Miranda balançou a cabeça, com os olhos ainda arregalados com as explicações anteriores.
— Eu não tenho. — ela respondeu, com a voz quase inaudível.
Peterson, ignorando a resposta ou talvez a considerando apenas um reflexo da surpresa, a guiou pelo corredor, passando por alguns quartos. A porta do primeiro estava semiaberta. Miranda olhou para dentro e quase tropeçou. Lá dentro, dois homens e uma mulher estavam nus, os dois homens penetrando-a ao mesmo tempo. Miranda não conseguiu parar de olhar, chocada com a cena explícita.
Peterson a puxou suavemente para continuar andando.
— Não precisa se assustar, Mimosa. É tudo consensual e divertido para quem gosta. — ele disse, com a voz calma, como se estivesse explicando algo corriqueiro. — Há outros quartos, se quiser ver mais.
Ele a guiou até o quarto ao lado. A porta estava entreaberta e o cheiro de suor e excitação era perceptível. Lá dentro, uma mulher estava de quatro no meio da cama, enquanto um homem a penetrava por trás. Outra mulher estava arreganhada à sua frente, sendo chupada por ela. Miranda sentiu um nó no estômago, o choque misturado a uma estranha curiosidade que a fazia querer desviar o olhar, mas não conseguia.
— Isso é... estranho. — ela começou, com a voz sumindo.
Peterson sorriu, satisfeito com a reação dela.
— É a liberdade, Mimosa. Sem tabus. Quer entrar para ver de perto? Ou prefere que a gente continue observando?
Ela disse que não queria ficar olhando estranhos. Peterson entrou em um quarto vazio, com apenas uma cama enorme no centro. Ele puxou uma poltrona de canto, posicionando-a bem em frente à cama.
— Sente-se, Mimosa. — ele disse, com um sorriso lascivo nos lábios, com os olhos fixos nos dela.
Miranda, ainda em choque com as cenas que presenciara, obedeceu. Enquanto ela se acomodava na poltrona, Peterson desabotoou a camisa e a tirou, com os olhos fixos na porta aberta do quarto. Ele olhou para Miranda, com um sorriso frio e determinado nos lábios.
— Chegou a hora de você ser muito boazinha e me fazer feliz. — ele disse, com a voz baixa e carregada de uma ameaça velada. — E já que você não quer me dar nada, eu vou foder com outra... pensando em você. E você vai assistir a tudo.
Miranda permaneceu em choque, com o corpo rígido na poltrona. A ficha caía lentamente, e a humilhação iminente a paralisava. Seu rosto estava sério, impassível, sem demonstrar a torrente de emoções que se agitava dentro dela. A moça com quem Peterson flertava no restaurante entrou no quarto, com um sorriso divertido nos lábios enquanto fechava a porta. Ela se aproximou de Peterson, que imediatamente começou a beijar seu pescoço. Com os olhos fixos em Miranda, ele foi desamarrando o laço do cropped da mulher, com um desafio silencioso em seu olhar.
Miranda permanecia cética, paralisada na poltrona, com uma máscara de indiferença no rosto, mas por dentro, sentia-se em chamas. Peterson, sem desviar o olhar dela, começou a chupar os seios da moça, lambendo e beijando seu colo e descendo até a barriga. Em seguida, com um movimento rápido, tirou a saia dela, deixando-a apenas de calcinha. Os dois estavam de lado para Miranda, que observava cada movimento atenta. A moça se ajoelhou e começou a beijar o abdômen de Peterson. Abriu a calça dele e, com a mão, começou a apertar o volume em sua cueca, prestes a tirar o pau para fora e começar a masturbá-lo.
Miranda não aguentou. Lentamente, ela se levantou da poltrona, com os olhos fixos nos de Peterson, uma mistura de fúria e humilhação nítida em seu olhar. No exato momento em que a moça colocou Peterson na boca, Miranda virou-se e saiu do quarto, deixando a porta aberta.
Peterson, visivelmente irritado, vestiu-se apressadamente e saiu do quarto. Desceu as escadas rapidamente, mas não encontrou Miranda de imediato. Começou a procurar por ela no andar de baixo, com os olhos percorrendo cada canto da mansão. Ao sair no quintal, viu Victor rindo muito, ainda em pleno ato sexual com as duas mulheres.
— Ela foi para a piscina! — Victor gritou, entre risadas.
Peterson seguiu em direção à piscina. Ao longe, no canto de um quiosque, quase escondida, ele a viu. Miranda estava sentada em uma banqueta, com o olhar perdido e cético fixo em algum ponto distante. Ela ignorou completamente a aproximação dele, nem sequer virando a cabeça.
Peterson parou na frente dela, com o rosto contorcido de raiva.
— Eu não estou te agradando, e muito bem, para você tirar férias! — ele esbravejou, com a voz baixa, mas carregada de fúria. — Você deveria fazer a sua parte do acordo e obedecer! Você é idiota o bastante para ter ciúmes, Miranda? Eu mal te conheço. Tenho sido bastante legal, respeitando o seu tempo de mulher. Em momento algum, eu quis te forçar a se relacionar comigo.
Miranda se levantou, enfrentando Peterson silenciosamente com o olhar, uma intensidade fria em seus olhos que ele raramente vira.
— Não é ciúmes. — ela começou, com a voz baixa, mas firme. — Eu só me senti um nada, decepcionada. Mas, afinal, eu deveria saber que estar com alguém como você faria isso. Elas são putas, e você me trouxe como uma. Eu já fui traída, seu idiota, é óbvio que tenho interesse em você. Eu teria que ser muito idiota mesmo de gostar de ver você se divertindo com outra, enquanto nem me beija.
Peterson ouviu as palavras de Miranda, a raiva em seus olhos começando a ser substituída por uma frieza calculista.
— Você não é como as outras. Sei disso. — ele disse, com a voz baixa, mas carregada de uma ameaça velada. — E eu não vou perder a festa por causa do seu chilique. Eu vou voltar para o quarto. E você... você vai perder tudo. A viagem, os presentes, tudo. Eu não achei que você era tão puritana.
Miranda se aproximou dele, o olhando fixamente nos olhos, com a voz embargada pela emoção, mas firme. Soltou o braço da mão dele, brava.
— Isso é um gatilho para mim, ser traída. Você gastou comigo para me comprar. Podia ter me avisado antes o que pretendia fazer. Você está sendo cruel comigo e me magoando. Eu não criei expectativas, mas você realmente sabe decepcionar. E eu não sou puritana.
Miranda virou-se e começou a andar em direção à casa, com as palavras saindo com uma acidez cortante.
— Vamos lá, vou continuar batendo palmas para maluco. Espero que goze tão rápido com ela igual foi comigo. Só espero que não a beije, já que a mim, você se recusa a beijar. Eu já notei que sempre me evita.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos )