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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 32

Miranda, com os olhos brilhando, pegou mais cinco vestidos que a encantaram, somando-se à já considerável pilha de roupas. A conta final naquela loja ultrapassou facilmente quatro mil reais. Peterson, com os braços literalmente cheios de sacolas, mal conseguia carregar tudo.

Antes mesmo de irem para o carro, ele parou, com o semblante sério, mas com um brilho divertido nos olhos.

— Eu só quero fazer uma coisa antes. Ir à loja de biquínis.

Peterson foi direto para a loja de biquínis, com as sacolas balançando em seus braços. Assim que ele e Miranda entraram, todas as funcionárias olharam para eles imediatamente, com os olhos fixos na ostentação das sacolas que ele carregava. Uma delas, a mesma que havia destratado Miranda mais cedo, correu para atendê-los, com um sorriso forçado e apreensivo. Peterson respondeu educadamente, mas com a seriedade habitual. Então, virou-se para Miranda, com os olhos fixos nela.

— Meu bem, qual foi a vendedora que te atendeu e reservou seu biquíni?

Miranda apontou para a moça que os atendia. Ela se aproximou do balcão, com uma ironia sutil em sua voz.

— Foi hoje mesmo, mais cedo. Está reservado, né? Não se passaram nem vinte e quatro horas.

A moça, desesperada, gaguejou.

— Ah, eu vou verificar, moça! Deve ter sido alguma colega que guardou por engano.

Peterson sorriu, com um olhar cúmplice para Miranda.

— Meu bem, temos que ir embora. Não vai dar tempo de você escolher e provar. Se estivesse reservado, já íamos levar.

A vendedora, suando frio, tentou insistir.

— Mas eu posso te ajudar agora! Temos muitas opções...

Miranda a cortou, com uma confiança recém-adquirida e um sorriso irônico.

— Ah não, você já me ajudou muito mais cedo. Obrigada!

Os dois saíram da loja, rindo entre si. Já longe do alcance da vendedora, Peterson a olhou, com o orgulho evidente em seu sorriso.

— Estou orgulhoso de você, Mimosa.

Com os braços cheios de sacolas e um sorriso de satisfação, Peterson e Miranda foram até o carro. Abriram o porta-malas e começaram a guardar as compras, que rapidamente preencheram o espaço.

— Eu odeio pessoas que não são profissionais. — Peterson comentou, enquanto empurrava a última sacola.

Enquanto isso, ele já estava com o celular na mão, procurando o próximo destino. Seus olhos escanearam a tela, e ele fez uma careta de impaciência antes de se decidir.

— Vamos no segundo piso. Direto.

Ao chegarem na loja, Miranda entrou na frente, um pouco confusa com o rumo repentino.

— Meu celular é novo — ela disse, tentando argumentar.

Peterson lançou um sorriso de desdém para o aparelho dela, que ele ainda tinha no bolso. Apontou um iPhone de última geração.

— É mesmo? Olha ele ali. Vou comprar! Amanhã eu configuro para você, vai amar a câmera dele.

Miranda tentou argumentar, com a voz hesitante.

— Não precisa...

Mas Peterson a ignorou completamente. Com um aceno para o vendedor, ele começou a escolher o modelo mais recente, sem sequer perguntar a opinião de Miranda. Já mandou instalar a película protetora e, em um raro momento de concessão, permitiu que ela escolhesse a capinha. Miranda pegou uma delicada, com borboletas rose gold, a cor suave contrastando com a expressão cada vez mais séria em seu rosto. Ela o observava, visivelmente incomodada com a atitude dominadora dele.

Ao saírem da loja de celulares, Miranda parou, virando-se para ele com uma expressão grave.

— Peterson, eu acho que você está indo longe demais. Depois vai querer coisas que eu não vou querer, e aí vai vir jogar na cara que me encheu de presentes.

Peterson a ouviu com atenção, o sorriso tranquilo em seus lábios se desfez, dando lugar a uma expressão mais séria e direta.

— Você não precisa ter medo, Mimosa. Apenas boa vontade para me agradar e satisfazer meus desejos destoantes. Qualquer mulher, em condições como as suas, aproveitaria essa oportunidade.

Miranda o olhou séria.

— Quais são? — ela perguntou, com a voz um misto de curiosidade e apreensão.

Peterson parou em frente a uma loja que exibia uma variedade de biquínis coloridos na vitrine. Ele virou-se para ela, com um sorriso malicioso brincando em seus lábios.

— Vá comprar pelo menos uns cinco biquínis, e seja rápida. Enquanto isso, vou verificar outra coisa bem aqui perto.

Ele a deixou ali, sozinha, com a tarefa de escolher os biquínis e a incerteza sobre o que ele estaria tramando. Enquanto Miranda entrava na loja de biquínis, Peterson seguiu para um salão de beleza próximo. Rapidamente, marcou um horário para dali vinte minutos e retornou à loja. Miranda estava entretida, olhando as saídas de praia, com um sorriso leve nos lábios, querendo escolher uma bastante colorida. Ela havia escolhido um maiô, dois biquínis (um de crochê azul bebê e outro preto, muito discreto) e dois shorts de usar na piscina. No total, as peças somavam mais de mil reais.

Enquanto a vendedora registrava a compra, Miranda notou a seção de lingerie. Seus olhos percorreram as prateleiras e ela pegou cinco calcinhas básicas tanga e dois conjuntos de renda mais sensuais. Miranda estava visivelmente constrangida ao ver os conjuntos de renda nas mãos da vendedora. Seu rosto corou quando Peterson se aproximou para pagar, seus olhos pousando inevitavelmente nas peças. Ele deu um sorrisinho que ela não conseguiu decifrar, um misto de diversão e algo mais.

— Não quer pegar mais nada? — ele perguntou, com o tom de voz calmo, mas com um brilho sugestivo no olhar.

Miranda balançou a cabeça, com o rubor ainda em suas faces.

— Não! — ela respondeu, com a voz quase inaudível.

Saíram da loja com mais sacolas, ele a levou no salão de beleza, disse que ia comprar outras coisas e logo voltava para buscá-la, e deixou pago. Ela já não sabia disfarçar o sorriso, entrou conversando com a cabeleireira, foi lavar e hidratar o cabelo, duas manicures a atenderam ao mesmo tempo. Miranda, que não tinha o hábito de esmaltar as unhas, passou apenas base no pé; nas mãos, passou um tom de nude discreto. Cortou e escovou o cabelo. Quando estava terminando, Peterson voltou com uma sacola de joalheria.

Miranda ficou pronta, foi ao encontro dele, em um banco quase em frente ao salão. Ele a olhou sorrindo com um certo deboche, que a deixou desconfortável. Ele comentou que tinha pego um par de brincos de argolas discretas de prata. Também uma gargantilha delicada com pequenas pedras. Ele a comprou também, e ao entregá-la a Miranda, disse, com a voz séria:

— Isso vai durar a sua vida toda. É só cuidar, polir.

Ela tentou espiar a sacola, curiosa, e agradeceu.

Por último, mas não menos importante no roteiro de compras, eles foram a uma perfumaria. Peterson, com um ar de conhecedor, selecionou três opções que ele particularmente gostava e as colocou à frente de Miranda.

— Escolha um desses.

Miranda cheirou cada frasco, e o eleito foi um Lady Million importado. Quando saíram da loja, o shopping já começava a esvaziar. Peterson olhou para o relógio.

— Já está tarde. Só vamos à farmácia e depois nos arrumar para sairmos.

Miranda concordou, andando devagar olhando para trás.

— Uhum. Estou com fome, posso ir ali rapidinho, eu não sei o que é, mas quero comer. O cheiro está muito bom!

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