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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 36

Victor ficou visivelmente intrigado com a resposta dela.

— Você realmente não se lembra? — ele perguntou, com uma sobrancelha arqueada.

Miranda começou a rir, uma risada solta e um tanto histérica, a mistura de álcool e emoções afloradas.

— Eu não sei. — ela disse, ainda rindo. — Por que você fingiu que não me conhecia?

Victor pegou sua bebida no balcão.

— Sei lá, você pareceu estar toda pilhada. Eu estou contente de te encontrar de novo, Miranda. Não é esse seu nome? — ele disse, com um sorriso genuíno.

Miranda apenas concordou e se afastou, ainda sorrindo e balançando a cabeça, fazendo sinal para a DJ pedindo mais daquele tipo de música. Ela estava se acabando de rir de si mesma, completamente entregue àquele momento de extravasão. A DJ, percebendo o clima, tocou mais músicas semelhantes, e Miranda continuou a se divertir, alheia ao fato de que Peterson a observava o tempo todo, da parte de cima das escadas, com um misto de surpresa e irritação em seu olhar.

Peterson apenas se dirigiu ao quarto e avisou à moça com quem estava que não haveria clima para continuarem. Quando ele ia descer as escadas, seus olhos fixaram-se em Miranda e ele decidiu observá-la a distância, queria ver o que ela faria, sozinha lá, ele já estava hipnotizado a algum tempo e ela continuava dançando com uma energia contagiante. Ele achou graça, observando-a, curioso para ver o que ela faria bebendo tanto. A verdade é que as palavras dela, ditas momentos antes, o deixaram reflexivo. Ele a achou careta, sensível, sincera e vulnerável, tudo o que o deixou estranhamente mais atraído por ela.

Miranda já havia tomado mais de seis drinks. Estava corada, mas ainda dançando lindamente, completamente entregue à música rebolando muito. Peterson desceu as escadas e foi até o guarda-volumes pegar a bolsa dela. Em seguida, aproximou-se de Miranda, tocando-a no braço para chamar sua atenção.

— Mimosa, vamos embora, você já passou da conta. — ele disse, com a voz calma, mas firme.

Ela o olhou com os olhos arregalados, o riso preso na garganta.

— Mas já acabou? — ela perguntou, com a voz um pouco arrastada. — Eu não disse? Você goza rápido demais!

Miranda falou alto, e o riso que se seguiu fez com que quem estivesse mais perto ouvisse claramente. Peterson forçou um sorriso irritado, pegando-a pela cintura.

— Eu vou te levar para descansar. — ele disse, a envolvendo em seus braços.

Miranda se soltou de Peterson, rindo de forma levada, e correu de volta até o bar, implorando por mais um drink. Peterson encostou-se ao lado dela, com a expressão séria, estava realmente preocupado.

— Eu não quero acabar a noite no hospital, com você bêbada. — ele disse.

Bêbada e desinibida, Miranda o olhou, com um sorriso debochado nos lábios.

— E eu não queria acabar a noite sozinha. — ela retrucou, com a voz arrastada, mas clara. — E eu não queria estar aqui com você. Aí, aí, Peterson, você fica tão engraçado quando eu bebo!

Ela se aproximou dele, com os olhos fixos nos dele, com um sorriso afrontoso.

— Vou beber e fazer uma coisa. Com quem quer fazer, né?

Virou a taça rapidamente, bebendo tudo de uma vez. Peterson disse que precisavam ir embora e tentou guiá-la pela cintura, ela andou um pouco, acenando dando tchau para todos, mas ela se afastou em segundos. Victor estava perto, parado, conversando com um casal. Miranda, em um impulso repentino, se aproximou e o beijou na boca, foi chupando os lábios dele, ele correspondeu com intensidade, a puxando contra si pela cintura, antes de se afastar com um sorriso safado, ela ainda o encheu de selinhos.

— Agora a gente se conhece. — ela disse, com a voz um tanto arrastada, mas cheia de uma estranha lucidez. — Sabia que beijos ligam a alma? Sugam a energia?

Ela se afastou ainda mais, rindo alto.

— É uma ligação pra vida todaaaaaa! Por isso o meu dono não me beija. Ele tem medo de mim.

Miranda, sentindo um gosto amargo de vingança na boca, aproximou-se de Peterson. Ela o encarou com um olhar sério e cheio de desprezo antes de virar as costas e sair andando. Ele permaneceu parado, observando-a, com o show dela o divertindo, ficou com uma expressão de deboche no rosto.

O caminho até o carro foi feito em silêncio. Ambos se sentaram no banco de trás, com a distância entre eles mais fria e cortante do que nunca. Miranda encarava a rua durante todo o trajeto, com a paisagem noturna passando como um borrão. Parecia diferente: cética, indiferente, pensativa. Peterson presumiu que fosse o efeito da bebida e a deixou quieta.

Quando chegaram ao hotel, ela desceu do carro descalça, deixando a bolsa e os sapatos para trás. Peterson pegou tudo e a seguiu. Ao tentar colocar a mão na cintura dela, Miranda a tirou de imediato e caminhou séria até o quarto.

Assim que entraram no quarto, Peterson observou Miranda.

— Parece que você estava se divertindo muito lá! — ele comentou, com um leve sorriso no canto da boca.

Miranda caminhou em direção ao banheiro, mas parou na porta, com a voz carregada de ironia e irritação.

— Longe de você, talvez. — Ela o encarou. — Valeu a pena? Todo o seu exibicionismo? Se quiser, amanhã cedo, vou embora e você pode trazer aquela peituda sarada para ficar aqui. Sendo sua cachorrinha obediente.

Peterson começou a rir, um riso pensativo, convencido de que ela estava com ciúmes.

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