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O magnata e a faxineira ( Desejos proibidos ) romance Capítulo 37

Peterson se levantou com um semblante sério e caminhou até a mesa onde Miranda estava com os dois homens. Chegou perto, forçando um sorriso que não alcançava os olhos, e encarou Miranda, reparando em cada detalhe, desde o sorriso que ela exibia até a forma como interagia com eles.

— Miranda, preciso falar com você. — ele disse, com a voz baixa e firme.

Os três se viraram de imediato. Peterson acenou um "oi" casual para os dois homens, que retribuíram o cumprimento com sorrisos simpáticos. Miranda, no entanto, perdeu o sorriso e se levantou.

— Fala! — ela respondeu, com a voz carregada de impaciência.

Peterson deu alguns passos para trás, indicando a direção com a cabeça.

— Venha comigo! Estou sentado ali. — Ele apontou para a bancada do bar, e Miranda o seguiu, relutante.

Enquanto Miranda acompanhava Peterson, um dos rapazes da mesa, com o copo dela na mão, falou alto com uma voz afeminada:

— Amigaaa, leva seu drink! Vai esquentar!

Miranda voltou para pegar a taça, e Peterson sentou-se na bancada, percebendo que os dois homens eram, na verdade, um casal. Ele os viu se beijando assim que Miranda pegou seu drink e se afastou.

Peterson estava sentado na bancada, pensativo. Miranda se aproximou, sentou-se ao lado dele com o rosto sério, e o encarou fixamente. Começou a falar pausadamente, chupando seu drink colorido.

— Isso é tãoooo gostoso. — Ela fez uma pausa, com o olhar fixo no dele. — Eu só vou tomar mais um e ir resolver a minha vida. Não precisa se preocupar ou ficar me ameaçando, dizendo que vai me tirar tudo. Vou embora, já vi o horário de ônibus. Os meninos vão me levar até a rodoviária.

Ela desviou o olhar por um instante, como se estivesse tentando se lembrar.

— Eu não me lembro de nada depois que entrei no carro e saímos daquela festa horrorosa. — Ela voltou a encará-lo, com a voz firme. — Sei que você não está satisfeito comigo, e é recíproco.

Miranda continuava falando, fingindo não lembrar do beijo delicioso e das carícias que trocaram na noite anterior. Peterson a ouvia atento e sério, pensando que ela estava apenas fazendo charme e que não teria a coragem de realmente ir embora. Ele a olhou nos olhos, intrigado.

— É recíproco, Mimosa? Hummmmm. — ele disse, com um sorriso de canto começando a surgir. — Você tem algo que me instiga!

Ele se aproximou lentamente, afastou a taça dos lábios dela e a beijou sutilmente, um selinho rápido. Miranda foi pega de surpresa, sem tempo sequer para fechar os olhos. Peterson sorriu, com um brilho de satisfação e provocação nos olhos, enquanto recebia seu prato: uma salada vibrante com folhas e grãos, acompanhada de um salmão grelhado.

Ele percebeu que Miranda havia ficado envergonhada e desconcertada com o beijo repentino. Ela se virou de lado para ele, sem saber como reagir ao silêncio que a deixava cheia de dúvidas. Terminou o drink de uma vez, e se levantou, com a expressão séria.

— Vou arrumar as minhas coisas. — ela disse, com a voz firme. — Não quero nada do que você comprou. Eu só vou levar uma roupa e as lingeries.

Peterson a segurou sutilmente pelo pulso, com os olhos fixos nos dela.

— Não. Nós temos um acordo. Você vai ficar. — Ele a puxou para perto, com a voz firme. — Insatisfeita ou não.

Miranda encostou-se no balcão, ainda séria, encarando-o fixamente.

— Não! — ela retrucou, com a voz com um tom de desafio. — Seus presentes lindos não me agradam o suficiente para aguentar sua excentricidade. Não estou querendo te manipular para me dar mais coisas ou me fazer de difícil.

Peterson estava comendo, com um olhar de deboche estampado no rosto, convencido de que Miranda estava apenas "jogando" e que não teria coragem de ir embora de verdade.

— E o que te agradaria o suficiente? — ele perguntou, com um tom de provocação. — Tenho certeza que quer pedir algo. Mulheres sempre querem mais. Nunca estão satisfeitas.

Miranda o olhou seriamente, com a resposta na ponta da língua.

— Ué, você não dizia que eu me contentava com pouco? — ela retrucou, com um riso debochado escapando. — E ainda teve a cara de pau de dizer que ia me fazer feliz na viagem. Você pode saber agradar as putas e as riquinhas, mas mulheres normais como eu, com certeza não.

Peterson sentiu-se desafiado pelas palavras de Miranda. Ele a olhou friamente nos olhos, enquanto, de forma surpreendente, começou a acariciar a mão dela.

— Posso tentar? — ele perguntou, com a voz baixa e carregada de um novo tom.

Miranda sentiu-se estranhamente atraída, um arrepio percorrendo seu corpo. Ficou séria, pensativa, e disse que não sabia. Abaixou o olhar se sentindo intimidada.

— Eu estou cansada e desconfortável com tudo. — ela confessou. — O local, as suas amizades...

Peterson a interrompeu, com a voz mais suave.

— Eu não posso te impedir de ir embora. Mas eu não gostaria de perder tudo o que planejei. Tenho uma surpresa agendada para você hoje mesmo.

Miranda sorriu, com a curiosidade despertada.

— O que é? — ela perguntou, com os olhos brilhando.

Ele respondeu, observando a reação dela.

— Vou te levar a um lugar especial de helicóptero.

O sorriso de Miranda aumentou instantaneamente.

— É sério?! — ela exclamou, com a voz cheia de entusiasmo.

— Sim. — ele confirmou.

Ele continuou comendo sua salada.

— Sugiro que aproveite para almoçar.

Miranda pegou o cardápio, mas ficou olhando-o pensativa, sem realmente focar nas opções. Peterson a olhou, curioso.

— Você não sabe usar o garfo e a faca, Mimosa?

Miranda balançou a cabeça, constrangida, e o olhou seriamente.

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