente sair do labirinto de espelhos e luzes.

Quando chegou à entrada do hotel, o motorista já a aguardava, com um sorriso discreto no rosto. Ele se adiantou e, antes que ela pudesse dizer algo, Xavier abriu a porta traseira do carro.

— Bom dia, senhorita, dona, patroa... ainda não sei como lhe chamar — ele disse, com uma ponta de diversão na voz.

Miranda parou ao lado da porta do passageiro, na frente, rindo. — Bom dia. É Miranda, para você. Não sou dona nem patroa.

Xavier sorriu gentilmente.

— A senhorita deveria sentar atrás. É mais confortável.

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